quinta-feira, 21 de Abril de 2016

AVALIAÇÃO: 5/5 EDITORA: GERAÇÃO EDITORIAL, CORTESIA ISBN: 9788564406650 GÊNERO: ROMANCE, FICÇÃO HISTÓRICA, CLÁSSICO PUBLICAÇÃO: 2013 PÁGINAS: 288 SKOOB

O grande Gatsby é um livro na lista de desejados há muito tempo. O clássico americano escrito por F. Scott Fitzgerald já foi alvo de inúmeras adaptações,  a mais recente com Leonardo DiCaprio e Tobey Mcguire. A expectativa pela leitura era grande, uma vez que a edição da Geração Editorial tem capa dura e é repleta de imagens (uma beleza para ficar babando!). Pouco depois que o livro chegou, iniciei a leitura.

Apesar de tudo, o livro é um clássico e é de senso comum que a leitura, muitas vezes, é cansativa e um pouco parada. Foi a sensação que tive com o livro. No entanto, um belo dia, decidi sentar a bunda na cadeira e me dedicar única e exclusivamente ao livro. Resultado? Em poucas horas, já havia lido mais da metade. Foi apenas uma questão de estranhamento na narrativa e, consequentemente, de se situar em relação aos personagens. O personagem que nos leva a Nova York é Nick Carraway, jovem comerciante de Midwest, que acaba se tornando amigo de seu vizinho, o misterioso Jay Gatsby, conhecido pelas festas animadas que ofertava em sua mansão. Nesse contexto, Nick acaba se tornando conhecido de Tom Buchanan, e de sua mulher Daisy, que por sinal é prima de Nick. Ainda temos Jordan Baker, uma jovem mulher do mesmo círculo de relacionamentos. É com esses personagens que Fitzgerald desenvolve uma trama cheia de mistérios e traições, mas também repleta de romance e crítica à sociedade do momento.

Algo que sempre me chama a atenção em alguns romances é o fato de o narrador não ser necessariamente o personagem principal. Foi assim com os livros de Sherlock Holmes, alguns de Hercule Poirot e o de Fitzgerald não fugiu a regra. Gatsby é o grande centro das atenções, mas não necessariamente é quem narra a história. Isso se torna mérito pro autor, uma vez que consegue criar uma aura de mistério em torno do personagem pela qual o leitor quer descobrir mais. No caso aqui comentado, isso fica cada vez mais evidente, uma vez que o autor coloca em Gatsby um grande personagem, talvez até incapaz de narrar a história. Nesse sentido é que temos Nick, e este consegue ter uma visão acerca do que acontece, sendo participante do lado de fora e possibilitando uma leitura crítica do contexto, ao mesmo tempo em que ele é também integrante da ação principal. E é a partir de seus devaneios que podemos inferir impressões de Fitzgerald acerca da sociedade americana.

Jay Gatsby é um personagem que é construído ao longo da história. O livro, sendo escrito por meio de devaneios do próprio Nick, acaba contribuindo para isso. Um momento você tem uma visão X do Gatsby, e logo em seguida, você já desconstrói aquela ideia e já tem uma totalmente diferente. Esse jogo funcionou muito bem para mim, uma vez que gerava mais empolgação na hora da leitura e criava uma expectativa quanto ao final. E já vou avisando de antemão: Gatsby tem relação com todos os outros personagens, de alguma maneira.

Os demais personagens tem apenas a contribuir para a história seduzir o leitor, criando um certo charme. As festas, as mansões, a fortuna: tudo cria uma atmosfera que fez com que eu, pelo menos, quisesse ser transportado direto para aquela época. O desfecho do livro é brilhante e acredito que não poderia ter sido outro. Apesar disso, fiquei refletindo a partir do final tudo que tinha acontecido até então, possibilitando outra visão sobre a obra. Na minha opinião, Jay Gatsby é mais que um personagem, é também uma metáfora para pensar os hábitos, costumes de até então e poder questioná-los.  Desse modo, não posso dizer mais nada a não ser recomendar a leitura!

Sobre o autor
Lucas Kammer Orsi
Lucas Kammer Orsi

Estudante de História. Vê nos livros uma maneira de fugir da realidade e encontrar um pouco de aconchego do cotidiano tão corrido. Potterhead, se emociona fácil com romances, mas não deixa de lado um bom suspense, de viver uma aventura e dá gargalhadas com um chick-lit. Está sempre com suas séries atrasadas, mas isso não o impede de sempre começar mais uma. Amante da música pop, é grande fã de Taylor Swift.



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