AVALIAÇÃO: 3/5 EDITORA: COMPANHIA DAS LETRAS/CORTESIA ISBN: 9788535920383 GÊNERO: CONTOS PUBLICAÇÃO: 2012 PÁGINAS: 112 SKOOB

AVALIAÇÃO: 3/5                   EDITORA: CIA DAS LETRAS, CORTESIA                    ISBN: 9788535920383       GÊNERO: CONTOS  PUBLICAÇÃO: 2012  PÁGINAS: 112                                  SKOOB

A Companhia das Letras, em parceria com o Instituto de Psicologia 4 Estações, lançou  em 2013 o livro Silêncio, doze histórias universais sobre a morte, de Ilan Brenman e Heidi Strecker.

A morte é um tema cercado de incertezas e que muitas vezes tentamos evitar. Porém, é um assunto que faz parte da história natural da humanidade, enfrentada de diferentes maneiras por aqueles que perdem um familiar, amigo ou conhecido.

O livro traz um sumário, que organiza os doze contos, indicando o país ou região de origem. Os contos estão divididos em três partes, sendo elas: A busca da imortalidade,  Amores que nunca morrem e Morte e renascimento.

A edição é bastante atrativa, a capa consegue retratar a miscigenação  de crenças em diferentes culturas e épocas. As ilustrações de Catarina Bessel dão ao livro um toque extraordinariamente belo.

Gostei de rever algumas histórias que eu já conhecia, como a do Gilgamesh; Tristão e Isolda. E fiquei boquiaberta com histórias tão inusitadas como a de Mauí; Utanka e o deus Krishna; a deus Isís e Osíris; Izanagui e Izamami; Sedna e a criação do mundo marinho; os gêmeos Hunahpu e Xbalanque.

No livro, é possível encontrar dois contos brasileiros. “A cachoeira de lágrimas”, originada do povo kaigang, menciona como os jovens Tarobá e Naípi se apaixonaram e morreram tragicamente, dando origem às Cataratas do Iguaçu. Já “O boi de Catirina” é conhecido no Brasil todo com diferentes nomes: Boi-bumbá, bumba meu boi, entre outros.

A obra foi selecionada para a Feira do Livro de Bologna em 2013 e recebeu o selo de livro altamente recomendado pela Fundação Nacional do Livro Infanto-Juvenil. Analisando o conjunto da obra, é fácil entender sua importância cultural, recomendo a leitura.

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O desespero, porém, tomou conta do coração do rei (Gilgamesh). “Como posso ficar em paz? O que aconteceu a Enkidu também acontecerá comigo. Eu também vou morrer”, ele pensava.

E como Hi-ne-nui-te-po era a deusa da morte, só podia ser gigante e muito poderosa. Afinal, todo mundo tem que morrer, tudo tem que acabar um dia.

– Como é do seu conhecimento, meu Senhor, não passo agora de
um fiapo, um sopro de vento. Minhas forças já estão
chegando ao fim.

Ísis desesperou-se com a morte de seu amado. Chorou, colocou suas lindas vestes de luto e acendeu muitos incensos. Implorou aos deuses para trazer de volta à vida seu esposo querido.

– Isolda, eu prometi levá-la para meu tio, não posso quebrar o juramento.
– Eu prefiro morrer. – Ao dizer essas palavras, tomou um gole do cálice que estava na sua frente.

Depois do encontro na beira do rio, o coração de Tarobá passou a bater descompassado. O guerreiro apaixonado sumiu pela mata e tentou esconder o seu amor junto com os peixes.

Sobre o autor
Nara Dias 31 anos (22/12) – São Paulo Pós graduada na USP em Ética, valores e cidadania na escola, atua como professora de informática e robótica para crianças de 4 a 11 anos. Também com especialização em Libras - Língua Brasileira de Sinais, participa da comunidade surda da região onde mora, na Baixada Santista. Seu perfil no Skoob com mais de mil livros lidos, mostra sua paixão pelo gênero infanto-juvenil, onde capa, ilustração e tipo de impressão interferem muito em suas escolhas.


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