segunda-feira, 4 de Abril de 2016

AVALIAÇÃO: 4,5/5 EDITORA: Record/CORTESIA ISBN: 9788501401229 GÊNERO: Romance de época PUBLICAÇÃO: 2016 PÁGINAS: 406 SKOOB

AVALIAÇÃO: 4,5/5
EDITORA: RECORD, CORTESIA
ISBN: 9788501401229
GÊNERO: Romance de época, Romance
PUBLICAÇÃO: 2016
PÁGINAS: 406
SKOOB

A indomável Sofia é um romance ambientado no Período Regencial inglês, a escritora Georgette Heyer é tida como a Jane Austen da atualidade. A autora também possui os títulos “A boa moça”, “Ovelha negra”, “Venetia e o libertino” e “Casamento de conveniência”, publicados no Brasil pela Editora Record. Como mencionado em outras resenhas, não é segredo que gosto de leituras que se passam em diferentes épocas, ainda mais quando o período histórico é abordado com precisão, mas para mudar os ares, decidi dar uma pausa para os livros mais realistas e me aventurar num romance clichê e ao mesmo tempo tão cativante.

A protagonista é uma jovem audaciosa e espirituosa, Sofia ou Sophy, assim chamada por seus amigos e admiradores, aos seus 20 anos de idade já está quase ultrapassando a idade de se casar e está próxima de se tornar uma solteirona. O pai lhe dá todas as liberdades para que tome conta de si mesma, ela perdeu a mãe com 5 anos de idade, desde então aprendeu a dar os próprios passos.

Em idade de encontrar um marido, pai e filha fazem um acordo. Antes que Sir Horace venha a se unir com a marquesa, Sophy necessita casar antes, porém a jovem tem o direito de escolha e não apenas arrumar um marido por conveniência e interesses econômicos, ela apenas constituirá matrimônio com alguém que ame.

Com a viagem do pai para o Brasil, Sophy vai passar uma temporada na casa da tia paterna em Berkeley Square, lá ela conhece o engenhoso e temperamental sr. Charles Rivenhall, ele é o administrador dos negócios da família como também herdou uma bela quantia de seu tio-avô.

A chegada da prima Srta. Stanton-Lancey à propriedade foi em grande estilo e deixou a todos os membros da família Rivenhall pasmos. Sophy vê o primo como a mais detestável das criaturas, consequentemente decide que precisa intervir na pacta rotina da família e tem Charles como um desafio, o início das rixas entre os dois começa, pois logo de início ele descobre que Sophy é totalmente independente e nada mais extravagante e assustador que uma jovem dama guiar sua própria carruagem. De imediato, ela solicita ao primo que lhe ajude a adquirir dois cavalos bravos e uma carruagem propícia para homens conduzirem, a recusa era certa, mas nada que a tenha impedido de concretizar seu objetivo.

A história é bem escrita e desenvolvida, a leitura flui do início ao fim. Já no fim do livro a leitura dá uma desacelerada e fica um pouco menos interessante, pois quando pensei que o romance entre Sophy e Charles ficaria mais empolgante, o livro termina. O final não foi dos melhores, mas não desagradará os leitores que venham a ler, creio que minhas expectativas para o jovem casal ficaram rígidas demais. Fora isso, só tenho elogios para o livro, a autora possui uma escrita leve  e graciosa, conduzindo o leitor com maestria para a Londres do início do século XIX. Mas, além disso, todos os personagens são adoráveis e os diálogos são no mínimo memoráveis. Vale destacar que a obra foi escrita na década de 50, detalhe que torna a história mais rica e precisa com os costumes da época. Leitura recomendadíssima!


Sobre o autor
Patrícia Oliveira

Patrícia Oliveira, 25 anos (07/01) – São José/SC. Acadêmica de Direito, leitora assídua e blogueira. Lê de tudo um pouco, seus gêneros literários favoritos são romance histórico, época e contemporâneo, thriller psicológico, fantasia épica e clássicos. Sempre cultivou a ideia de criar um blog, onde pudesse compartilhar sua opinião. Quando não está fazendo tarefas cotidianas, geralmente está divertindo-se na companhia de seus bichos de estimação. Curte séries, filmes de comédia romântica e animes, mas sua grande paixão é a literatura.



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