AVALIAÇÃO: 2,5/5 EDITORA: CHIADO, CORTESIA ISBN: 9896970629 GÊNERO: Não-ficção PUBLICAÇÃO: 2011 PÁGINAS: 188´ Skoob

AVALIAÇÃO: 2,5/5 EDITORA: CHIADO, CORTESIA ISBN: 9896970629 GÊNERO: Não ficção PUBLICAÇÃO: 2011 PÁGINAS: 188´
Skoob

As 188 páginas do livro “Recortes de um país moribundo” com certeza foram a mais complexas que já li nos últimos tempos. Teresa Durães narra a realidade vivida por nossos conterrâneos portugueses na época da ditadura a qual o país sobreviveu. Na época, a escritora estava dando seu alô ao mundo. Ela não viveu essa história, mas através de seus familiares pode conhecer mais do passado que abalou Portugal.

Portugal é descrito como um país que não sabe onde é o seu lugar, perdido por entre todos os outros países europeus e deixado às margens para se autodescobrir. Segundo a própria sinopse do livro, diz que “uma mulher do fim da década de 60 que não sentiu a ditadura nem lutou pela democracia. Um país que não resolve a si mesmo. Os recortes de épocas de ambos até aos dias de hoje, uma viagem íntima da sua vida.”

A população encontrava-se perdida, não sabiam o que fazer. Que atitudes tomar. Não tinham um líder que falasse por eles. É impossível ler as descrições de Teresa e nãos a comparar com a nossa nação e atual situação política.

Além dos problemas políticos que o país atravessava, os problemas econômicos também começam a avançar. A inflação havia disparado, as demissões em massa começaram a aparecer e como sempre, quem mais sofria com isso, era o povo.

A história em si é interessante. É repleta de metáforas. Descritiva. No entanto, a escrita da autora é difícil. Não seduz o leitor. É como se tivesse escrita para ela mesma. A viagem e os recortes que Teresa faz ao longo do tempo mostram a transformação de Portugal, mas também dela mesma. Criança, adolescente, jovem e mulher madura. Que como disse no início, não vivenciou esses momentos, mas o passado de Portugal influenciou a mulher que ela é hoje.

“Portugal continuava desinquieto e sem rumo, os soldados voltaram a sair à rua mas desta vez sem qualquer flor que os imortalizasse. (…) Sem violência, entendido, o país sempre foi demasiado pacífico para disparar armas.”

“O povo tinha dinheiro e dinheiro gastava. No meio deste revirar da vida cotidiana onde a televisão era, evidentemente, a cores, ter uma casa na praia era a ambição, a compra de automóveis aumentou para valores nunca vistos roubando todo o espaço das cidades e poluindo estas.”

Sobre o autor
Anne Caroline Anderson
Anne Caroline Anderson Catarinense. 24 anos. Leitora por amor e futura jornalista. A melhor parte do dia? Aquela em que eu abro um livro e passo um bom tempo mergulhada em sua estória <3


Deixe uma resposta

Comentários no Facebook

%d blogueiros gostam disto: