segunda-feira, 14 de Março de 2016

Avaliação: 4/5 Editora: Global / Cortesia ISBN: 9788526020733 Gênero: Contos, Infantojuvenil Páginas: 80 Publicação: 2014 Skoob

Avaliação: 4/5
Editora: Global / Cortesia
ISBN: 9788526020733
Gênero: Contos, Infantojuvenil
Páginas: 80
Publicação: 2014
Skoob

Recebemos nossa primeira cortesia da Editora Global e as expectativas estavam grandes para sabermos qual seria o primeiro título, a escolha foi efetuada pela editora.

A capa do livro: Como Uma Carta De Amor, me encantou por exibir uma belíssima ilustração feita pela própria autora, Marina Colasanti. Essa escritora já estava na minha lista de próximas leituras, com o livro “A moça tecelã”, porém já conhecia outras obras dela: “Uma ideia toda azul” e “Ana Z. aonde vai você?”.

O livro nos apresenta 13 contos, cada um deles possui uma ilustração grande e outra menor que fica no meio do texto, todos feitos pela Marina que utilizou a técnica conhecida como hachura, ou seja, ela traçou linhas finas que se cruzam e produzem textura, dando aos movimentos sombras e meios-tons, tornando a obra belíssima.

A leitura é bastante rápida, terminei o livro no mesmo dia. Esse conjunto de contos, foi idealizado para crianças e adolescentes, mas, é capaz de cativar muitos adultos, assim como eu.

O primeiro conto é aquele que dá nome ao livro – Como Uma Carta De Amor, que nos conta a triste história de uma mulher que ao perder seu amor, diariamente vai até o alto de um penhasco na esperança de reencontra-lo.

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“Aproximava-se do mar, os pés tocados de sal, e levando à cabeça a mão esquerda, aquela onde trazia o anel, delicadamente colhia um fio de seus longos cabelos e o entregava à espuma, pedindo que ventos e marés o levassem até o homem, do outro lado, e ele o recebesse como uma carta de amor. ”

O conto que mais me identifiquei é Um presente no ninho, por meio de qual um casal de personalidade distinta recebem um convite para acompanharem a cegonha numa viagem à África, o leitor entenderá que nessa trajetória a autora expõe que cada um recebe o que semeou.

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“Não era propriamente um homem mau. Egoísta sim, e azedo. Havia azedado no tempo, como uma fruta que nem cai nem é colhida e ali fica, no pé, madura demais, azedando seus sucos. Assim era ele, quase sem suco agora, cada vez mais ácido. Alguém amava esses homens? Sim, há sempre alguém que ama quem não sabe amar.
Ela olhava pela janela e via sol, ele olhava pela janela e via possibilidade de chuva. Ela punha a comida à mesa e aspirava fundo o perfume do que havia cozinhado, ele escarvava o prato com o garfo à procura de um inseto, um fio de cabelo, uma mancha.”

Sobre o autor
Nara Dias

31 anos (22/12) – São Paulo

Pós graduada na USP em Ética, valores e cidadania na escola, atua como professora de informática e robótica para crianças de 4 a 11 anos. Também com especialização em Libras – Língua Brasileira de Sinais, participa da comunidade surda da região onde mora, na Baixada Santista. Seu perfil no Skoob com mais de 1200 livros lidos, mostra sua paixão pelo gênero infanto-juvenil, onde capa, ilustração e tipo de impressão interferem muito em suas escolhas.



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