sexta-feira, 11 de março de 2016

AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: COMPANHIA DAS LETRAS, CORTESIA
ISBN: 9788535926729
GÊNERO: FICÇÃO HISTÓRICA
PUBLICAÇÃO: 2016
PÁGINAS: 416
SKOOB

Quem já leu John Boyne sabe o quanto seu estilo narrativo é maravilhoso e o quanto suas histórias são únicas e encantadoras. O menino do pijama listrado é um dos meus livros favoritos até hoje e, até o momento, não tive nenhuma decepção com o autor. Mas hoje venho falar sobre um livro dele que me deixou embasbacada e se tornou o favorito do ano até o momento, sem nenhuma dúvida! Forte candidato a favoritos da vida, inclusive. Aos fãs de histórias que envolvem o leitor de maneira sem igual e trazem inúmeras reflexões, vocês não podem deixar de ler Uma história de solidão.

O livro tem 416 páginas que passam em um piscar de olhos. Narrada em primeira pessoa, com capítulos que intercalam diferentes fases da vida do personagem principal, a obra conta a história de Odran Yates, um padre irlandês. Durante a leitura, acompanhamos sua vida desde quando ele era criança, conhecemos sua família de perto, passamos pela decisão de se tornar padre, o tempo que passou no seminário, as experiências que teve em Roma, sua trajetória profissional, até chegar no escândalo que teve a Igreja Católica como personagem principal.

Além de ser um livro extremamente bem desenvolvido, o autor ganhou pontos comigo ao abordar um tema muito polêmico, que deve ser discutido por todos: abusos sexuais na Igreja Católica. Sim, é disso que a obra se trata e Boyne não poderia ter abordado melhor o assunto. Por meio de um personagem íntegro, que realmente acreditava na sua vocação para padre, o autor traz à tona um assunto ignorado por muitos e varrido para debaixo do tapete.

Ao mesmo tempo em que acompanhamos a trajetória de Odran, conhecemos Tom Cardle, um garoto que ele conheceu no seminário e que se tornou amigo de muitos anos. Irritadiço e rebelde, Cardle não queria ser padre, mas resolveu ceder às pressões da família. Depois que se formaram, os dois seguiram caminhos bem diferentes, mas continuaram a se corresponder com frequência. Odran passou a maior parte de sua vida como professor em uma instituição de ensino e sempre achou estranho que Tom, que seguiu o sacerdócio, fosse constantemente transferido de paróquia, o que não era comum. Entretanto, apesar da estranheza, ele nunca questionou nada.

Um dia, Odran recebeu a notícia que iria sair da escola e foi indicado para substituir Tom na paróquia em que ele estava no momento. Apesar de não querer assumir as novas atribuições, ele aceita e logo tem que readaptar toda a sua vida. Em meio a sua adaptação, um escândalo relacionado à Igreja Católica vem à tona e Tom Cardle, seu amigo de longa data, parece estar diretamente envolvido. O fato é que muitos casos de abusos sexuais feitos por padres foram descobertos e caíram na mídia, o que gerou uma comoção geral e uma forte crise na instituição pelo fato de que os casos eram constantemente ignorados e, ao invés de serem punidos, os padres eram apenas transferidos para outros locais.

“Que mundo é este em que vivemos, quanto mal causamos às crianças”

O livro fala sobre o descaso e impunidade da Igreja Católica, a hipocrisia dos padres que pregam os bons costumes e quando estão longe da população e dos holofotes têm atitudes desonestas, o fato de parcela da população ignorar ou não querer enxergar que até mesmo no sacerdócio há padres que não honram essa escolha, agem muito errado e devem ser punidos por todas as atrocidades. O fato é que falar sobre esse assunto ainda é tabu na sociedade e o livro também faz uma grande crítica quanto a isso, mostrando a importância de debater o assunto e ficar alerta para que casos como esse não aconteçam. A história é um grande tapa na cara e é impossível não ficar aturdido pensando que isso realmente acontece na vida real. É só relembrar as variadas notícias que saem sobre esses casos e como geralmente não são resolvidos e ignorados pela Igreja. E o fato da instituição se omitir, a torna tão culpada quanto os padres que cometem os abusos.

O próprio Odran Yates não é um personagem perfeito. Durante a leitura, podemos acompanhar o seu amadurecimento e em variados momentos ele teve indícios do que estava acontecendo, mas não quis acreditar, nem fez nada para evitar que acontecesse. Ele é um personagem extremamente real, que gera muita identificação e diversos sentimentos no leitor. É possível amar e odiar Odran ao mesmo tempo. No fim do livro dá para ver o quanto ele cresceu e se transformou. Quanto aos outros personagens, também é possível vislumbrar o lado positivo e negativo de cada um deles. Algo que o autor faz com maestria é mostrar que eles são seres humanos, passíveis de erros e acertos, assim como cada um de nós.

“Se eu não conseguir enxergar algo de bom em todos nós e esperar que a dor compartilhada por todos tenha um fim, então que tipo de padre eu sou? Que tipo de homem?”

Uma história de solidão é impactante e muito envolvente. Uma história forte, única, que deve ser apreciada por todos. Apesar de trazer um tema pesado, a narrativa é sutil, muito fluída e é bem difícil parar de ler. A história desperta indignação e nojo em muitas de suas passagens, mas também comove, emociona e traz uma pontinha de esperança e o desejo pela mudança. Imperdível.

Para finalizar, não posso deixar de dar uma dica que complementará a obra. Falando sobre o mesmo assunto, baseado em investigações reais do jornal americano Boston Globe, o filme Spotlight – segredos revelados, vencedor nas categorias Melhor Filme e Melhor Roteiro Original no Oscar 2016, fala sobre o mesmo assunto abordado no livro e também causa grande impacto. No fim do longa, há uma lista com cidades do mundo inteiro que tiveram casos registrados de abusos sexuais cometidos por padres e o Brasil também está entre os países. É um filme incrível, que também merece ser visto por todos.

“Eu havia desperdiçado minha vida. Havia desperdiçado cada momento da minha vida. E a ironia derradeira foi ter sido necessário que um pedófilo condenado me mostrasse que, em meu silêncio, eu era tão culpado quanto todos eles”.

Sobre o autor
Camila Tebet
Camila Tebet Camila Tebet, 24 anos (05/06) – Paraná Jornalista, tem a literatura como uma de suas paixões. Acredita que os livros têm o poder de transformar e falar sobre essa arte é um de seus passatempos favoritos. Entre os seus livros favoritos estão "Harry Potter" (é claro), "Na Natureza Selvagem", "Orgulho e Preconceito" e "A Menina Que Roubava Livros". Também é apaixonada por séries, cinema e fotografia. Escreve também para o site www.expressocultural.com.


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  1. sexta-feira, 11 de março de 2016.

    Olá, já ouvi falar muito bem de John Boyne e tenho curiosidade em ler alguma de suas obras. E pelo que pude perceber essa história e envolvente também. É bom saber que, apesar de ter várias páginas, a leitura se mostra fluente. Fiquei muito curiosa para saber o desfecho, e preciso confessar que sou fã desse gênero, onde há várias cenas impactantes e que desperta tantas emoções contraditórias. Já anotei essa dica aqui comigo. Beijos, Fê

    • Camila Tebet
      domingo, 20 de março de 2016.

      A história é maravilhosa, Fernanda! Espero que você goste tanto quanto eu. Beijos!

  2. sexta-feira, 11 de março de 2016.

    Oi Camila,

    Eu já li O menino do pijama listrado e gostei muito do estilo de escrita do John. Acho fascinante ele focar em histórias que se passaram na guerra, particularmente acho sempre sensíveis e tocantes. Uma história de solidão já estava na minha listinha, porque eu pretendo ler mais um livro do Boyne antes de terminar o ano. Além de estar com saudade de ler algo que se passasse na guerra.

    Adorei a sua resenha. Fico feliz que o livro é realmente tocante. Mesmo com toda a tensão e o peso da história, é importante ter essa fluidez e tocar o leitor de alguma forma. 🙂

    beijo!

  3. sexta-feira, 11 de março de 2016.

    Oiii, tudo bem?
    Eu realmente nunca li nada do John Boyne e isso aumenta a minha curiosidade sempre quando não leio os autores. Diante deste livro pude perceber que eu choraria muito kkkkkkk por ser uma história profunda assim, quero muito ter a oportunidade de ler este livro, faz tempo que nenhum me toca desta maneira. Ótima resenha.
    Beijão

  4. sexta-feira, 11 de março de 2016.

    Só li o menino do pijama listrado, pelo autor. Mas a escrita dele e a forma como ele consegue transportar o leitor para a história é simplesmente incrível. A resenha tá linda, e tipo me apaixonei pela a história, parece que John sabe desenvolver uma história e tanto, depois vou procurar o livro e lerei.
    https://nerdbookblog.wordpress.com/

  5. sexta-feira, 11 de março de 2016.

    Oiii, tudo bem?
    Eu nunca li nada do John, e preciso confessar que isso me deixa bastante curiosa. Essa história parece ser bem profunda e envolvente, aumentando minha vontade e curiosidade em realizar a leitura da obra. Sua resenha ficou maravilhosa!
    Beijão

  6. sexta-feira, 11 de março de 2016.

    Olá!
    Gosto de livros com temas polêmicos e por ter lido “O menino do pijama listrado” e ter gostado da narrativa do autor, acho que esse seria um que me agradaria também.
    O assunto é realmente muito polêmico. Muito se ouve sobre isso, mas nada se fala sobre as punições. Sempre fico indignada quando isso chega aos meus ouvidos. Não sou católica, mas sei a visão que um padre deveria passar para a igreja. É triste demais saber que isso acontece e nada é feito.
    O conflito do protagonista é completamente aceitável. Não sei como agiria no lugar dele, mas sempre quando podemos, devemos tentar ajudar, denunciar. Salvar a vida dessas crianças, salvar sua infância.
    Gostei muito do livro, com certeza vou procurar ler. Ótima resenha!

    Abraços, Lara.

  7. sexta-feira, 11 de março de 2016.

    Olá!
    Já li O menino do pijama listrado e gostei bastante, mas não se tornou um dos favoritos. Acho que sou a única. rs Mas esse livro me chamou muito a atenção, após ler a sua resenha! Acho ótimo quando um livro intercala fases da vida do personagem, acho que a leitura fica mais dinâmica. Agora sobre o enredo, eu não sabia que o protagonista era padre e que havia essa discussão ou reflexão sobre abusos sexuais na Igreja. Infelizmente muita gente finge que não vê! Adorei essa tema, e pelo visto o autor soube abordá-lo e fazer com que nós, leitores, reflemos sobre essa questão. Sinceramente após ler a sua resenha corri no skoob pra colocá-lo como desejado, preciso desse livro.

    E sobre o filme, não conhecia, vou procurar assistir também.
    Beijos,
    ótima resenha!

  8. sábado, 12 de março de 2016.

    Olá Camila!
    O único livro que li do autor foi O Menino do Pijama Listrado e admito que já se passaram anos demais para que eu lembre qual foi a minha reação à leitura.Sempre vejo os lançamentos do autor com um olhar curioso mas acabo deixando-os passar,mas esse nem a sinopse eu tinha lido e fiquei extremamente surpresa com o seu conteúdo forte e instigante. Se me guiar pela sua resenha,posso esperar por um livro maravilhoso.
    Beijos!

  9. sábado, 12 de março de 2016.

    John Boyne é um autor sensacional e super flexível, indo do norte ao sul com uma facilidade imensa, podemos constatar esse fato conferindo a variedade de temas escolhidos em seus livros. A capa desse livro parece condizer com a obra, quero muito lê-lo. É realmente iminente o fato da Igreja Católica acobertar casos como esses, e creio que estejam longe de acabar com essas atitudes errôneas.

    Amei a resenha, beijos!
    http://marcasliterarias.blogspot.com.br/

  10. sábado, 12 de março de 2016.

    John Boyne é um autor sensacional e super flexível, indo do norte ao sul com uma facilidade imensa, podemos constatar esse fato conferindo a variedade de temas escolhidos em seus livros. A capa desse livro parece condizer com a obra, quero muito lê-lo. É realmente iminente o fato da Igreja Católica acobertar casos como esses, e creio que estejam longe de acabar com essas atitudes errôneas.

    Amei a resenha, beijos!!!
    http://marcasliterarias.blogspot.com.br/

  11. domingo, 13 de março de 2016.

    Olá, eu ainda não conhecia o livro mas achei sim o tema apresentado muito pesado. Até fiquei interessada na história mas não sei se leria. Na sua resenha você conseguiu expressar o tanto que gostou da leitura e isso é muito bom quando acontece, quando o livro nos envolve dessa forma. Sobre a questão da igreja, da hipocrisia e tal, eu acho que deva ser muito interessante pois retrata a realidade

  12. domingo, 13 de março de 2016.

    Oie!
    Eu já tive a oportunidade de ler um livro sobre abuso infantil por parte de membros religiosos, e foi uma leitura de impacto. Eu não sabia que esse livro tratava sobre esse assunto e vopu anotar essa dica para conferir. Quanto ao filme indicado, vou assistir também, já que recebeu o oscar em 2016. Uma ótima dica, mesmo com o tema um tanto indigesto.
    Bjks!
    Histórias sem Fim

  13. domingo, 13 de março de 2016.

    Oie!
    Eu já tive a oportunidade de ler um livro sobre abuso infantil por parte de membros religiosos, e foi uma leitura de impacto. Eu não sabia que esse livro tratava sobre esse assunto e vopu anotar essa dica para conferir. Quanto ao filme indicado, vou assistir também, já que recebeu o oscar em 2016. Uma ótima dica, mesmo com o tema um tanto indigesto. Eu ainda não li nada do autor, e vou anotar para começar por esse livro.

    Bjks!
    Histórias sem Fim

  14. domingo, 13 de março de 2016.

    Olá,
    Eu não conhecia o livro e também não conheço a escrita do John Boyne, infelizmente. Sempre ouço muitos comentários positivos sobre. Sobre esse livro eu me encantei pela capa e também gostei muito da sinopse. Vou adicionar a minha lista de quero ler. Gostei muito da sua resenha.
    Beijos,
    Delírios Literários da Snow

  15. segunda-feira, 14 de março de 2016.

    Olá, tudo bem?

    Eu ainda não tive oportunidade de conferir a escrita do autor, mas sempre leio elogios as suas obras. Este livro eu não conhecia, mas a sinopse e a capa me chamaram a atenção. E ao terminar a sua resenha, eu já estava cativada. Já adicionei a obra na lista de desejados.

    Beijos,
    Dai | Cheiro de Livro Nacional

  16. segunda-feira, 14 de março de 2016.

    Olá *–*

    Me sinto péssima por nunca ter lido nada do autor, parece que os livros dele é leitura obrigatória. Não conhecia esse ainda, mas assim como os outros parece ser inspirador. Fiquei curiosa pra saber como um livro com tema tão forte consegue ser leve e fluido, ao ver esses assuntos são sempre densos.

    Bjos
    rillismo.blogspot.com.br

  17. segunda-feira, 14 de março de 2016.

    Uau, realmente é um livro de reflexão alem de ser muito forte, pelo simples fato que denuncia os padres, eu chorei muito com o livro o menino do pijama listrado e acabou sendo um dos meus favoritos, ate então eu desconhecia outras obras do autor, e como sempre me encantei pela sua maneira de querer falar sobre determinado assunto trazendo uma forma diferente.

  18. segunda-feira, 14 de março de 2016.

    Olá,

    confesso que não recordo de ter visto algo sobre o autor, algum livro dele. O que me chamou mais atenção de início foi a capa do livro, achei fantástica. Pelo que puder notar, a história parece ser bem envolvente. Fiquei curioso com o término, desfecho da história. Gostei muito da sua resenha, está de parabéns e o blog é lindo! http://www.sagaliteraria.com.br

  19. segunda-feira, 14 de março de 2016.

    Oi.

    Ainda não tive a oportunidade de ler nada do autor, quero muito ler O menino do pijama listrado, até ia comprar ele esse semana, mas comprei outro no lugar. Só assisti até agora o filme, se já me emocionei com o filme imagine com o livro. Esse parece ser tão bom quanto, mais um do autor que quero ler. Tomara que consiga ler esses livros ainda esse ano.

    Beijos

  20. segunda-feira, 14 de março de 2016.

    Ao contrário de você, me decepcionei um pouquinho com O menino do pijama listrado, li logo depois de A menina que roubava livros, que é um dos meus favoritos da vida, e por ter a mesma temática e eu ser apaixonada pela história da Liesel ele não conseguiu me conquistar tanto. Mas se esse foi o seu favorito do autor, acredito que chegou a hora de dar uma nova chance a ele. Achei bem interessante ele tratar do tema de abusos sexuais na Igreja Católica, é um assunto que realmente precisa ser debatido e para o qual precisamos nos manter alertas de verdade.

    Beijo!

    Ju – Entre Palcos e Livros

  21. terça-feira, 15 de março de 2016.

    Esse autor é magnifico, engraçado que ainda não conhecia esse livro. mas o tema dele chamou minha atenção, entrou definitivamente para a minha lista. Sua resenha está otima, tenho certeza que o livro vai me agradar. Como todos os outros do autor.
    beijos!

  22. terça-feira, 15 de março de 2016.

    É muito triste quando refletimos sobre qualquer tipo de violência e vemos que muitos crimes, infelizmente, não são devidamente punidos. As pessoas que já foram vítimas dos agressores se sentem inseguras e desamparadas; e potenciais vítimas futuras continuam à mercê de que esses agressores venham cometer novos crimes. Adorei saber que o autor conseguiu escrever uma obra tão envolvente e emocionante, de um jeito que não perdeu a atenção do leitor apesar da pesada temática que ele aborda. Com certeza, quero ler.

    Beijos!
    http://www.myqueenside.blogspot.com

  23. terça-feira, 15 de março de 2016.

    Oie,
    Eu já tive oportunidade de ler dois livros do John, gosto muito do jeito que ele elabora as historias dele. Não conhecia esse livro, e confesso que nem passou pela minha cabeça a historia ter esse tema tabu olhando a capa (aquela famosa julgada). De inicio não me interessei muito pela obra não, mas você me convenceu a dar uma chance com essa sua resenha (haha). Já adicionei na listinha e vou tentar ler em breve.
    Beijos
    Bru, Cantinho da Bruna

  24. quarta-feira, 16 de março de 2016.

    Eu nunca li nada do John Boyne, embora a curiosidade às vezes pese na balança.
    Tenho, porém, a mania de me envolver de corpo e alma com o livro que estou lendo, e sofro com as histórias como sofreria se estivessem acontecendo comigo. Embora os temas que ele escolhe para as suas tramas sejam uns que me interessam (e muito!), não consigo me convencer a passar pela dor que, eu imagino, seria ler sobre isso. Faz sentido?
    Ainda assim, não posso deixar de admirar – mesmo que de longe – a ousadia de um cara que fala sobre a pedofilia dentro da Igreja do ponto de vista de um sacerdote. Pela sua resenha (e até mesmo pela simples premissa), reconheço que deve ser um livro incrível que eu, se não fosse tão covarde, adoraria ler. haha
    Sua resenha ficou linda, e você escreve muito bem (:

    Beijinhos

  25. quarta-feira, 16 de março de 2016.

    Oi Camila, acredita que eu nunca li nada do autor e esse livro chamou muito minha atenção? parece ser o tipo de obra que arranca lágrimas do leitor, impressionante e comovente. Com certeza entrou para a minha lista, eu adoro esses livros com temas mais pesados e já estou ansiosa!

    Beijos

    http://www.oteoremadaleitura.com/

  26. quarta-feira, 16 de março de 2016.

    Oiiie,
    Acho a escrita de John, maravilhosa, apesar sw ter lido dele somente o Fique onde estas e entao corra, esse li ate o final e amei, mas diferente de vc e vários leitores eu nao gostei do O menino do pijama listrado rs nao sei porque. Agora esse, eu simplesmente amei a estória que nos é transmitida e com certeza preciso ler.

    Bjs

  27. quarta-feira, 16 de março de 2016.

    Oie!!!
    Assim como você sou muito fan do autor, O menino do pijama listrado e O garoto no convés são dois livros que tenho verdadeira paixão. A escrita do Boyne é extremamente tocante e sutil, quero muito ler Uma história de solidão, porque estou ouvindo cada vez mais comentários positivos sobre o livro, sem falar no fato do tema principal ser algo muito pouco discutido na nossa sociedade. Amei a resenha, ficou simplesmente maravilhosa.
    bjs

  28. quarta-feira, 16 de março de 2016.

    Olha eu sinceramente tenho que confessar que até hoje eu não li nada desse gênero.
    Tenho interesse, mas depois de ler aquele livro Soldier da Novo Conceito que é uma estória que se passa na guerra eu fiquei meia assim sabe? Mas mesmo assim O MENINO DO PIJAMA LISTRADO eu ainda tenho vontade de ler, agora esse livro eu não conhecia. Eu gostei bastante de tudo que você falou sobre a obra e também seu ponto de vista. Provavelmente iria gostar da leitura para sair um pouco da minha zona de conforto, mas eu acho que por agora não, porque estou meia cansadinha sabe? Estou precisando dar uma relaxada =/

    http://lovereadmybooks.blogspot.com.br/2016/03/resenha-um-novo-amanha.html

  29. sábado, 19 de março de 2016.

    Não imaginava que o tema do livro fosse tão profundo,você chega a citar nojo em algumas passagens e posso te dizer, por motivos muito pessoais, não tenho como ler um livro assim agora,mas sua resenha ficou tão perfeita que eu fiquei um tempão refletindo sobre ela.

    bjsss

    Apaixonadas por Livros

  30. sábado, 26 de março de 2016.

    Olá

    Eu já conheço a escrita do autor por já ter lido outro livro dele, não conhecia esse livro, mas a premissa chamou minha atenção,nunca li nada parecido, não vermos muitos livros ou até mesmo filmes que abordam o tema, nos últimos anos o único que vi que abordava esse tema foi Spotlight, fiquei bem interessante, gostei da sua resenha e vou tentar ler esse livro depois.

    Bjss

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