Avaliação: 2,5/5 Editora: Arqueiro/Cortesia ISBN: 9788580413953 Publicação: 2015 Páginas: 240 Skoob

Avaliação: 2,5/5
Editora: Arqueiro/Cortesia
ISBN: 9788580413953
GÊNERO: FANTASIA Publicação: 2015
Páginas: 240
Skoob

Há alguns meses recebi em casa um exemplar do livro Agência de investigações holísticas Dirk Gently. O livro veio em um kit super especial cedido pela editora Arqueiro, parceira do blog. Na época, comecei a ler, mas acabei abandonando porque a leitura não estava fluindo da forma que eu esperava. Na metade de fevereiro resolvi dar uma nova chance à obra e hoje conto o que achei para vocês.

Eu já tinha lido o primeiro volume da série do Guia do Mochileiro das Galáxias, escrita pelo mesmo autor, e gostei da experiência, então estava com altas expectativas para o livro. Infelizmente, não gostei muito da história e do estilo de narrativa dessa obra, que misturou diversos elementos, tornando o enredo uma grande “salada”. A série mais famosa do autor também traz diversas situações inusitadas, mas, pelo que li até agora, achei que funcionou melhor para mim.

O livro entrelaça histórias de variados personagens, que parecem bem distintos entre si. Dirk Gently é um detetive que soluciona casos da maneira mais curiosa possível. Ele acredita que tudo tem uma razão de ser e que os elementos se conectam de variadas formas. Por isso, as pessoas podem até questionar seus métodos de investigação, mas ele realmente acredita que viagens à Bahamas, por exemplo, são capazes de solucionar o caso.

Richard é outro personagem fundamental para a história. Ele é um engenheiro da computação que leva uma vida tranquila, até que um dia deixa uma mensagem na secretária eletrônica da sua namorada e se arrepende logo em seguida. Para resolver a situação, ele escala o prédio dela e tenta invadir o seu apartamento para apagar a gravação.

Acontece que Dirk Gently, que também vem a ser seu ex-colega de faculdade, viu o ato suspeito de Richard e decide entrar em contato com ele para oferecer seus serviços de investigações. A partir daí, os dois se vêm envolvidos em um caso que reúne assassinatos, viagens no tempo, fantasmas, monges eletrônicos, entre vários outros elementos, que se conectam no fim da história de maneira sem igual.

Como eu disse anteriormente, apesar da história ser extremamente criativa, não me cativou. Achei a obra confusa e a mistura exagerada de elementos tornou a leitura lenta, pouco fluída. O livro é narrado em terceira pessoa e o foco dos personagens muda muito rapidamente, o que não permitiu que eu criasse uma conexão com eles ou com a história. Infelizmente, as expectativas não foram supridas e a leitura foi pouco prazerosa.

Apesar da leitura cansativa, e de não ter gostado muito do enredo, tenho que destacar um ponto forte. O texto do autor é recheado de ironias e, apesar de tornar a história uma salada de frutas, ele conseguiu conectar e dar uma explicação para tudo no final. Realmente, Douglas Adams tem um estilo narrativo único, isso não posso negar. Infelizmente a minha experiência com o livro não foi muito positiva, mas se você já leu algo do autor e gostou, recomendo que dê uma chance e tire suas próprias conclusões. Depois de ler, vem comentar aqui comigo, vou adorar saber a sua opinião!

Sobre o autor
Camila Tebet Camila Tebet, 22 anos (05/06) – Paraná Jornalista, tem a literatura como uma de suas paixões. Acredita que os livros têm o poder de transformar e falar sobre essa arte é um de seus passatempos favoritos. Lê de tudo um pouco, mas os gêneros de que mais gosta são os romances românticos e chick-lit. Entre os seus livros favoritos estão "Harry Potter" (é claro), "Na Natureza Selvagem", "Orgulho e Preconceito" e "A Menina Que Roubava Livros". Também é apaixonada por séries, cinema e fotografia. Escreve também para o site www.expressocultural.com.


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