AVALIAÇÃO: 3/5 EDITORA: SEGUINTE,CORTESIA ISBN: 9788555340239 GÊNERO: DISTOPIA, FICÇÃO CIENTÍFICA, JOVEM ADULTO PUBLICAÇÃO: 2016 PÁGINAS: 216 SKOOB

AVALIAÇÃO: 4,5/5
EDITORA: SEGUINTE, CORTESIA
ISBN: 9788565765473
GÊNERO: DISTOPIA, FICÇÃO CIENTÍFICA, JOVEM ADULTO
PUBLICAÇÃO: 2014
PÁGINAS: 328
SKOOB

Já imaginou como seria se no mundo não existissem mais os adultos? Se a sociedade fosse composta apenas por adolescentes? É justamente isso que acontece no livro Mundo Novo, do autor Chris Weitz.

Em Mundo Novo somos apresentados a um cenário distópico onde um vírus exterminou grande parte da população, mais especificamente os adultos e as crianças. Todos aqueles que possuíam mais do que 18 anos de idade ou aqueles que ainda não tinham entrado na adolescência, acabaram contraindo a doença e morreram.

Sem a supervisão dos adultos, os adolescentes tiveram que construir uma nova sociedade, e acabou que construíram uma sociedade onde a desigualdade é imensa e alguns valores muito antiquados voltaram a ter importância. Os jovens começaram a se dividir em bandos, e um desses bandos é a tribo Washinton Square, liderada pelo jovem Wash, que está prestes a completar 18 anos, e sabe que não escapará da doença.

Com a chegada do aniversário de Wash, seu irmão mais novo Jeff toma a liderança do grupo e a sua primeira decisão como líder é partir em uma aventura, em busca de uma possível cura, que seu amigo Crânio acredita que existe. Sendo assim, Jeff parte ao lado de seus amigos Crânio, Donna, Peter e Minifu em busca de uma possível salvação para o futuro da humanidade.

A história é narrada em primeira pessoa, e os capítulos se revezam entre os pontos de vista dos personagens Jeff e Donna. Eu particularmente gosto muito quando um livro traz essa dinâmica, pois assim a história fica mais completa e não ficamos presos ao olhar de apenas um personagem.

Outro ponto positivo no livro é a construção de toda a trama, e a maneira com que o autor foi inserindo novos elementos na história. É um livro muito dinâmico, e a medida em que o grupo ia avançando em sua busca, novos personagens e novas situações começaram a surgir, e o autor soube explorar e explicar muito bem cada ponto. Todos os personagens tiveram o seu devido destaque, desde os amigos dos protagonistas até os que apareceram em apenas algumas páginas, acho isso muito bacana, pois assim tive a oportunidade de conhecer um pouco da história de cada um.

O que acabou me incomodando um pouco no livro foi o romance entre os protagonistas Jeff e Donna. Desde o início da história fica muito claro que Jeff está completamente apaixonado pela Donna, e que ela o vê apenas como um bom amigo. Até aí tudo bem, é claro que no decorrer da história e no meio de toda a aventura, dava pra imaginar que Donna acabaria se interessando por Jeff, mas teria sido legal se tivesse sido de uma maneira gradual, o que não aconteceu. Literalmente da noite para o dia, Donna tem um estalo e decide que está loucamente apaixonada por Jeff, isso realmente não funcionou para mim na história, tanto que no momento em que ela do nada diz que ama Jeff, eu fiquei sem saber o que estava acontecendo e tive que reler para ter certeza de que era aquilo mesmo.

Tirando essa pequena parte da história que me incomodou, o livro me agradou bastante, pois trouxe uma história totalmente nova para mim, além de ter tocado em pontos extremamente importantes, como o racismo, violência, desigualdade social e machismo. O autor abordou todos esses pontos de uma maneira muito interessante, e é triste constatar que se essa situação realmente acontecesse, provavelmente a sociedade daria uma passo atrás e acabaria se dividindo mais do que já é dividida nos dias de hoje.

Enfim, Mundo Novo é uma ótima leitura, é divertido e sério ao mesmo tempo. Sabe a hora de brincar e a hora de falar sério. Para todos aqueles que amam uma boa distopia como eu, eu recomendo muito esse livro, e estou muito ansiosa pela continuação!


Sobre o autor
Tayara Olmena Estudante que tomou gosto pela leitura aos 12 anos de idade depois que leu "A marca de uma lágrima" do escritor Pedro Bandeira. Costuma ler de tudo, mas ainda torce o nariz para o romance. Além de ler, também é viciada em séries e filmes, e não perde a oportunidade de maratonar sua série favorita.


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