quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Avaliação: 3,5/5
Editora: Chiado | Cortesia
ISBN: 9789895129256
Genero: Fantasia sobrenaturalPublicação: 2015
Páginas: 212
Skoob
Sarah é uma vampira recém-transformada que não quer aceitar sua nova condição. Ela foi transformada quando a escola em que estudava sofreu um ataque em massa de vampiros, resultando em um massacre, onde a maior parte dos alunos foi morta e o restante – incluindo ela e seu novo amigo Abel – foi transformado em vampiro. 

Os dois acabam fugindo juntos e são “adotados” pela família Wilson, que nem sequer sabe suas verdadeiras condições. Os dois fingem que são primos e acabam vivendo anos naquela casa, até que Sarah decide ir atrás de quem quer que seja que a deixou daquele jeito e acabou com a vida dela.

O livro nos transporta para uma sociedade onde vampiros e humanos dividem o mundo após a descoberta do sangue sintético pelos japoneses – o que tornou os humanos desnecessários para a sobrevivência dos vampiros e possibilitou uma convivência “amigável” entre eles. 

Durante a história, conforme acompanhamos Sarah em sua trajetória atrás de respostas ficamos sabendo mais sobre a sociedade vampírica e como ela se constitui. A autora é bem descritiva nessas partes, portanto não ficamos tão perdidos nesse universo sobrenatural. O enredo gira em torno dessa trajetória de Sarah tentando descobrir mais sobre sua nova espécie e tentando aceitar sua nova condição ao mesmo tempo em que morre de saudades de sua vida humana e tudo que teve que deixar pra trás, diferente de Abel que se conformou mais facilmente com seu destino.


Marca de sangue é um livro introdutório em uma série, portanto tem um ritmo bem mais lento a fim de situar o leitor no universo criado pela autora. Além disso, a própria narrativa não contribui muito para o dinamismo do livro. A autora usa e abusa de descrições detalhes, o que ajuda o leitor quanto ao funcionamento da sociedade vampírica e todos os detalhes criados pela autora, mas ao mesmo tempo torna o livro um tanto arrastado pela falta de diálogos. Outro detalhe que auxilia o leitor a se situar e o “guia dos personagens” ao final do livro que tira qualquer dúvida que tenha restado ao terminar a leitura.

O livro não é essencialmente romântico, apesar de ter um romance leve em seu enredo, porém a autora não dá muita ênfase a isso, e ainda estou decidindo se foi algo bom ou não. Apesar de geralmente eu gostar quando o foco está na trama e não no romance, achei que ficou faltando alguma coisa na trama em si, e o romance supriria essa falta, caso tivesse sido mais desenvolvido. 

Alguns dos acontecimentos ao longo do livro me pareceram estranhos e fora de contexto, o que dificultou minha ambientação da história. A personagem principal às vezes tomava certas atitudes que até agora não consegui compreender e me pareceu forçado. A autora pegou um pouco nessa questão da construção dos personagens, o que me fez não ficar tão próxima deles.

De maneira geral o livro é bem introdutório mesmo, onde conhecemos todos os detalhes da sociedade e do universo, e temos o lado da fantasia bem explorado. Além disso a autora também trata de temas como amizade, confiança e preconceito. O livro tem um ritmo bem cansativo, principalmente no início, mas vai melhorando gradativamente, e acredito que no segundo volume estará bem melhor. Marca de sangue é um livro pra quem curte fantasia e boas descrições, mas não espere demais, a história não é assim tão boa, embora seja  uma leitura agradável.

Por Larissa Gaigher
Sobre o autor
Larissa Gaigher Larissa Gaigher, 19 anos (12/06) – Rio de Janeiro Estudante de administração e química, leitora ávida e blogueira por paixão. Embarcou no mundo da literatura quando tinha 10 anos e nunca mais saiu de lá. Apaixonada também por música, séries e filmes. É uma geminiana típica, sempre faz muitas coisas ao mesmo tempo e muda de ideia várias vezes, tanto que não consegue definir um gênero favorito. Carioca da gema, tem 19 anos, adora uma boa praia, muita comida e diversão.


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