sábado, 16 de janeiro de 2016

Avaliação: 4/5
Editora: Record/Cortesia
ISBN: 9788501403636
Gênero: Thriller
Publicação: 2015
Páginas: 448

Robin Cook é um autor privilegiado e popular em todo mundo. Médico de formação, tem uma longa experiência em escrever thrillers médicos. Seus livros já venderam milhões de exemplares e renderam até mesmo adaptações cinematográficas. Benefício na morte é o último lançamento dele no Brasil e o segundo livro que eu leio do autor. 

Minha experiência com Cook é minima e se restringe a um livro que me incomodou muito durante a leitura: “Mutação“. Por mais que eu achasse envolvente a narrativa do autor, houve diversos momentos em que as atitudes dos personagens se mostraram um tanto irritantes e desagradáveis. Não sabia o que esperar de “Benefício da Morte” e já aviso, de antemão, que foi muito mais positiva.

Pia Grazdani tem 26 anos, é estudante de Medicina e atrai o interesse do geneticista molecular e Prêmio Nobel Tobias Rothman, que vê nela uma genialidade ímpar. Rothman está trabalhando num programa revolucionário de geração de órgãos a partir de células-tronco, e convida Pia a participar da pesquisa. Enquanto isso, Edmund Mathews, presidente da Lifedeals. Inc, está usando a empresa para comprar apólices de seguro de vida mais baratos a partir de dados atuariais. Sob a ameaça  de perdas financeiras devastadoras caso os transplantes de órgãos se tornem um processo mais viável e menos dispendioso, Mathews e seus sócios não veem alternativa senão tentar acabar com o fantasma representado pelo trabalho de organogenia de Rothman e Pia.

Uma coisa vos digo desde já: Robin Cook sabe o que faz. O conhecimento que o autor tem acerca de medicina é perpassado no livro de tal modo que você pensa seriamente em fazer Medicina depois da leitura do livro (foi apenas um devaneio momentâneo que já passou). E isso, aliado ao mistério e aos limites que a medicina pode chegar tornam a leitura extremamente prazerosa e empolgante.

Pia é uma protagonista que me dividiu opiniões ao longo da história. Não curti ela logo de cara. Confesso que achei ela meio petulante e tudo mais. No entanto, conforme avançava na leitura, passei a compreender melhor a personagem e me afeiçoar a ela. Porém, mesmo assim não foi uma personagem que tenha feito eu arrancar suspiros. Em algumas passagens da história ela se mostrou insensível com quem estava a sua volta e até mesmo fria, principalmente em relação a George, seu amigo e colega de curso. 

Como disse, o livro tem uma narrativa empolgante que faz render a leitura. Robin Cook aborda um conhecimento de causa de maneira muito apropriada, mostrando claramente os riscos e limites que a ciência pode trazer a humanidade. Achei a sacada do autor muito boa em tratar do assunto. Desde o início da história sabemos quem é o vilão e o que ele está tramando. Isso não tira o mistério nem desmerece a leitura. Pelo contrário, torna ela mais viciante.

Apesar disso, o livro cresce num ritmo frenético de tal modo que chega ao desfecho de maneira vaga e rápida demais. Conforme ia chegando as páginas finais, ficava pensando com o autor iria conseguir dar conta de costurar todos os fios soltos ao longo da história. E acredito que não conseguiu. Ficou confuso e meio que sem nexo. Mesmo assim, para quem gosta do assunto e do gênero, é uma excelente pedida!

Por Lucas Kammer Orsi
Sobre o autor
Lucas Kammer Orsi
Lucas Kammer Orsi Estudante de História. Vê nos livros uma maneira de fugir da realidade e encontrar um pouco de aconchego do cotidiano tão corrido. Potterhead, se emociona fácil com romances, mas não deixa de lado um bom suspense, de viver uma aventura e dá gargalhadas com um chick-lit. Está sempre com suas séries atrasadas, mas isso não o impede de sempre começar mais uma. Amante da música pop, é grande fã de Taylor Swift.


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