sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Avaliação: 5/5
Editora: Geração Editorial/Cortesia
ISBN: 9788575090671
Gênero: Autobiografia
Páginas: 293
Publicação: 2002
Skoob
O livro Vidas do Carandiru relata a história do jornalista Humberto Rodrigues, que foi preso no dia 23 de maio de 2000 e ficou preso até o dia 18 de outubro de 2001, por conta de um crime que não havia cometido. O livro é dividido em duas partes e retrata a sua realidade no Carandiru, ou Casa de Detenção São Paulo, atualmente desativada. Ele também conta a história de 12 outros presos e fala um pouco do porquê eles estiveram no maior complexo prisional da América Latina.

A primeira parte é interessante, pois conta a experiência do autor em ficar 514 dias presos – sendo 43 na cela da delegacia e 471 no Carandiru. O autor relata que os primeiros 43 dias foram os piores e em condições subumanas. Em formato de diário, ele conta seu dia a dia na cadeia, como é viver e conviver com outros presos. Ele mostra com clareza a infelicidade e a dificuldade que é estar preso, e fala também de como eles se ajudam lá dentro. Além disso, ele mostra como nossa justiça é lenta – dando como exemplo o longo tempo que leva para que cada preso possa depor.

Já a segunda parte é dividida em histórias dos seus companheiros de celas – já que ele passou entre vários pavilhões e celas –, cada uma com suas peculiaridades. Humberto decide mostrar o porquê eles estão ali e expõe alguns dados. Uma das histórias que me chamou mais atenção foi a de Naná, um nigeriano que saiu de uma pequena cidade para se tornar o maior traficante de drogas da África do Sul.

Por fim, o autor conta que, apesar da demora para sua absolvição, ele reconhece que teve momentos preciosos e que obteve uma lição de vida enquanto esteve preso. Ele diz que para melhorar algumas coisas no Brasil e no sistema prisional, deve-se levar em conta três pontos principais: prudência, leis e ganância.

Sempre gostei de livros que são baseados em histórias reais e este livro me chamou atenção por ser ambientado no maior complexo prisional da América Latina. Agora ele está desativado, porém muitas histórias sobre ele ainda se perpetuam, além das muitas fugas e rebeliões que foram feitas. Foi um experiência incrível de leitura, o autor conseguiu me transpor para os corredores e muitas vezes eu sentia a angústia dele ou como se estivesse vendo e vivendo a vida com os presidiários.
Por Stephany Guebur

Sobre o autor
Stephany Guebur Stephany Guebur, 21 anos (05/01) – Paraná Jornalista. Começou a ler no ensino fundamental, porque quanto mais livros apresentava, mais ganhava pontos na média. A partir daí, descobriu que ler é maravilhoso e que podemos viajar sem sair do lugar. Apesar de ter dado uma parada entre o ensino médio e a faculdade, sempre lia um livro aqui, outro ali. Entre seus livros favoritos estão a série "O Diário da Princesa", "Na Natureza Selvagem", e os de Monteiro Lobato, com os quais entrou no mundo da literatura, como muitas outras crianças. Além disso, é apaixonada por séries e viagens.


Deixe uma resposta

Comentários no Facebook

%d blogueiros gostam disto: