quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Sherlock é, definitivamente, um dos mais famosos detetives desde a época em que foi criado em 1887, pelo ilustre Sir Arthur Conan Doyle. Desde então, as obras do autor já foram reimpressas e reeditadas inúmeras vezes, e, inclusive, adaptadas de todas as formas – tanto para o cinema quanto para TV. A verdade é que as histórias protagonizadas por Sherlock Holmes têm um apelo muito grande ao público e têm, como costumam dizer, “muito pano pra manga”, o que atende bem a indústria cinematográfica. Tanto que em 2010 o canal BBC resolveu investir em mais uma adaptação dessas aclamadas histórias. Apenas com um pequeno diferencial: a trama se passa nos dias de hoje.


Dr. Watson acaba de voltar a Londres devido a um ferimento a bala enquanto servia no exército na guerra do Afeganistão e precisa de alguém para ampará-lo. Além de ter ficado com sequelas do acidente – um coxear que o obriga a usar uma bengala e uma depressão – ele se encontra desempregado e sem condições de pagar um aluguel sozinho, fato que o leva a procurar um colega de quarto e, consequentemente, a conhecer Sherlock Holmes.

Sherlock é um detetive consultor para casos extremos da Scotland Yard, e nos horários vagos é um estudioso – de qualquer coisa útil e interessante. Ele é um homem excêntrico, com manias peculiares e com uma personalidade difícil – o que leva a maior parte das pessoas a não gostar dele. Sem falar que sua interessante habilidade de desvendar a vida inteira de uma pessoa baseado em pequenas observações assusta todos que o conhecem. Porém, ao contrário da maioria, Watson vê em Sherlock um homem intrigante, difícil de desvendar, mas ainda assim uma companhia agradável. Logo, os dois trabalham juntos para resolver casos de homicídios e enfrentar o inimigo mortal de Sherlock: Jim Moriarty. 

Em questões de trama, a série consegue ser bem fiel aos fatos principais das histórias. Há apenas uma adequação de instrumentos e cenários com relação ao século em que se passam – afinal a história foi pensada e desenvolvida há mais de 100 anos e a tecnologia hoje é outra. Porém, achei gratificante ver Sherlock, com a mesma personalidade pensada pelo autor, lidando com computadores, celulares e afins. Aliás, esse é um dos fatos mais instigantes da série. Afinal, se pararmos pra pensar não é uma história nova, e a maioria de nós já a conhece, então o risco de descaracterizar o personagem e ter uma série fracassada eram muito grandes. Porém os produtores tiveram sucesso em adequar o personagem nesse novo cenário sem deixar ele se perder e foram ainda mais longe trazendo elementos novos e instigantes à história.

A filmagem, a fotografia, os figurinos e cenários são deslumbrantes. Nos mostram uma Londres misteriosa e fascinante, e combinam perfeitamente com o tom dos episódios. Aliás, devo mencionar que a série se encontra na terceira temporada e cada uma delas conta com três episódios de cerca de 1h30 de duração, o que funciona muito bem para a construção das histórias. Meu único pesar é serem tão poucos episódios por temporada e só termos temporadas novas a cada dois anos. 

Mesmo assim, a caracterização dos personagens, o desenvolvimento da história e tudo que os acompanham faz deste um ótimo show que merece ser acompanhado – mesmo que o espaço de tempo entre um e outro nos faça sofrer. No todo, Sherlock é uma série de alta qualidade, que conta com atores incríveis pra viver seus personagens, ótima filmagem e uma perfeita adaptação da história. Não é a toa que essa série é tão bem aclamada pelo público e faz tamanho sucesso mesmo tendo sido lançada há tantos anos.

Assista ao trailer:


Ficha Técnica: 

Título original: Sherlock
Direção: Euros Lyn  e Paul McGuigan
Gênero: Drama /Mistério /Policial
Lançamento: 2010
Duração: 270 min

Classificação: 14 anos

Por Larissa Gaigher 
Sobre o autor
Larissa Gaigher Larissa Gaigher, 19 anos (12/06) – Rio de Janeiro Estudante de administração e química, leitora ávida e blogueira por paixão. Embarcou no mundo da literatura quando tinha 10 anos e nunca mais saiu de lá. Apaixonada também por música, séries e filmes. É uma geminiana típica, sempre faz muitas coisas ao mesmo tempo e muda de ideia várias vezes, tanto que não consegue definir um gênero favorito. Carioca da gema, tem 19 anos, adora uma boa praia, muita comida e diversão.


Deixe uma resposta

Comentários no Facebook

%d blogueiros gostam disto: