Avaliação: 3/5
Editora: Intrínseca, Cortesia
ISBN: 9788580576979
Gênero: Ficção Histórica
Publicação: 2015
Páginas: 528
Skoob

Eu adoro livros relacionados com a Segunda Guerra Mundial. É uma temática que sempre me emociona e que acho bem interessante. Óbvio que quando vi o lançamento do livro Toda luz que não podemos ver, fiquei louca para conferir e ler a história. Quando nos tornamos parceiros da Intrínseca, foi o primeiro livro que pensei em solicitar e hoje, depois de um tempinho, finalmente posso vir dar a minha opinião. Diferente do que eu imaginava que ia ser, o livro não me conquistou. Passei um bom tempo lendo e até o fim não fiquei empolgada com a história, nem me conectei com os personagens.

Suas mais de 500 páginas foram bem arrastadas para mim, principalmente pelo fato de que eu não me identifiquei com o que estava acontecendo. Apesar dos capítulos curtos, que deveriam trazer dinamismo para a história, demorei um bom tempo para finalizar o livro. Os capítulos se alternam entre duas épocas e dois personagens principais. A primeira é Marie-Laurie, uma garota francesa que é cega e que vive perto do Museu de História Natural, onde seu pai trabalha como chaveiro responsável por milhares de fechaduras. O segundo é o órfão alemão Werner, um pouco mais velho do que a garota, que vive com a irmã menor e é encantado pelo rádio e suas transmissões.

Por trás das histórias de Marie-Laurie e Werner, está uma grande lenda sobre um diamante poderosíssimo, capaz de garantir a imortalidade para aquele que o possuir. A corrida por conta do diamante ocupa boa parte da história e se entrelaça com as vidas de nossos personagens principais. Durante a ocupação nazista na França, Marie e o pai fogem para a cidade de Saint-Malo, talvez carregando o mais valioso tesouro do museu. Já na cidade, hospedados na casa do tio-avô, eles transformam suas vidas para escapar dos horrores da guerra. Por mais que tentem evitar, um dia os habitantes da cidade ficam à mercê da batalha e o caminho de Marie-Laurie cruza com o de Werner, na época soldado nazista responsável por descobrir as fontes de transmissões de rádio ilegais.

Por mais que estejam em situações completamente opostas, Marie e Werner estão cansados de ver tantos inocentes sofrendo e acabam se unindo de uma maneira inesperada. Protagonista dessa história é também o rádio, importante ferramenta de comunicação da época. Uma das coisas que mais gostei no livro e que agora destaco foi a importância que o autor deu para este elemento. Ele evidenciou o quanto o rádio era importante para as pessoas, tanto como ferramenta de escape, quanto para noticiar e manter as pessoas informadas sobre a guerra. Ele também é fundamental para ambos os protagonistas, por diferentes motivos, o que revela que o objeto faz muita diferença na vida das pessoas.

Ainda que eu não tenha me conectado com a história ou com os personagens, achei que valeu a pena ter conhecido Werner e Marie-Laurie. Os dois, vivendo vidas tão diferentes, são ao mesmo tempo bastante semelhantes quanto perspectiva, maneira de encarar o mundo. Se em algo o romance acerta é nessa cumplicidade que há entre os dois e no poder de transformação do mundo, da sociedade, mesmo que construído em pequenas ações. Além disso, acerta também nas inúmeras metáforas introduzidas durante a obra, que tornam a narrativa sensível, como pede o tema da história.

Sobre o autor
Camila Tebet
Camila Tebet Camila Tebet, 24 anos (05/06) – Paraná Jornalista, tem a literatura como uma de suas paixões. Acredita que os livros têm o poder de transformar e falar sobre essa arte é um de seus passatempos favoritos. Entre os seus livros favoritos estão "Harry Potter" (é claro), "Na Natureza Selvagem", "Orgulho e Preconceito" e "A Menina Que Roubava Livros". Também é apaixonada por séries, cinema e fotografia. Escreve também para o site www.expressocultural.com.


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