terça-feira, 1 de setembro de 2015

Avaliação: 3.5/5
Editora: Seguinte
ISBN:9788565765657
Gênero: Romance/Jovem Adulto
Publicação: 2015
Páginas: 390
Skoob
Eadlyn foi criada desde que nasceu para se tornar a rainha. Graças a uma alteração na lei por seu pai, não houve nenhum momento em sua vida que não sentisse o peso dessa responsabilidade em suas costas, o que é um dos grandes motivos de ela ter se tornado o que é hoje. Tendo sua vida toda voltada ao fato de que teria de ser uma boa rainha, Eadlyn se tornou uma mulher forte, determinada e independente. Porém toda sua controlada vida vira de cabeça pra baixo quando os pais tomam uma decisão que pode mudar seus planos. 

Maxon, anos depois de ter se tornado rei e abolido as castas de Iléa, passa por mais um momento de confronto político em seu reino. Mesmo após ter abolido as “linhas” que separavam seu povo, ainda há muita tensão advinda do preconceito que existe pós-castas. Toda essa tensão começa a se transformar em revolta e, desesperado para acalmar o povo e ter tempo de pensar numa solução Maxon decide que a desculpa perfeita para tudo isso é uma nova Seleção. 

É assim que Eadlyn se vê, em meio a 35 garotos que estão disputando sua mão – e quem sabe seu coração. Mas para uma mulher que desde sempre foi independente, forte e com muita autonomia, se colocar em um papel de frágil, onde o controle não está totalmente em suas mãos pode ser complicado e é por isso que ela é tão contra essa decisão e vai fazer de tudo para tomar as rédeas da situação novamente. 

Como não li os primeiros volumes da série não tenho como fazer uma comparação fiel quanto ás histórias. O que posso dizer é que, considerando que Maxon e America passaram por poucas e boas durante a Seleção eu fico chocada com o fato de eles mesmos terem colocado a filha em uma situação tão complicada. 

Outro ponto que não curti muito foi o fato da autora não dar foco aos motivos de tudo isso acontecer. Toda a revolta do povo, isso ficou em segundo plano e não temos uma explicação clara do que está acontecendo, do por quê está acontecendo, e isso é meio frustrante. A autora não explora essa questão do preconceito e da segregação social muito a fundo, o que a faz perder alguns pontos nesse livro.

Eadlyn por si mesma não é das melhores personagens. Não sei se a intenção da autora foi essa, mas a protagonista não tem carisma, é completamente irritante. As decisões que ela toma pensando apenas em si mesma, o fato de ser mimada, de se sentir melhor que todo mundo nos deixa vermelhos de raiva com ela. Por outro lado, acredito que a intenção da autora seja justamente essa, de mostrar ela desse jeito para depois mostrar como a Seleção foi capaz de mudá-la e de fazê-la amadurecer. De qualquer maneira, durante boa parte do livro eu odiei a protagonista e senti muita vontade de dar uns sopapos nela.


O processo da Seleção no entanto me agradou muitíssimo. Não sei se os primeiros volumes da série são assim, mas todas as intrigas, o romance e a diversão, é tudo magnífico. E poder conhecer tantos candidatos diferentes, cada um com suas características que mexeram com Eadlyn de algum modo foi gratificante. E é aí que Eadlyn começa a perceber que ela definitivamente não é tudo isso, e que se quiser ser uma boa governante precisa mudar e muito. Começa inclusive a pensar que ter alguém para apoiá-la não deve ser tão ruim assim e essa é uma das maiores mudanças. 


Mesmo com essa personagem intragável – ao menos no início – a narrativa é tão envolvente, tão fluida que nós seguimos o ritmo fácil e quando vemos já estamos no final do livro. Além disso, o processo da Seleção e como ele muda a Eadlyn é gratificante de acompanhar e vale a pena o esforço de ter suportado ela com toda essa arrogância. Sem falar que o final deixa aquele gostinho de quero mais, então, por mais que o livro não seja perfeito, ainda foi bom e quero muito ler a continuação!

Por Larissa Gaigher
Sobre o autor
Viagens de Papel O blog Viagens de Papel foi criado em 22 de janeiro de 2013 com o intuito de promover diálogo sobre literatura, paixão que todos os autores do projeto têm em comum. Através de resenhas, lançamentos, listas, dicas e variadas matérias, queremos que você sinta-se em casa e aprecie o conteúdo nosso conteúdo! =)


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  1. quinta-feira, 3 de setembro de 2015.

    A serie A Seleção é uma das minhas favoritas, mas admito que esperava mais da A Herdeira, como você disse a protagonista é extremamente irritante, eu esperava que ela fosse tão maravilhosa quanto os pais dela, ficamos no aguardo da mudança dela no próximo livro haha

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