quarta-feira, 29 de abril de 2015

Avaliação: 5/5
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788563219268
Gênero: Romance
Publicação: 2013
Páginas: 184
Skoob

Um amor para recordar foi escrito e publicado pelo americano Nicholas Sparks em 1999, sendo adaptado para o cinema três anos depois, em 2002.

Nicholas se inspirou em sua irmã para escrever este livro e, segundo ele, foi a única obra em que ele realmente chorou escrevendo. Dana, sua irmã, viveu por seis anos com um tumor no cérebro. Ela faleceu pouco tempo depois do livro ter sido publicado. Quando digo que entendo o porquê de todo livro do Nicholas ter uma morte, é porque até aquele período de sua vida ele já havia perdido seu pai, sua mãe e sua irmã.

Para quem já viu o filme e ainda não leu livro, não se assustem quando resolverem lê-lo, porque realmente as histórias são completamente diferentes, sendo fiel apenas no final. Landon não é um garoto malvado como é dito no filme, tampouco ele teve que ser tutor aos sábados depois da tragédia exibida na primeira cena do filme. Aliás, aquela cena é inexistente no livro. Assim como várias outras. Por exemplo, Jamie não diz que queria estar em dois lugares ao mesmo tempo, Jamie não ia ao cemitério para ver as estrelas e também não existe a parte em que ele faz um telescópio para que ela veja a estrela que passa de tantos em tantos anos, porque não há e não é comentado sobre nenhuma estrela. Assim como no filme Diário de Uma Paixão, há inúmeras cenas inexistentes no livro.

Mas isso não faz do livro algo ruim, ou até mesmo pior do que o filme. Aliás, eu preferi o livro. Nicholas Sparks, literalmente, “brincou de escrever” escrevendo Um amor para recordar. O livro é escrito em primeira pessoa e ele consegue, de uma forma um tanto surpreendente, se colocar na pele de um adolescente de 17 anos. A escrita é dinâmica, livre, sem preocupações em ser muito culto, aliás, muito pelo contrário. Nicholas não se preocupou nem um pouco com isso e escreveu realmente como um adolescente narraria sua história. As expressões que ele usou para descrever os sentimentos e o que acontecia provam o que eu digo.

De qualquer forma, a história é muito bonita e fala de um jovem que se apaixonou pela filha do pastor da pequena cidade em que vivia. Quando ele descreve Jamie e seu pai, logo nas primeiras páginas, você não acha que um dia ele irá se apaixonar por alguém como ela. Até mesmo ele diz, quando descobre que se apaixonou, que não sabe como isso aconteceu.

Tudo começa no baile de formatura, parte da história que não tem no filme. Landon não estava encontrando um par para ir ao baile com ele e, desnorteado, ele resolve procurar no álbum da escola alguém que, segundo seus pensamentos, nunca seria convidada por alguém para ir ao baile. E é isso que acontece, ele acha alguém que nunca foi convidada para ir ao baile da escola. Quem vocês acham que era essa pessoa? Claro, Jamie.

A partir daí, ele passa a conhecer melhor Jamie. Antes, ele via ela como simplesmente a filha do pastor, a menina que sempre andava com um Bíblia na mão ou também a menina que recolhia dinheiro para ajudar as crianças do orfanato da cidade. É depois da noite de formatura, e sim, ela aceitou ir ao baile com ele, que ela o chama para ser o ator principal da peça de teatro que era realizada todos os anos na pequena cidade em que viviam, na Carolina do Norte.

Landon, vendo que era realmente importante para ela e seu pai que a peça fosse a mais especial de todas, resolve aceitar o convite. Sim, Landon era um menino bom, algo muito diferente do filme. Mas é claro que também ele tem alguns momentos de raiva e descontrole emocional, como todo adolescente tem, principalmente um adolescente que não viveu com o pai do lado – aliás, seu pai não era médico, como no filme. Depois disso, ele passa a ver Jamie Sullivan todos os dias e uma história muito interessante começa a acontecer, e aposto que vocês vão gostar muito.

Alguns dizem que foi o melhor romance que Nicholas Sparks já escreveu. Para mim, foi O Melhor de Mim, mas Um amor para recordar é um livro muito lindo, se você quer mesmo saber. Acho que foi o melhor livro que Nicholas escreveu em primeira pessoa, ou seja, melhor que “Querido John“, “O casamento“, e, algumas partes de “Uma longa jornada” e “Diário de uma paixão“. Acho que só faltou a frase linda que Landon Carter disse no fim do filme: “Nosso amor é como o vento, posso senti-lo mas não posso tocá-lo”. Essa frase, infelizmente, não tem no livro. Eu recomendo para aqueles que julgam as pessoas sem as conhecerem e acreditam que o verdadeiro amor pode durar para sempre!

Por Caio César Domingues

Sobre o autor
Camila Tebet
Camila Tebet Camila Tebet, 24 anos (05/06) – Paraná Jornalista, tem a literatura como uma de suas paixões. Acredita que os livros têm o poder de transformar e falar sobre essa arte é um de seus passatempos favoritos. Entre os seus livros favoritos estão "Harry Potter" (é claro), "Na Natureza Selvagem", "Orgulho e Preconceito" e "A Menina Que Roubava Livros". Também é apaixonada por séries, cinema e fotografia. Escreve também para o site www.expressocultural.com.


Deixe uma resposta

  1. quarta-feira, 29 de abril de 2015.

    Olá Paty!
    Não assisti o filme e nem li o livro, ou seja, caloura, zero de informações. rsrs
    Comprarei ele no box que está em promoção da Ponto Frio e logo logo irei chorar tbm.
    Adorei a resenha, embora tenha pulado alguns trechos para não virar spoilers

    bjo
    Ni
    Cia do Leitor

    P.S.: Tem postagem nova no blog, te espero lá! http://ciadoleitor.blogspot.com/2015/04/resenha-roberta-spindler-torre-acima-do.html

  2. sexta-feira, 1 de maio de 2015.

    Oi Caio, eu também prefiro o livro, porque no filme a impressão é que Landon é um garoto baderneiro, irritante e supérfluo, já no livro mostra quem realmente ele é, um jovem comum, que não é malvado, só acompanha uma turma. Livro, livro, livro. Também não é meu livro predileto dele, muito menos "O melhor de mim"… Prefiro "A última música", "O casamento", "Diário de uma paixão" e "Porto Seguro"

    Beijos

  3. sexta-feira, 1 de maio de 2015.

    Oi Caio, eu também prefiro o livro, porque no filme a impressão é que Landon é um garoto baderneiro, irritante e supérfluo, já no livro mostra quem realmente ele é, um jovem comum, que não é malvado, só acompanha uma turma. Livro, livro, livro. Também não é meu livro predileto dele, muito menos "O melhor de mim"… Prefiro "A última música", "O casamento", "Diário de uma paixão" e "Porto Seguro"

    Beijos

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