terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Avaliação: 3/5
Editora: Novo Conceito, Cortesia
ISBN: 9788581635736
Gênero: Chick-lit, Romance
Publicação; 2014
Páginas: 222
Skoob

Imagine um dia em que sua vida vira de cabeça para baixo, um dia em que a sorte definitivamente não está a seu favor e tudo dá errado, quer dizer nem tudo, mas grande parte dá errado. Este foi o dia de Melina, a nossa protagonista que, após flagrar seu namorado- chefe a traindo com uma funcionária, tem um ataque de fúria e acaba agredindo ele fisicamente no meio de uma reunião muito importante. Agora ela está desempregada, com uma indenização para pagar por tê-lo agredido, e solteira novamente.

Melina tem um histórico de caras errados em seu passado, um currículo repleto de erros cometidos e situações das quais ela não se orgulha. Criada pelo pai e avós, ela nunca lidou bem com o abandono de sua mãe, abandono este que acabou marcando-a profundamente, fazendo com que ela tivesse medo de qualquer envolvimento profundo e compromisso com outras pessoas, por achar que no fim as pessoas sempre irão abandoná-la.

Ao se encontrar perdida após sua demissão, Melina resolve escutar sua melhor amiga Nanie, que a aconselha a passar uns tempos em Paraty com seu pai e seus avós  ajudando na pousada da família. Assim ela parte para um novo recomeço, que acaba por trazer alguns fantasmas do seu passado, como seu ex-namorado e primeiro amor Bernardo, o cara que ela amava e acabou magoando muito ao partir sem se despedir, e Samantha, sua eterna inimiga e que por uma infeliz coincidência do destino, está noiva de Bernardo.

Acredito que com este resumo já dê para pegar bem a essência da história: uma mulher desiludida que encontra seu amor do passado e e tem que lidar com a realidade de que o perdeu para uma outra mulher que ela odeia. Parece muito um roteiro de comédia romântica água com açúcar, quer dizer, não parece, é praticamente um roteiro de comédia romântica, e eu como boa fã deste tipo de filme já vi vários com histórias um pouco parecidas. O que me entristece é que mesmo gostando bastante de comédias românticas, acabei não gostando desse livro.

A história em si não é ruim, a autora utilizou uma fórmula que agrada o público, mas a personagem principal não me agradou. Não torci por ela em nenhum momento, e isso para mim é uma coisa muito ruim, já que me apego muito aos personagens e dificilmente não gosto de um protagonista.

Melina age como uma garota extremamente dramática e egoísta, que comete erros sem pensar nas outras pessoas. Ela quer um homem perfeito (até tem uma lista das coisas que o homem precisa ter para ser perfeito), mas não entende que suas atitudes não a ajudam em nada e só atraem caras errados. Os personagens secundários não são muito aprofundados, conhecemos um pouco da história deles, os pais, os avós, Bernardo e Nanie, mas não passa de uma apresentação, já que o foco está em Melina.

O homem perfeito é um livro cheio de clichês, a mocinha sempre desmaia-sofre acidente-fica presa na ilha, com seu amado. Várias situações são impostas para aproximar os dois, exatamente como nos filmes de comédia romântica, é fofo até certo ponto, mas na terceira vez eu já estava rindo e pensando comigo: É sério isso???

“Burrice ao quadrado é minha marca registrada desde os doze anos de idade. Esse traço marcante da minha personalidade estourada e um tanto desequilibrada já me meteu em altas confusões. Algumas até bem sérias, que acabaram por ferir a minha alma.”

Bom, a leitura é mediana, pois apesar de não ter gostado da história, a escrita da autora me agradou, a leitura foi fácil e fluiu. É um livro que dá para ser lido tranquilamente em uma tarde, além disso não encontrei nenhum erro de grafia ou digitação. A edição está muito bonita. Então, se você curte livros no estilo comédia romântica, fica a dica! Mas tente ler sem nenhuma visão muito crítica, pois acredito que esse foi um dos motivos de eu não ter gostado tanto, já que comparei muito com a vida real, esses tipos de situações dificilmente acontecem na realidade.

Sobre o autor
Tayara Olmena Estudante que tomou gosto pela leitura aos 12 anos de idade depois que leu "A marca de uma lágrima" do escritor Pedro Bandeira. Costuma ler de tudo, mas ainda torce o nariz para o romance. Além de ler, também é viciada em séries e filmes, e não perde a oportunidade de maratonar sua série favorita.


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  1. terça-feira, 17 de fevereiro de 2015.

    Oi, tudo bem?
    Não costumo ler esse tipo de livro, pois o gênero não me agrada tanto. Entretanto, acho que é um livro bom para ler quando se quer algo mais descontraído, descompromissado. Gostei bastante da capa. Parabéns pela resenha e pelo blog 🙂
    http://lendoaestante.blogspot.com.br/

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