domingo, 25 de janeiro de 2015

Avaliação: 5/5 Editora: Companhia das Letras ISBN: 9788571647879 Gênero: Biografia, Autobiografia, Memórias , Não ficção Publicação: 1998 Páginas: 213 Skoob

Na natureza selvagem conta a história real do jovem Christopher McCandless que, em 1990, abandonou amigos e família para seguir uma jornada introspectiva até o Alasca. O objetivo era passar um tempo embrenhado na natureza selvagem, vivendo do que ela tem para oferecer. Por dois anos, o jovem não deu notícias à família e cruzou o país como mochileiro, contando com a ajuda de caroneiros e trabalhos temporários. Quando finalmente atingiu seu desejo de chegar ao Alasca, Chris não sobreviveu aos riscos de viver recluso e, após quatro meses, e sem ter como pedir ajuda, sucumbiu. O corpo foi encontrado poucos dias depois.

O livro, publicado pela Companhia das Letras, foi escrito pelo jornalista Jon Krakauer, que logo que o corpo de Christopher foi descoberto cobriu o caso para um jornal norte-americano. Fascinado pela história de vida de Chris, e identificando-se com ele, Krakauer aprofundou suas investigações e debruçou-se sobre a produção de um livro reportagem. Divididos em 18, os capítulos narram a jornada de Chris e buscam entender seus motivos, baseando-se em relatos de familiares, conhecidos e também em correlações com casos semelhantes.

Christopher McCandless era um adolescente americano que tinha tudo para ter um brilhante futuro. Assim que terminou o colegial, com notas excelentes, seus pais já se preparavam para ajudá-lo a pagar a faculdade de Direito.

Entretanto, Chris, apesar de se relacionar bem com as outras pessoas, era muito introspectivo e tinha propósitos muito pessoais. Para ele, o entendimento do homem estava ligado à sua relação com a natureza. Inspirado por autores como Jack London e Henry David Thoreau, que tinham filosofias de vida relacionadas à vida selvagem, McCandless entendia que era preciso se aventurar e fugir das situações de conforto para encontrar a paz de espírito e desfrutar de novas experiências.

“Você via logo que Alex (Alexander Supertramp – identidade que Chris assumiu) era inteligente. Lia muito. Usava um monte de palavras pomposas. Acho que parte do que complicou a sua vida talvez tenha sido que ele pensava muito. Às vezes fazia força demais para entender o mundo, saber por que certas pessoas eram más com as outras” Wayne Westerberg, conhecido de Chris.”

O jovem de 24 anos já havia feito outras viagens pelo país como mochileiro, buscando novos destinos e aventuras. Porém, a sua maior e última aventura seria viver embrenhado na natureza do Alasca, caçando e sobrevivendo do que ela poderia oferecer. Desde o começo sabia que não seria fácil, por isso passou um tempo se preparando. Porém, tinha a certeza de que sairia de lá vivo. Não acreditava que os perigos de sua aventura pudessem detê-lo.

“Seria fácil estereotipar Christopher McCandless como mais um garoto com sensibilidade demais, um jovem maluco que lia livros em demasia e não tinha um mínimo de bom senso. Mas o estereótipo não se encaixa. McCandless não era um indolente incapaz, perdido e confuso, torturado por desespero existencial. Ao contrário: sua vida estava cheia de significados e propósitos. Mas o significado que ele tirava da existência estava longe do caminho confortável: ele não confiava no valor das coisas que vêm facilmente. Exigia muito de si mesmo – mais, no final, do que podia dar”.

Fiquei sabendo da história de Christopher McCandless por meio do filme Na natureza selvagem, que vi antes de ler o livro, no começo de 2014. Quando terminei de assistir, a história do jovem ainda ficou na minha cabeça por alguns dias. Seu jeito de encarar a vida era muito peculiar e me fez refletir sobre diversas coisas. Quando soube que existia o livro, fiquei muito curiosa para saber mais sobre a sua vida e seus propósitos e motivações.

O livro, que fique claro, é um relato jornalístico. Para mim, fluiu bem porque estou acostumada com este formato. Porém, quem nunca leu nada assim pode ser que tenha dificuldades em encarar a leitura. Mesmo assim, peço que dê uma chance à obra. A história é fantástica e é contada de maneira sensacional. Além de falar sobre os pormenores da viagem de Chris, de conter fragmentos de seu diário e suas cartas e depoimentos de pessoas que o conheceram, o jornalista Jon Krakauer faz um trabalho muito bom relacionando a vida do jovem com casos semelhantes, até mesmo faz uma comparação com ele mesmo, que também possui espírito aventureiro. Isso faz com que o leitor entenda melhor a situação e o que se passava na mente de Chris.

Obviamente que o que encontramos no livro são suposições a partir de fatos e depoimentos. É o mais perto que se pode chegar e descobrir sobre as motivações do jovem. Acredito que muitas pessoas irão ler e pensar no quão extremas foram as atitudes do garoto. Porém, o que deve-se levar em conta na hora da leitura são as diferentes percepções de vida que ele tinha. É uma maneira de repensar as nossas próprias ações, descobrir se tudo o que fazemos vale a pena e identificar o que é realmente importante. O livro entrou para a lista dos meus favoritos e espero que mude a vida de outras pessoas também!

“Tanta gente vive em circunstâncias infelizes e, contudo, não toma a iniciativa de mudar sua situação porque está condicionada a uma vida de segurança, conformismo e conservadorismo, tudo isso que parece dar paz de espírito, mas na realidade nada é mais maléfico para o espírito aventureiro do homem que um futuro seguro. A coisa mais essencial do espírito vivo de um homem é a sua paixão pela aventura. A alegria da vida vem de nossos encontros com novas experiências e, portanto, não há alegria maior que ter um horizonte sempre cambiante, cada dia com um novo e diferente Sol” Christopher McCandless.

Foto: Divulgação/ O Christopher McCandless da vida real, que inspirou o livro e o filme – “Na natureza selvagem”.


Sobre o Filme:

Assistir ao incrível Na natureza selvagem foi uma experiência sensacional e que me trouxe diversas reflexões. O filme, estrelado por Emile Hirsch e dirigido por Sean Penn, é baseado na história do americano Christopher McCandless, que com uma filosofia de vida bem diferente, resolveu fazer uma viagem ao Alasca e permanecer por lá por um tempo, no meio da natureza, buscando respostas interiores.

O filme mescla passagens do passado e do presente de Chris, mostrando fatos de sua infância e adolescência, os momentos de sua preparação para a viagem e os momentos em que já estava no meio da natureza. Aos poucos vamos conhecendo os dilemas interiores de Chris e um pouco de sua personalidade. A narração, feita pela irmã dele, ajuda a compreendê-lo. Entretanto, por mais que o filme apresente fatos importantes da vida dele, não é possível entendê-lo completamente, consequência de seu modo tão peculiar de pensar. A leitura de Na Natureza Selvagem é essencial para complementar o filme e para quem deseja saber mais sobre a vida de Chris.

Foto: Divulgação / Cena do filme “Na natureza selvagem”.

Emile Hirsch interpreta Christopher McCandless de uma maneira incrível. Além da semelhança física, ele dá o tom certo para o filme, se entregando, atuando de forma genuína e cativando a cada cena. Ele envolve e nos deixa ainda mais curiosos a respeito de Chris, que, ao resolver viajar, assumiu a identidade de Alexander Supertramp. Além de Hirsch, que chegou até mesmo a perder 18 kg para o papel, destaca-se Hal Holbrook, indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, que emociona bastante.

Foto: Divulgação / Cena do filme “Na natureza selvagem”.

Além da história, a fotografia e a trilha sonora são sensacionais e enfatizam a relação do personagem com a natureza. O filme, inclusive, retrata os reais locais pelos quais Christopher passou ao longo de sua jornada. A trilha é assinada por Eddie Veder, vocalista da banda Pearl Jam. Sem esses dois elementos, o filme com certeza não seria a força que é. O tom poético do longa o torna ainda mais imperdível.

Assista ao trailer:


FICHA TÉCNICA

Título original: Into the Wild

Direção: Sean Penn

Gênero: Drama, Biografia, Aventura

Duração: 148 minutos

Classificação: 12 anos

País: EUA

Nota: 5/5

Sobre o autor
Camila Tebet
Camila Tebet Camila Tebet, 24 anos (05/06) – Paraná Jornalista, tem a literatura como uma de suas paixões. Acredita que os livros têm o poder de transformar e falar sobre essa arte é um de seus passatempos favoritos. Entre os seus livros favoritos estão "Harry Potter" (é claro), "Na Natureza Selvagem", "Orgulho e Preconceito" e "A Menina Que Roubava Livros". Também é apaixonada por séries, cinema e fotografia. Escreve também para o site www.expressocultural.com.


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  1. domingo, 25 de janeiro de 2015.

    Nossa, adorei seu post! Achei a história do Christopher muito interessante, mas nunca assisti o filme nem li o livro… Vou adicionar à minha listinha de leituras pra 2015 Hahaha! O filme parece ser muito interessante também, mas, como você mesma falou, não dá pra entender tudo o que se passa com Chris apenas pelo filme, então pretendo ler o livro antes 🙂

    Beijosss
    http://bookspoison.blogspot.com.br/

  2. domingo, 25 de janeiro de 2015.

    Uma perfeita resenha, parabéns! Bom, eu nunca vi o filme (que seria a mola propulsora para que eu lesse o livro, talvez). Engraçado como esses dias a minha avó me ligou pra falar desse filme e me recomendar ele (porque ela leu uma resenha no jornal #minhavóédessas). Mas, enfim, adorei saber que o filme condiz com as expectativas e não tem nada que me chame mais a atenção do que uma boa fotografia e uma ótima trilha sonora! Acho que, para mim, isso pesa bastante na hora de decidir se gosto, ou não, de uma produção! E quanto ao livro, adorei saber que é um relato jornalístico, pois faço Jornalismo e adoro me embrenhar em histórias escritas nesse formato! Com certeza, o filme entrou na fila dos "Próximos filmes a serem vistos". Mais uma vez, parabéns pela resenha, ficou muito bem escrita e fácil de se ler!

    Love, Nina.
    http://ninaeuma.blogspot.com/

  3. domingo, 25 de janeiro de 2015.

    Gostei bastante da dica desse livro e filme, e pretendo, pelo menos, dar uma chance ao filme e assisti-lo. Quanto ao livro, não sei se o encontrarei em uma biblioteca, e como não costumo comprar muitos livros, essa possibilidade está fora de questão.
    É ótimo saber que esse livro ti causou um efeito tão grande, pois isso é uma coisa que só me motiva a querer conhecer essa história ainda mais. Parabéns pela resenha e adorei ver os livros da J.K. Rowling juntos na foto hehe.

    Leitores Forever

  4. domingo, 25 de janeiro de 2015.

    Oi, tudo bem?
    Esse filme está na minha listinha dos "Desejados", já vi algumas cenas e amei. Mas admito que o livro eu não animo de ler. Não gosto de biografias ou livros minimamente biográficos, não tenho muita paciência, embora geralmente curta bastante as adaptações.
    beijos
    http://meumundinhoficticio.blogspot.com.br/

  5. domingo, 25 de janeiro de 2015.

    Oiee ^^
    Assisti o filme na escola e gostei muito, fiquei chocada quando vi a homenagem no final, dizendo que a história era real. Não sabia que havia o livro até encontrar uma resenha em dezembro, e desde então estou querendo ler esse livro. Parece ser muito bom.
    MilkMilks
    http://shakedepalavras.blogspot.com.br

  6. domingo, 25 de janeiro de 2015.

    Obrigada, Úrsulla 🙂 Acho que você irá gostar da história. Espero que mude a sua vida, assim como mudou a minha! Beijos

  7. domingo, 25 de janeiro de 2015.

    Nina, muito obrigada pelo comentário 🙂 Só acho que com todos esses sinais você deveria ler logo o livro e assistir logo ao filme, hein? haha Os dois se tornaram favoritos para mim, fácil, fácil. Adorei saber que você faz jornalismo. Acabei de me formar no curso 🙂 Quis destacar aqui na resenha que é neste formato pois muitos não gostam do estilo. Já que você gosta, recomendo ainda mais. Espero que você goste! Beijos!

  8. domingo, 25 de janeiro de 2015.

    Cris, talvez ao assistir o filme você seja mordida pela história assim como eu fui rs. Vale a pena dar uma procurada nas bibliotecas da sua cidade, hein. Obrigada pelo comentário 😀 Beijos!

  9. domingo, 25 de janeiro de 2015.

    Oi, Bruna. O filme já é incrível, vale muito a pena 🙂 A adaptação já passa uma lição muito legal, apesar de ser mais romanceada. O livro traz mais detalhes, é para quem está interessado em saber mais da vida de Chris. Talvez depois de assistir ao filme você tenha mais vontade em ler o livro. Beijos!

  10. domingo, 25 de janeiro de 2015.

    Aquela foto do final do filme é realmente chocante. O ator que interpretou ficou muito parecido com o Christopher McCandless, né? Se você gostou do filme, tenho certeza de que irá adorar o livro. Beijos!

  11. domingo, 25 de janeiro de 2015.

    Nossa eu normalmente nao gosto de livros assim, entre tanto me chamou atenção a historia dele, ele tinha tudo para se formar e se dar bem na vida, mas resolveu ir atrás do seus sonhos o que me chamou atenção e me fez querer ler, para saber seus motivos.
    http://ancorandoomundo.blogspot.com.br

  12. domingo, 25 de janeiro de 2015.

    Olá,
    Eu conhecia o filme, mas não o livro, confesso que nem sabia da existência dele. Mas agora que sei já estou curiosa pra ler, a premissa dessa história é ótima e o filme é um clássico.
    Beijos.
    Memórias de Leitura – memorias-de-leitura.blogspot.com

  13. segunda-feira, 26 de janeiro de 2015.

    Meu namora é louco por esse filme, mas ele não conseguiu prender minha atenção não! Sei lá, não tenho muita vontade de ler o livro, ainda mais sabendo que são relatos jornalísticos, mas adorei a resenha 😉

    xoxo
    http://www.amigadaleitora.com/

  14. segunda-feira, 26 de janeiro de 2015.

    Oie, Camila. Tudo bem?
    Já tinha ouvido falar sobre o filme, mas não imaginava que havia livro. Agora fiquei curiosa. Chris/Alexander parecia uma pessoa fascinante. Melhor mesmo seria ele ter sobrevivido para contar a história em detalhes, mas aí não haveria trama, né? Super me interessei.
    Com carinho,
    Celly.

    http://melivrandoblog.blogspot.com/

  15. segunda-feira, 26 de janeiro de 2015.

    A história dele é curiosa mesmo. Bem diferente dos jovens com os quais convivemos, com ideais bem diferentes. Faz repensar bastante coisa. Beijos!

  16. segunda-feira, 26 de janeiro de 2015.

    Oii, tudo bem?
    Que história hein?!
    Eu não conhecia nem o livro e nem o filme, deve ser pq não é um gênero que eu goste…
    Bjs

    http://a-libri.blogspot.com.br

  17. segunda-feira, 26 de janeiro de 2015.

    Com certeza eu vou dar uma chance a obra!!!
    Meu Deus, sua resenha me deixou com muita vontade de ler o livro. A capa é bem bonita, de cara me chamou atenção, mas a história em si, parece ser incrível.
    Nunca li um livro e relato jornalístico assim, oque ma chamou mais atenção, já que adoro cair de cabeça em novos desafios!
    Adorei a indicação e já entrou para a minha wishlist hahahahahaha
    Beijos,
    http://www.thousandlivestolive.com/

  18. segunda-feira, 26 de janeiro de 2015.

    Eu ai morrer sem saber que esse filme tinha um livro por trás. Achei o filme muito triste, reflexivo, mas triste pelo fim. Não sei se leria o livro, mas o enredo é muito bom.

    Bjs, @dnisin
    http://www.seja-cult.com

  19. segunda-feira, 26 de janeiro de 2015.

    Oi, Camila!
    Eu nunca tinha ouvido falar nem do filme e nem do livro. Mas gostei da sua crítica e me determinei a ler mais autobiografias e relatos jornalísticos em 2015. No início do ano, infelizmente não terei como fazê-lo devido à minha apertada meta literária. Mas pretendo dar atenção a isso a partir do primeiro trimestre. Por isso, já anotei a dica de leitura! Mesmo assim, assistirei ao filme em breve. 🙂

    Beijos, flor!
    http://www.myqueenside.blogspot.com

  20. quarta-feira, 28 de janeiro de 2015.

    É uma história que deixa qualquer um curioso, e mesmo sendo suposições, queremos entender o que poderia ter motivado o rapaz a abandonar tudo e viver essa aventura que no fim, acabou por mata-lo. Gostei do enredo do livro e acho que seria uma boa opção para sair da minha zona de conforto.

    Beijos.

    http://www.daimaginacaoaescrita.com

  21. quinta-feira, 29 de janeiro de 2015.

    Oiee.

    Não conhecia a obra e este não faz muito meu estilo de leitura, mas fiquei aqui curiosa para conhecer o porque de ele ter deixado tudo para trás.

    Beijos
    http://www.amorliterario.com

  22. sexta-feira, 30 de janeiro de 2015.

    Não li o livro mas já assisti ao filme algumas vezes, a história é bem tocante e nos faz pensar sobre nossas atitudes e em como tratamos a natureza, o filme é perfeito!

    Abraço,
    Diego de França
    Leitor Sagaz

  23. sábado, 31 de janeiro de 2015.

    Cami! Gostei da resenha, fiquei curiosa com o livro e o filme! Adorei sua opinião e a lição: ''descobrir se tudo o que fazemos vale a pena e identificar o que é realmente importante'', chamou muito atenção a premissa! Bjus

  24. sábado, 31 de janeiro de 2015.

    Ai que tudo, eu assisti ao filme no ano passado e amei,mas fiquei bem triste no final. Não sabia da existência do livro e já quero pra ontem.

    Amei seu post,muito bem feito,merece aplausos.

    bjs

  25. domingo, 1 de fevereiro de 2015.

    Oi Camila

    Eu tenho esse filme aqui em casa e ainda não tive coragem de assistir porque alguns amigos já me deram um spoiler do final!
    A história é muito emocionante e infelizmente triste no final e eu não sabia que havia um livro.
    Acho que vou ler o livro e assim tomo coragem e assisto o filme!
    Parabéns pela postagem!

    Super bjos
    http://www.i-likemovies.com/

  26. sábado, 7 de fevereiro de 2015.

    Olá, tudo bem?
    Não conhecia essa história porém achei a premissa bem interessante. Vou procurar saber mais sobre o livro e o filme. Abraços

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