Avaliação: 2/5 Editora: Novo Conceito, Cortesia ISBN: 9788581632599 Gênero: Chick-lit, Romance Publicação: 2013 Páginas: 480 Skoob

Comecei a ler Aconteceu em Paris com altas expectativas. Como sou fã assumida de chick-lit, o livro estava na minha lista há um tempão. Agora, com o lançamento da continuação “Aconteceu em Veneza“, achei que seria um ótimo momento para realizar a leitura. A história parecia ser exatamente do jeito que eu gostava: com humor e um romance encantador. E ainda tem Paris! A combinação perfeita. Infelizmente, me decepcionei bastante com o livro.

A obra nos apresenta a britânica Evie Dexter. Com uma dívida de nove mil libras, ela havia acabado de perder o emprego, em uma agência publicitária, e precisava urgentemente de uma nova ocupação. Assim, ela decidiu que queria ser guia de turismo. Sem nenhuma experiência, ela envia alguns currículos e é chamada para uma entrevista na empresa Insignia Tours. O roteiro era a cidade das luzes, Paris. Sem saber muita coisa do local, Evie faz uma imersão em filmes e livros ambientados na capital francesa. Com mais sorte do que juízo, ela passa na seleção e está prestes a realizar sua primeira viagem.

A primeira viagem, inclusive, é um pouco desastrosa. Para começar, ela esquece seu passaporte em casa e não tem a mínima ideia de como proceder com os (48!) passageiros. Para sua sorte, ela tem como mentor o lindo e charmoso motorista Rob, o qual chama a sua atenção ao primeiro olhar. Apesar dos contratempos, Evie dá um jeitinho para tudo e até que se sai muito bem em sua estreia, cativando a todos os viajantes.

Uma característica muito forte da personagem é a tendência a beber além da conta e protagonizar situações embaraçosas. O álcool, inclusive, dá um empurrão em Rob e Evie, que se envolvem muito rapidamente. Logo no primeiro dia da viagem ele já se muda para o quarto de hotel dela, local de onde os dois parecem não querer sair.

A trama segue com as confusões causadas por Evie em suas viagens e a maneira com a qual ela resolve as situações. Além disso, o romance entre ela e Rob parece estar cada vez mais consolidado. Apesar de a leitura ser bem rápida, para mim o livro não funcionou muito bem. As situações forçadas criadas pela autora chegam a irritar e são pouquíssimas as risadas que o livro arranca. Também há um pouco de enrolação na história. As 480 páginas poderiam ser resumidas, em nada iria prejudicar a trama.

Evie é aquela personagem que faz muitas coisas erradas e mesmo assim tudo dá certo para ela, muito rapidamente. Essa característica da personagem me incomodou – e muito -, assim como seu descontrole alcoólico rs. Entretanto, não posso negar que, de pouquinho em pouquinho, ela vai cativando o leitor. Ela demonstra um talento nato para lidar com as pessoas e sua preocupação e jeito com todos os passageiros mostram um lado mais humano da britânica. No fim, torci para que tudo desse certo para ela.

Ao contrário de Evie, achei Rob um pouco insuportável. No começo, o jeito mais bruto e autoritário do personagem me decepcionaram. Aos poucos, ele vai se revelando romântico e encantador. Eu já estava mudando a minha opinião sobre ele quando ele fez algo que acabou com todas as minhas esperanças de que a história fosse melhorar. Quebrou todo o encanto que eu estava desenvolvendo pelo personagem e fez com que a minha birra com o enredo só aumentasse.

Enfim, achei Aconteceu em Paris bem fraquinho. Estava esperando uma coisa leve, divertida, gostosa de ler, mas no fim o humor e o casal forçado me decepcionaram bastante. Acho que o que salva o livro é a maneira com que Evie se relaciona com a nova profissão e o fato dela reencontrar a si mesma a cada nova experiência vivenciada. Durante as suas viagens, o leitor fica sabendo um pouquinho sobre cada local, o que também é um ponto positivo, já que nos transportamos a lugares diferentes. Mas, ainda assim, a leitura não me cativou. Em breve lerei a continuação, “Aconteceu em Veneza“, mas dessa vez sem altas expectativas (embora eu realmente espere que a história dê uma melhorada).

Sobre o autor
Camila Tebet
Camila Tebet

Camila Tebet, 24 anos (05/06) – Paraná
Jornalista, tem a literatura como uma de suas paixões. Acredita que os livros têm o poder de transformar e falar sobre essa arte é um de seus passatempos favoritos. Entre os seus livros favoritos estão “Harry Potter” (é claro), “Na Natureza Selvagem”, “Orgulho e Preconceito” e “A Menina Que Roubava Livros”. Também é apaixonada por séries, cinema e fotografia. Escreve também para o site www.expressocultural.com.



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  1. segunda-feira, 8 de dezembro de 2014.

    Oi, Camila!
    É uma pena que a leitura não te agradou tanto assim. Foi a primeira resenha que li de Aconteceu em Paris, porém já li algumas da sequencia e nunca senti tanta confiança por parte dos resenhistas ao falar da obra, talvez por isso eu nunca me interessei muito em ler – mesmo achando a premissa legal e que possivelmente iria me agradar.

    Beijos.
    Blog Cantar Em Verso

  2. quarta-feira, 17 de dezembro de 2014.

    Oi, Camila.

    Essa é uma das primeiras resenhas que leio desse livro que a pessoa fala algumas coisas que não gostou, as outras eram apenas elogios. Mas ainda estou animada com a leitura dele e espero em breve comprar. kkkk'
    Tenho que parar de acumular livros. =/'

    Paradise Books BR

    Beijos.

  3. sábado, 3 de Janeiro de 2015.

    Puxa, que pena que vc não gostou. Esse livro e sua continuação estão na minha lista de desejados.
    Com certeza ainda vou ler, mas sem muitas expectativas. Pode ser que eu goste um pouco mais que vc, né?

    Beijos!!

  4. segunda-feira, 5 de Janeiro de 2015.

    Oi, Silviane! Vou ler a sequência, só estou esperando chegar aqui em casa. Mas desta vez vou com baixas expectativas… Tomara que melhore, né? : Em breve devo resenhá-lo aqui no blog! Beijos

  5. segunda-feira, 5 de Janeiro de 2015.

    Paula, depois quero saber o que você achou. De repente, sua experiência de leitura pode ser completamente diferente da minha, não desanime mesmo! 🙂 Beijos

  6. segunda-feira, 5 de Janeiro de 2015.

    Claro, Érika! Sua experiência de leitura pode ser o oposto da minha. Se isso acontecer, volte aqui para conversarmos sobre a obra haha 🙂 Acho que o legal é ir sem expectativas mesmo. A melhor coisa é quando você não espera e a obra te surpreende. Beijos!

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