segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Avaliação: 4/5 Editora: Arqueiro, Cortesia ISBN: 9788580412635 Gênero: Romance, Ficção histórica Publicação: 2014 Páginas: 256 Skoob

Querida Sue, publicado este ano pela Editora Arqueiro, traz, em 256 páginas, uma bela história de amor contada por meio de cartas. A história tem como pano de fundo dois momentos: a Primeira e a Segunda Guerra Mundial. Em 1919, acompanhamos as trocas de correspondências entre Elspeth e David. Ela, moradora de uma pequena ilha da Escócia, chamada Skye, recebe um dia uma carta do americano David Graham, fã de suas poesias, que haviam sido publicadas em livro. Surpresa com o fato de seus poemas terem atravessado o oceano, ela responde cordialmente a David e assim começa a linda história dos dois.

Elspeth vivia com seu marido Iain em Skye, porém, após receber a primeira carta de David, passa a se corresponder frequentemente com ele e cria uma sólida amizade, entremeada por conversas sobre a vida, faculdade, amor e literatura. Por meio de correspondências, falam sobre os mais variados assuntos e apoiam-se, mesmo que de longe, nos momentos ruins. Quando Iain, marido de Elspeth, alista-se e segue para o front da Primeira Guerra Guerra Mundial, a relação dela com David se intensifica, dando lugar a uma grande paixão. Já aí não conhecemos mais Elspeth por esse nome, mas sim por Sue, apelido pelo qual David chama-a carinhosamente. Ele, inclusive, foi o responsável por fazê-la perder o medo de sair da ilha e subir em um barco, tudo para que pudesse encontrá-lo.

Quando se encontram pela primeira vez, descobrem juntos novos sentimentos e têm a certeza de que todas as cartas trocadas não foram em vão. Por muitos anos se correspondem e, por meio de cartas, constroem uma linda e intensa história de amor, que passa por cima de muitos obstáculos e sofre as consequências do tempo e de certos desentendidos.

Paralelamente, em 1940, durante o início da Segunda Guerra Mundial, Elspeth reaparece e troca cartas com sua filha, Margaret Dunn. Margaret está prestes a aceitar o pedido de noivado de Paul, um querido amigo, com quem também se corresponde por cartas. Porém, Elspeth sabe que correspondências nem sempre levam a um final feliz e está disposta a mostrar isto para a filha. Margaret, então, descobre algumas correspondências guardadas pela mãe, que está há mais de 15 anos sozinha, endereçadas a uma mulher chamada “Sue”.

Os capítulos alternam-se entre Margaret e Elspeth, falando sobre passado e presente. Por meio dos capítulos de 1940, vamos, junto com Margaret, descobrindo aos poucos que caminhos Elspeth trilhou e porque está há tanto tempo sozinha se, no passado, amou alguém com tanta intensidade. É junto com Margaret que vamos descobrindo, aos pouquinhos, o que aconteceu. Já nos capítulos de Elspeth, nos apaixonamos aos poucos pela linda história de amor e os percalços pelos quais passou.

Querida Sue é encantador. O livro é narrado todo por meio de cartas, o que desperta a curiosidade. Brockmole conseguiu, para cada personagem, criar uma identidade própria e colocar, nas cartas, características de cada um, singulares, trazendo veracidade. A história é bastante bonita. Gosto de histórias de amor e me encantei por Sue e Dave. Alternar os relatos entre passado e presente foi uma maneira eficiente de dar dinamismo ao livro e trazer um pouco mais de ação. A pergunta “Qual foi o final de Elspeth e David?” ficou na minha cabeça durante quase toda a leitura, o que comprova que a leitura prende do começo ao fim.

As cartas escritas são recheadas de sentimentos e sensibilidade. O livro, que se passa em épocas de guerra, mostra como era difícil, para os casais apaixonados, manter a relação, mas também que grandes sentimentos persistem durante muito tempo e dificilmente são esquecidos. As páginas finais fecharam com chave de ouro esta história que durou quase 30 anos. A situação resolve-se muito bem, deixando a vontade de acompanhar Sue e David por mais algum tempo.

“[…] Mas o que me passou despercebido foi o que eu encontraria em Londres. Encontrei algo para o qual vale a pena voltar. Encontrei você, Sue.”

“Porque, Davey, não há lugar mais importante para você estar. Você é minha respiração, minha luz, é aquele para quem meu coração voa.”

“É você. Não existe poesia em minha vida sem você. Você sempre foi minha musa. Antes de conhecê-lo, eu escrevia poesia com uma caneta, e meus leitores adoravam. Ela significava algo para eles. Depois que o conheci, porém, passei a escrever com a minha alma, e eu adorava. Significava tudo para mim”

Sobre o autor
Camila Tebet Camila Tebet, 22 anos (05/06) – Paraná Jornalista, tem a literatura como uma de suas paixões. Acredita que os livros têm o poder de transformar e falar sobre essa arte é um de seus passatempos favoritos. Lê de tudo um pouco, mas os gêneros de que mais gosta são os romances românticos e chick-lit. Entre os seus livros favoritos estão "Harry Potter" (é claro), "Na Natureza Selvagem", "Orgulho e Preconceito" e "A Menina Que Roubava Livros". Também é apaixonada por séries, cinema e fotografia. Escreve também para o site www.expressocultural.com.


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