AVALIAÇÃO: 4/5 EDITORA: CASA DA PALAVRA ISBN: 9788577344413 GÊNERO: ROMANCE PUBLICAÇÃO: 2014 PÁGINAS: 462 SKOOB

É só um dia qualquer para Ruth quando ela encontra um pacote na praia. Sua primeira reação é pensar que é só mais um lixo trazido pelo mar, então ela decide levar esse “lixo” consigo, para descartá-lo de maneira correta em casa. Seu marido, ao ver o “lixo” na porta de casa, resolve ver o que é. Dentro da sacola, eles encontram uma lancheira da Hello Kity, várias cartas e um livro, mais especificamente o livro “Em busca do tempo perdido”. Amante de livros, Ruth logo se interessa e decide checar a história, mas ao abrir o livro nota que na verdade é um diário.

Em outra época, Nao, uma garota japonesa criada nos Estados Unidos, resolve escrever um diário, em um livro que já não é mais livro. Já vou explicar: ela comprou esse livro, que na verdade está em branco e mantém só a capa, intitulado “Em Busca do Tempo Perdido”. Neste diário, Nao decide escrever sobre sua bisavó, Jiko, que é uma monja de 104 anos, muito sábia. O diário que Ruth está lendo no presente é o diário que Nao escreveu no passado.

Nao tem uma vida complicada, ela sofre bulliyng na escola, está atrasada nas matérias, pois sempre estudou nos EUA, e agora tem que aprender tudo em outro país. Seu pai, agora desempregado, se tornou um suicida, já tentou se matar algumas vezes, e o que mantêm Nao forte são os ensinamentos de sua bisa.

Ruth mora em uma ilha no Canadá, ela é escritora e acabou se mudando para esse lugar para cuidar de sua mãe e de seu marido. Após a morte da mãe, Ruth acabou deixando de lado o livro de memórias que estava escrevendo. Ao encontrar o diário, é criada uma ligação entre as duas. Ruth resolve tentar achar Nao, pois ela deseja saber onde está, e quem é essa garota.

Recomendo muito a leitura! A história é encantadora e a maneira como a autora escreve nos dá a sensação de que ela está tendo um diálogo direto com o leitor, as partes do diário são as melhores, a leitura flui bastante.

O livro é dividido entre a narração de Nao em primeira pessoa, e Ruth em terceira pessoa. Acompanhamos o momento em que Nao escreve uma situação, e maneira que Ruth reage a essa situação. A vida de Nao não é nada fácil, e é impossível não se sentir ligado à ela, como já disse a narração do diário é tão íntima que realmente nos faz acreditar que é real, que é um diário e não um livro, isso é bem legal na história.

A bisavó de Nao é incrível, as coisas que ela fala são muito interessantes e realmente nos fazem pensar. Lendo essa história você com certeza irá refletir sobre muitas coisas, e irá aprender muito sobre o Japão, desde a cultura até algumas gírias.

Confesso que no início achei que a leitura da A Terra inteira e o céu infinito seria muito chata, pois demorou para pegar o ritmo, mas depois fluiu e o livro ficou realmente bom. A autora teve um olhar muito delicado e soube escrever muito bem essa história. O livro é muito bacana, para se ler sem pressa e acompanhado de uma boa xícara de chá.

“Não ligo de imaginar o mundo sem mim porque não sou excepcional, mas detesto pensar num mundo sem a velha Jiko. Ela é totalmente única e especial, como a última tartaruga de Galápagos ou outro bicho antigo mancando pela terra seca, que é o único exemplar restante da espécie. Mas, por favor, nem me faça falar do assunto da extinção das espécies porque ele é muito deprimente, e eu teria que cometer suicídio neste exato segundo.”

“Para o ser- tempo, palavras se espalham… Seriam elas folhas caídas”

Sobre o autor
Tayara Olmena

Estudante que tomou gosto pela leitura aos 12 anos de idade depois que leu “A marca de uma lágrima” do escritor Pedro Bandeira. Costuma ler de tudo, mas ainda torce o nariz para o romance. Além de ler, também é viciada em séries e filmes, e não perde a oportunidade de maratonar sua série favorita.



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  1. quarta-feira, 11 de junho de 2014.

    Não conhecia o livro e achei muito interessante a história, pelo menos ao ler sua resenha, que está muito bem escrita.Parabéns.

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