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Avaliação: 5/5 Editora: Companhia das Letras ISBN: 9788535923643 Gênero: Poesia Publicação: 2013 Páginas: 80 Skoob

Se fosse para definir Gregorio Duvivier em apenas uma palavra, eu diria plural. Ele não se contenta em fazer apenas uma coisa, se arrisca em diversos projetos da área cultural e, na minha (leiga) opinião, é bom em tudo o que faz. Duvivier é sócio-diretor no canal do youtube Porta dos Fundos, tem uma coluna semanal no jornal Folha de S. Paulo, está em turnê com o monólogo Uma Noite na Lua e, em 2013, lançou seu segundo livro de poesias, Ligue os pontos – Poemas de amor e big bang.

O livro, de apenas 88 páginas, é daqueles para ser lido de uma vez só. Atiça a curiosidade e, naquele ritmo de ‘só mais um’, quando você vê já leu todos os poemas e fica querendo mais e mais. Acredito que quem é carioca vai gostar e se identificar ainda mais com o livro, já que a primeira parte, Cartografia Afetiva, é dedicada ao Rio de Janeiro. São poesias que brincam com os bairros e locais da cidade, que, quem é de fora, não sente a mesma coisa.

Ainda assim, o livro vale muito a pena. A segunda parte, Aprender a Gostar Muito, mais extensa, é destinada a poemas de todos os tipos: de amor, saudosos, que homenageiam amizades etc. Todos eles trazem jogos de palavras, o que é, na realidade, o grande destaque do livro. Duvivier brinca com as palavras de uma maneira sensacional, sem fazer esforço. São esses jogos e as referências que dão tom à publicação.

Para quem se interessa por poesia, por Duvivier, ou pelos dois, recomendo, sem pensar duas vezes, a leitura de Ligue os Pontos. Cada vez que conheço uma nova face do carioca, admiro-o mais. A poesia, aliás, já foi elogiada por outros grandes poetas brasileiros, como Millôr Fernandes e Ferreira Gullar, que chegou a afirmar que Duvivier “brinca inteligentemente com a emoção”.

Foto: Camila Tebet/Viagens de Papel

Foto: Camila Tebet/Viagens de Papel

A edição, feita pela Companhia das Letras, está bem caprichada. A capa é simples, mas bonita. Ao decorrer do livro, o curioso título e a ilustração de capa são explicados. Inclusive, os pontos que são ligados e o título na lombada brilham no escuro. A diagramação também é excelente, com uma fonte boa, sem cansar o leitor.

Foto? Camila Tebet/Viagens de Papel

Foto? Camila Tebet/Viagens de Pape

Sobre o autor
Camila Tebet
Camila Tebet Camila Tebet, 24 anos (05/06) – Paraná Jornalista, tem a literatura como uma de suas paixões. Acredita que os livros têm o poder de transformar e falar sobre essa arte é um de seus passatempos favoritos. Entre os seus livros favoritos estão "Harry Potter" (é claro), "Na Natureza Selvagem", "Orgulho e Preconceito" e "A Menina Que Roubava Livros". Também é apaixonada por séries, cinema e fotografia. Escreve também para o site www.expressocultural.com.


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  1. domingo, 16 de março de 2014.

    Adorei!
    Não conheço tão bem o trabalho do Gregorio, mas curto bastante o que ele faz no Porta dos Fundos, e acho brilhante profissionais que buscam sempre novos horizontes.
    Quero muito ler esse livro *-*
    Parabéns pela resenha.

    Abraços, Mallú Ferreira
    semclichesporfavor.blogspot.com

  2. quarta-feira, 19 de março de 2014.

    Sou daquelas que onde lê um poema (e me identifico) já saio anotando: Em livros, cadernos, parede… Fiquei realmente convencida do talendo do autor quando li esse ultimo poema, tão intuitivo ♥
    Vou pesquisar mais sobre o Gregorio, Já!

  3. sábado, 5 de abril de 2014.

    Obrigada, Mallú! Recomendo também, além do livro, a coluna dele na Folha de S. Paulo. Sai todas as segundas e traz uns textos bem interessantes! Beijos

  4. sábado, 5 de abril de 2014.

    Que bom que gostou, Suellen!! Depois vem me contar o que achou, se ler o livro. Muita poesia pra você!! ♥

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