sábado, 24 de junho de 2017

AVALIAÇÃO: 2/5 EDITORA: SEGUINTE, CORTESIA ISBN: 9788565765602 GÊNERO: THRILLER, JOVEM ADULTO PUBLICAÇÃO: 2015 PÁGINAS: 272 SKOOB

A grande caçada se passa em um vilarejo na Finlândia onde, aos 13 anos, jovens garotos precisam passar por um teste. Munidos de um arco, eles são levados para uma floresta na qual precisam abater algum animal e sair de lá com vida, levando a carcaça como prova. Quanto maior o animal, mais respeito o participante terá perante aos outros membros do grupo.

O pai de Oskari é conhecido por ter conseguido matar um urso e é bastante respeitado. Por isso, todos colocam muita expectativa em cima do garoto e esperam grandes feitos dele. Porém, ele não tem tanta certeza de que se saíra bem.

Um encontro inesperado no meio da selva muda todo o cenário da busca e Oskari acaba descobrindo coisas que vão muito além de sua aldeia e dando de cara com obstáculos e inimigos muito maiores que apenas os animais selvagens que esperava enfrentar.

A Grande Caçada é uma leitura leve, rápida e tranquila de ser feita. A escrita do autor é simples e direta, com a presença de muitos diálogos. A narrativa é veloz e combina bastante com o estilo da história contada. O fato do livro não ser muito profundo é até positivo, ainda mais levando em conta se você procura algo leve para ler. Porém, a falta de aprofundamento em diversos pontos atrapalha.

O autor não dá tempo para o leitor se apegar ao protagonista e não explica muito a situação dele, o local que ele mora e como tudo funciona. Temos poucos capítulos de contextualização e pronto, Oskari já é jogado na floresta. As cenas de ação lá são legais, sim, mas em muitos momentos eu me tocava de que não me importava com o que estava acontecendo com ele.

Dan Smith até tem êxito em criar uma sequência de cenas de ação que te prendem e te deixam um pouco curioso para saber o desfecho da aventura, mas ele não preparou o terreno até ali. A sensação que eu tinha era de que estava lendo sobre um personagem que eu mal conhecia e com o qual eu não conseguia me relacionar. Continue lendo »

sexta-feira, 23 de junho de 2017

AVALIAÇÃO: 4/5 EDITORA: SUMA DE LETRAS, CORTESIA ISBN: 9788556510259 GÊNERO: TERROR PUBLICAÇÃO: 2016 PÁGINAS: 376 SKOOB

Minha experiência com Stephen King se resume a oito ou oitenta. Ou li livros que realmente me prenderam, como foi o caso de O iluminado, ou então foi aquela leitura enfadonha e sem graça, como ocorreu com Joyland. Apesar disso, o autor é cultuado em muitos lugares por sua versatilidade, pelo seu senso de horror aflorado e pelas tramas inesquecíveis. Cujo foi um dos últimos livros publicados no Brasil, apesar de ter sido publicado primeiramente já há alguns anos. A edição brasileira é um espetáculo a parte, com capa dura e em alto relevo, fazendo com que me apaixonasse por ela desde o primeiro instante.

Na pequena cidade de Castle Rock, o serial killer Frank Dodd está morto e todos os habitantes podem ficar em paz novamente. Frank, que aterrorizou o local por anos, agora é apenas uma lenda urbana, usada para assustar criancinhas. Exceto para Tad Trenton, para quem Dodd é tudo, menos uma lenda. O espírito do assassino o observa da porta entreaberta do closet todas as noites. Enquanto isso, nos limites da cidade, Cujo, um são-bernardo de noventa quilos que pertence à família Camber, se distrai perseguindo um coelho para dentro de um buraco, onde acaba sendo mordido por um morcego raivoso. A sua transformação acaba tornando-se o pior pesadelo de Trad Trenton e de sua mãe, além de destruir a vida de todos à sua volta.

Sabe aquele tipo de livro que é como se embarcássemos numa montanha-russa e só paramos quando chegamos ao final? Que dá uma série de voltas e loopings, fazendo o coração bater mais forte? Cujo é exatamente esse tipo de livro! Já havia iniciado a leitura, chegando quase às primeiras cem páginas até que peguei para dar sequência e quando vi já estava na reta final da história. Quando afirmam que Stephen King tem o dom de prender e construir personagens marcantes, sou obrigado a concordar. As histórias particulares são bem marcantes e delineadas, fazendo com que os personagens se tornem algo a mais. E as próprias relações tecidas entre eles são muito bem exploradas. Apesar disso, senti uma falta de entrelaçamento entre os próprios personagens. O autor constrói núcleos, mas acaba não os interligando. Continue lendo »

quinta-feira, 22 de junho de 2017

AVALIAÇÃO: 4,5/5 EDITORA: RECORD, CORTESIA ISBN: 9788501087850 GÊNERO: HISTÓRIA PUBLICAÇÃO: 2017 PÁGINAS: 237 SKOOB

O Bunker de Churchill, do historiador e também biógrafo Richard Holmes, explora, nas páginas desse livro pela primeira vez, como de dentro de salas apertadas, o grande estadista inglês transformou uma provável derrota para os nazistas na retumbante vitória britânica. Para quem não sabe, sou formado em História e quando vi do que se tratava o conteúdo do livro, não pensei duas vezes antes de solicitar. Não sabia da existência dessa parte da história da Segunda Guerra Mundial, fazendo com que ficasse ainda mais interessado pela leitura. E confesso que não me arrependi do mesmo.

A Segunda Guerra Mundial, conflito entre países como Alemanha, Inglaterra, Itália, teve alcance mundial, gerando discussões até os dias atuais. O que muitas vezes acaba se focando na figura de Adolf Hitler e sua postura política, deixando de lado outras possibilidades de se contar a mesma história. O livro de Holmes vem com o objetivo de mostrar como estava a Inglaterra naquele momento, focando na figura de Winston Churchill, primeiro ministro inglês no período, mas mais nitidamente no modo em que o mesmo atuou de dentro de um refúgio temporário para o caso de bombardeios, mas que acabaram virando uma segunda casa para o Churchill e um grande número de militares e civis, cujo serviço até então passara despercebido.

A pesquisa de Holmes é de fôlego, fazendo com que o leitor fique curioso para saber maiores informações sobre o assunto. Do mesmo modo, o esforço para a pesquisa se manifesta na escrita do mesmo, onde temos algo bem delineado e uma narrativa fluida. Um aviso para quem não está habituado é porque o livro pode se mostrar um pouco cansativo, afinal, há uma sucessão de fatos e datas que pode confundir. Apesar da minha formação em História, não tinha tamanho conhecimento sobre a vida do primeiro-ministro inglês, o que dificultou um pouco o envolvimento com a leitura. Continue lendo »

quarta-feira, 21 de junho de 2017

AVALIAÇÃO: 2,5/5 EDITORA: GERAÇÃO EDITORIAL, CORTESIA ISBN: 9788581303598 GÊNERO: BIOGRAFIA, MEMÓRIAS, NÃO FICÇÃO PUBLICAÇÃO: 2016 PÁGINAS: 368 SKOOB

A dramática historia do surfista brasileiro condenado a morte por traficar drogas

Nevando em Bali não foi exatamente um livro que tenha me agradado. Quando o recebi para leitura, fiquei com um pé atrás sem saber muito bem o que esperar dele. O livro prometia uma temática polêmica, aliada a um jornalismo investigativo, próximo de algo que se faz em programas como Profissão Repórter, da Rede Globo. Apesar disso, o que poderia ter sido uma leitura diferente e problemática acabou se tornando algo cheio de voltas que não havia um maior desenvolvimento.

Depois de escrever best-sellers como Hotel Kerobokan, Kathryn Bonella explora os incríveis segredos da ilha de Bali, onde um surfista brasileiro foi condenado à morte por traficar drogas. O que pode parecer um paraíso para quem vê imagens ou filmes sobre a ilha, acaba se mostrando um palco perfeito para a realização de tráfico de drogas, festas, sexo e muita bebedeira. Kathryn explora esse universo por meio de entrevistas com traficantes, unindo nesse livro histórias e narrativas sobre o cotidiano dos mesmos. Seu ponto de partida é Rafael, jovem apaixonado por surfe que vê no mundo das drogas uma oportunidade para crescer na vida de maneira mais tranquila. Unindo a isso, a jornalista vai tecendo os meios, tentando alcançar um universo mais amplo que circunda a ilha paradisíaca.

Não é de hoje que o tema tráfico de drogas é algo recorrente nas mídias ou em narrativas cinematográficas. Histórias de máfias e grandes traficantes é um recurso que geralmente atrai público, alcançando grande popularidade. Nevando em Bali não foge a regra. Fica aqui o primeiro ponto que me causou certo preconceito quanto ao mesmo. Por mais que fossem histórias reais, a narrativa em si ficou algo próximo a um roteiro de filme de cinema, no qual podemos muito bem supor o final logo nas primeiras páginas. Da mesma maneira, faltou um quê de realidade no meio da escrita, que pudéssemos ter dimensão de que aquilo realmente acontecera.

Não seria a pior coisa, afinal, o livro tem uma narrativa fluida, o que facilita a leitura, se não fosse pelo fato de que as histórias que a autora se propõe a reconstituir acabam se repetindo, tornando o livro cansativo. Da mesma maneira, o tamanho do mesmo não é necessário, podendo ser muito bem encurtado e mais objetivo. Continue lendo »

terça-feira, 20 de junho de 2017

Maio passou num estalo e apenas: que mês, minha gente, que mês! Até o presente momento, não teve um mês tão bom quanto maio para lançamentos musicais. Toda sexta-feira (que é usualmente o dia em que se lança músicas novas) era uma enxurrada de novos vícios que cheguei até ficar meio zonzo. Como é muita coisa, escolhi algumas e espero que gostem!

Switch – Iggy Azzalea feat Anitta/ Parainha – Anitta / Sua cara – Mazor Lazer feat Anitta & Pabllo Vitar

Quem voltou com tudo e tudo mesmo foi Anitta. A cantora brasileira bombou no último mês. Lançou Switch, parceria dela com a rapper Iggy Azzalea, Paradinha, seu novo single, totalmente em espanhol e de quebra, participou da canção Sua Cara, produzida por Major Lazer e com a participação de Pabllo Vittar (roubei um pouquinho porque a última canção foi lançada em 01 de junho). É tiro para tudo que é lado, e é dos bons.

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AVALIAÇÃO: 4/5 EDITORA: CIA DAS LETRINHAS, CORTESIA ISBN: 9788574067537 GÊNERO: INFANTOJUVENIL, CLÁSSICO PUBLICAÇÃO: 2017 PÁGINAS: 60 SKOOB

Como posso descrever essa história? Triste! Até pensei na palavra comovente, mas acima de tudo, triste!

Saber que a obra é um clássico infantojuvenil de 1964, sem dúvida me fez optar pela leitura desse título. Traduzido por um grande escritor brasileiro, Fernando Sabino, e relançado pela Companhia das Letrinhas, temos em mãos uma edição de capa dura, com páginas em branco,  textos e ilustrações em preto.

O americano Shel Silverstein, autor e ilustrador do clássico, era também poeta, músico, cantor e compositor, além de ter escrito algumas peças teatrais e roteiros de cinema.  Faleceu em 1999, aos 66 anos.

Deparei-me com um resumo que perfeitamente descreve o que encontramos nessa história:

“A história de amor entre uma árvore e um menino. A árvore é a amiga amorosa que dá tudo ao menino, suas folhas, seus frutos, sua sombra. O menino também ama a árvore, a grande companheira de todos os dias; sobe em seu tronco, se pendura nos galhos, brinca de esconde-esconde. Até que vai crescendo, se torna adolescente, depois adulto. E, pouco a pouco, deixa a amiga de lado. ‘Estou grande demais para brincar’, diz o menino, que então precisa de dinheiro para comprar ‘muitas coisas’. A árvore fornece suas maçãs, para o jovem vender. Depois seus galhos, para o homem construir sua casa. E a história acompanha o passar do tempo até a velhice do homem – que até o fim, já bem velho e cansado, é chamado de menino pela árvore. Em primeiro plano, uma lição de consciência ecológica – o homem pequeno, mesquinho, frente à generosidade e a força da natureza. No entanto, a dinâmica que se vê entre o menino e a árvore mostra também a passagem do tempo e dos valores que são reavaliados com ela, numa relação de troca sincera e desinteressada – essa que o homem parece desaprender nas exigências da vida adulta.”

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segunda-feira, 19 de junho de 2017

AVALIAÇÃO: 4,5/5 EDITORA: GLOBINHO, CORTESIA ISBN: 9788525063892 GÊNERO: CONTOS, INFANTOJUVENIL, CLÁSSICO PUBLICAÇÃO: 2017 PÁGINAS: 208 SKOOB

Monteiro Lobato não apenas faz parte da história da literatura infantojuvenil nacional como teve papel fundamental na evolução dela a partir da criação de suas obras.

Esse ano, o selo Globinho, da Globo Livros, lança a 4ª edição do livro Fábulas, no entanto a primeira publicação foi feita quase cem anos atrás, em 1922, e os protagonistas são os tão conhecidos personagens do “Sítio do Picapau Amarelo”.

A proposta do livro é bastante interessante. Após um gigantesco sumário de três páginas e a apresentação do livro por Ilan Brenman, a narração começa com a primeira fábula: “A cigarra e as formigas“. Depois disso, destacada e em itálico aparece a moral da história, e ao fim, lemos comentários dos personagens. Dessa forma é possível perceber que todos estão ouvindo Dona Benta contar ou inventar cada uma das 74 fábulas apresentadas.

Sabemos que cada ouvinte tem uma reação e faz diferente interpretação das histórias, tornando esse modo de contar fábulas muito envolvente, além disso, saber a opinião da turminha do Sítio é extremamente divertido.

Dessas 74 fábulas, algumas são conhecidas, outras parecidas… Nem todas ganharam uma ilustração, porém algumas têm até três desenhos diferentes. Ao todo são mais de 60 ilustrações assinadas pelo também paulistano Alcy Linares. Aliás, a diagramação do livro está excelente, muito convidativa.

Senti muita falta de um glossário, ainda mais para que fosse possível que o jovem leitor consultasse e desse rápida continuidade à leitura. Porém, não tendo glossário, uma ótima alternativa para o professor seria trabalhar as fábulas com os alunos em sala de aula, talvez lendo uma por dia e estimulando a busca pelos significados das palavras desconhecidas, como: repinicar; togado; neurastênico; gabola; encangado; catrapus; finório; beócios; carreiro; igualha; bruaca; usurário; intrujão; patarata; propalar; ventrudo… De forma diferente, duvido que o jovem leitor tivesse a paciência de procurar por si só cada significado.

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AVALIAÇÃO: 5/5 EDITORA: COMPANHIA DAS LETRAS, CORTESIA ISBN: 9788535928464 GÊNERO: INFANTOJUVENIL, CLÁSSICO PUBLICAÇÃO: 2017 PÁGINAS: 270 SKOOB

O que mais influenciou minha cuidadosa escolha por esse título foi o fato de ser considerado uma obra-prima da literatura infantojuvenil mundial e eu não ter nem ouvido falar. Essa decisão foi primorosa, fazendo com que entrasse para minha lista de “melhores livros lidos”.

Todos os dias depois das aulas matutinas, os meninos da rua Paulo almoçam em suas respectivas casas e correm para se reunir no grund e jogar pelada. Porém, o que parece ser apenas uma reunião de garotos sem nada de mais importante para fazer, é na verdade um lugar com hierarquia, regras, diversão e princípios.

Entretanto, quando o lugar é invadido por Chico Áts, um adversário do grupo, Boka, o presidente e capitão dos meninos da rua Paulo, resolve partir com dois colegas rumo ao Jardim Botânico, determinado a deixar um recado escrito aos rivais, os camisas-vermelhas. Esse ato que por pouco não acaba frustrado, culmina no clímax do livro, a disputa pelo grund.

Escrito pelo húngaro Ferenc Molnár, o original foi publicado 110 anos atrás (1907), por esse motivo precisei interromper algumas vezes a leitura para procurar o significado de alguns termos: abecar, usurário, azáfama, estenografia, janota, betume… A edição possui um glossário ao final do livro que contribuiu bastante, porém minhas dúvidas foram um pouco além das palavras ali disponibilizadas, como: caniço, insólito, caluda, tacanho, moção, estertorar… Em contrapartida, foram muito úteis as notas de rodapé feitas por Paulo Rónai.

A capa está excepcional, as cores, fonte e, sem dúvida, os quadrinhos, que mostram desde o momento da decisão de Boka em ir até a ilhota no Jardim Botânico, até o desfecho do plano sendo posto em prática.

“Absolutamente. Nem mesmo faremos coisas semelhante ao que fez Chico Áts quando nos arrancou a bandeira. Nós nos limitaremos a mostrar-lhes que não temos medo deles e temos coragem de penetrar no lugar onde eles se reúnem e guardam as armas. – João Boka”

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AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: ALFAGUARA, CORTESIA
ISBN: 9788556520241
GÊNERO: CRÔNICAS, NÃO FICÇÃO
PUBLICAÇÃO: 2016
PÁGINAS: 107
SKOOB

Eu acredito que ler esse livro não tenha sido uma coincidência. Carrascoza também não acharia, mas transcreveria como conto, desses que são quase impossíveis de se acreditar que sejam parte de um diário muito real e verossímil.

Trinta e seis histórias sobre as mais diversas coincidências possíveis. A maioria do próprio autor, João Anzanello Carrascoza. Isso me fez sugerir no início da leitura que fosse uma autobiografia. Mas seu nome praticamente não é citado, mesmo quando a coincidência tem a ver com seu homônimo!

Os capítulos são curtos e bem escritos. As lembranças são revividas com uma intensidade difícil de explicar. Mas ao ler, dá até pra sentir o cheiro da maresia salgada narrada em uma das histórias. Será uma coincidência?

Tem uma história que eu achei particularmente linda e, para deixar com gostinho de QUERO MAIS, vou contá-la aqui: um casal desejava muito um segundo filho, porém não era mais possível para a esposa gerá-lo. Decidiram pela adoção e na tarde em que se inscreveram em diversos varas de família para entrar na lista, seu marido lhe enviou flores e um bilhete dizendo que havia, naquele dia, em algum lugar, uma menina nascendo para eles, só precisavam encontrá-la.

Três anos se passaram e quando foram convidados para conhecer um bebê em uma instituição se depararam com uma garotinha brincando no pátio. Se encantaram e mudaram os planos para acolhê-la. Quando viram os documentos da criança, perceberam que ela nasceu no exato dia do bilhete escrito pelo marido!

É sério… coincidências são poderosas. Coincidências dão um ar de magia para nossa realidade. Ao chegar no fim de cada episódio narrado é possível ficar boquiaberto com todas as pontas da história, até as que não se apresentaram de forma concreta, se amarrando como se fossem um filme hollywoodiano.

“Quase sempre dois pontos se encontram, gerando uma coincidência, depois de percorrerem, cada um à sua maneira, itinerários em linha reta, em forma de espiral, ou fazendo um percurso sinuoso – não há vetor padrão, o comando para que se cruzem, entre as milhares de chances improváveis, é regido por regras que ignoramos.”

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AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: PARALELA, CORTESIA
ISBN: 9788584390663
GÊNERO: NEW ADULT, ROMANCE PUBLICAÇÃO: 2016
PÁGINAS: 296
SKOOB

Desde que li o primeiro volume da série “Amores improváveis” me apaixonei pelo modo da autora de explorar os conflitos que frequentemente permeiam a juventude nessa fase de transição para a vida adulta. Nesse livro não poderia ser diferente, a autora traz um assunto que é cada vez mais frequente na vida de jovens e nos mostra claramente as dificuldades que isso traz.

Sabrina é uma menina focada. Ela já tem todo o plano da sua vida traçado e o segue a risca: se formar em Briar, ser aceita em Harvard para cursar Direito e sair da vida miserável que leva com o padrasto desprezível e a avó. Ela faz das tripas coração para se manter e conquistar seus objetivos, tendo até que trabalhar em dois empregos, o que significa que não tem tempo nem pra diversão.

Por acaso ela acaba conhecendo John Tucker, um cara paciente, tranquilo e com seus próprios objetivos, que causa uma boa impressão logo de cara. Os encontros duram mais do que Sabrina esperava e ela se vê dividida entre aproveitar ou dar um fim ao que pode atrapalhar seus planos de futuro, mas o destino nem sequer lhe dá uma escolha: ambos são pegos de surpresa com uma notícia que vai mudar suas vidas para sempre e eles tem que decidir como lidar com isso.

Diferente dos livros anteriores, eu senti que nesse volume, talvez pela vida difícil que já viviam, ambos os personagens já eram mais amadurecidos. Sabrina já sabia o que queria e corria atrás pra conquistar seus sonhos. Tucker também já tinha algo traçado para sua vida e, dentre os amigos, era o mais responsável, o que cuidava e aconselhava a todos. Quando conhece Sabrina ele já fica louco por ela, e por mais hesitante que ela esteja, ele sabe como lidar com ela, sem pressionar, sempre com muita paciência e sabendo respeitar os limites dela.

Esse ponto é uma das coisas que mais amei no personagem: ele representa como um homem deveria ser. Um homem que não foge de suas responsabilidades, que sabe entender e respeitar a decisão alheia e que não pressiona. Amei o carinho, o cuidado e o respeito que mostrou em relação à nossa protagonista.

Outro ponto que amei é o desenvolvimento das coisas: do romance em si e da evolução dos personagens ao longo do livro. A autora soube ter um timing perfeito para a construção do relacionamento entre eles. Tudo acontece naturalmente, um passo após o outro e lentamente vemos tudo acontecer. O modo como ambos lidam com o “problema” que surge também foi bem estruturado e a única coisa de que senti falta foi de um acompanhamento mais profundo do lado da Sabrina enquanto passava por esse conflito interno de uma decisão que mudaria sua vida. Continue lendo »