quarta-feira, 15 de agosto de 2018

AVALIAÇÃO: 4/5
EDITORA: SUMA, CORTESIA
ISBN: 9788556510167
GÊNERO: ROMANCE HISTÓRICO
PUBLICAÇÃO: 2016
PÁGINAS: 336
SKOOB

Depois da última dança foi um livro que chegou para mim e ficou um bom tempo esperando para ser lido na estante. Sabia do que se tratava, cheguei a iniciar a leitura algumas vezes, mas não era embalado pela história. Até que, por acaso, decidi pegar o livro e pensei: “agora vai!”. E foi. A surpresa foi extremamente positiva, terminei o livro com um sorriso no rosto.

Estação de King´s Cross, 1943. Rose chega a Londres querendo se entregar a uma vida de romance, glamour e dança, e para isso ela escolhe o Rainbow Corner, o mais famoso salão de dança da cidade. Enquanto a Segunda Guerra Mundial entra em seu momento final, Rose se apaixona perdidamente por um piloto, mas terá que lidar com as reviravoltas do destino antes que a guerra chegue ao fim.

Las Vegas, dias atuais. Uma linda mulher vestida de noiva entra em um bar procurando alguém para se casar com ela. Quando Leo assume o papel e diz “sim”, ele não tem nenhuma ideia da situação em que está se metendo. Quem será Jane, a mulher misteriosa? Quando Jane e Rose, agora uma senhora de idade, se conhecem, a fagulha da discórdia se acende. Mas acontecimentos que elas não podem controlar fazem com que o tempo se torne um bem muito precioso. Depois da última dança conta a extraordinária história dessas duas mulheres, separadas pelo tempo, mas ligadas pelo destino. Um romance que fará com que você acredite no poder do amor.

O livro se divide em duas narrativas, o que torna a leitura muito mais dinâmica, mostrando a época da guerra, quando conhecemos Rose, e os dias atuais, onde temos a chance de conviver com Jane. Apesar disso, quando chegamos à mocinha do presente, nos deparamos com uma situação um tanto inesperada e estranha para o leitor (pelo menos foi o que aconteceu comigo). Jane chega num bar após desistir de um casamento e conhece Leo. Os dois estão em Las Vegas e simplesmente decidem se casar. A forma como isso foi tratado na história me desagradou um pouco, fazendo com que não tivesse empatia com os personagens à primeira vista. Apesar disso, o desenrolar da história me fez mudar de opinião e aprender com os erros dos personagens.

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AVALIAÇÃO: 4/5 ESTRELAS
EDITORA: INTRÍNSECA, CORTESIA
ISBN: 9788551002773
ANO: 2018
PÁGINAS: 352
SKOOB

A forma da água foi uma história que ganhou destaque no início desse ano, com o lançamento de seu filme e por suas respectivas indicações ao Oscar, recebendo a estatueta de melhor filme. Ouvi comentários de sua originalidade e que era algo pouco convencional, causando em mim certa curiosidade. Na mesma época, saiu a versão da história em formato de livro, o que, para mim, como qualquer leitor, virou um motivo a mais para conhecer a tão falada história. Quando surgiu a oportunidade, não imaginei que a leitura seria tão arrastada. Quase um mês depois consegui terminá-lo. E, dias depois disso, ainda não amadureci um posicionamento consistente da história. Espero que com essa resenha consiga mostrar os meandros e pormenores de tudo isso.

Estamos em 1962 e, para Elisa Esposito, todos os dias são iguais. Muda e órfã, ela leva uma vida monótona em seu emprego de faxineira na Occam, um centro de pesquisas espaciais em Baltimore, Estados Unidos. Se não fosse por Zelda, sua melhor amiga, e Giles, seu gentil vizinho, mal teria forças para sair da cama. Até que, certa noite, ela vê em um dos laboratórios algo que jamais deveria ter visto: o recurso mais precioso e inteligente da Occam. Um homem-anfíbio, capturado na Amazônia, chamado de deus Brânquia pelo povo local e que será estudado e utilizado em prol dos avanços tecnológicos do país durante a Guerra Fria.

O ser é assustador, mas também majestoso, detentor de uma linguagem própria e capaz de entender emoções. Juntos, mulher e criatura aprendem a se comunicar, e logo o afeto que surge entre os dois se transforma em amor, um amor que dará um novo sentido à existência de Elisa. No entanto, acontecimentos do destino podem atrapalhar a relação entre ambos, uma vez que o deus foi capturado para fins de guerra e, por isso, precisa ser dissecado e morto antes que os inimigos russos coloquem as mãos nele.

Antes mesmo de iniciar a leitura, já imaginava que seria devagar, mas não imaginava o quanto. Já conhecia o trabalho de Del Toro assistindo O labirinto do fauno e lembro de como aquele filme me deixou com certo incômodo, principalmente pela maneira que a narrativa era conduzida. Acreditei ser algo característico do próprio diretor, logo, já esperava algo semelhante em A forma da água, e foi justamente o que encontrei. Não vou dizer que seja algo ruim, mas, para quem não está acostumado (tipo eu), pode causar certo estranhamento, junto à necessidade de deixar a mente aberta para o que vier.

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segunda-feira, 13 de agosto de 2018

AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: PARALELA, CORTESIA
ISBN: 9788584391172
ANO: 2018
PÁGINAS: 248
SKOOB 

Em pedaços foi dos livros que chegou ao acaso nas minhas mãos, sem saber muito o que me esperava. Sabia apenas que era um new adult e que talvez fosse mais uma das inúmeras histórias do gênero que vemos por aí. Apesar disso, simpatizei com a capa e decidi solicitar. Quando chegou, fiquei surpreso pelo pouco número de páginas e em questão de poucos dias iniciei a leitura, pois precisava de algo leve para relaxar. Que surpresa agradável eu tive!

Em uma releitura de A bela e a Fera, Em pedaços conta a história de Olivia Middleton, uma jovem de 22 anos que tem tudo na vida. Linda, inteligente e caridosa, a garota guarda um segredo terrível, que a separou das duas pessoas que realmente importavam na sua vida. Por causa disso, ela deixa Manhattan e toda a vida de sonhos para morar na região litorânea do Maine e cuidar de um ex-combatente da guerra. O que ela menos esperava era encontrar um jovem da mesma faixa etária que a sua, com temperamento sombrio e um olhar penetrante repleto de dor e mistério. Paul Langdon, ex-combatente, vê sua vida mudar após passar um trauma na guerra que muda totalmente a maneira com a qual se via no mundo, acarretando também uma exclusão total da sociedade. A chegada de Olivia pode trazer a chance de se ter algo novo, mas o passado e suas marcas, tanto físicas quanto emocionais, ainda batem à sua porta.

Sabe aquele livro que você não espera nada e depois que lê fica com gostinho de quero mais? Apresento-lhes Em pedaços (o que acalenta é saber que é o primeiro de uma trilogia). A história tem uma narrativa fluida, que envolve o leitor, fazendo com que ele torça pelos personagens. Estes são bem construídos e me identifiquei com eles desde o início. Antes da leitura, imaginava que Olivia seria o tipo de garota mimada que tem tudo na vida ou algo do gênero, mas descobri alguém que se culpa pelo que aconteceu no passado (é descoberto ao longo da história o ocorrido) e vê a oportunidade de cuidar de Paul como uma rota de fuga. Paul, por outro lado, também guarda as marcas do passado e acredita que por causa delas não conseguirá seguir em frente.

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terça-feira, 7 de agosto de 2018

AVALIAÇÃO: 4/5
EDITORA: SEGUINTE, CORTESIA
ISBN: 9788555340635
GÊNERO: YA CONTEMPORÂNEO
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 392
SKOOB

Dias de Despedida é o livro de estreia de Jeff Zentner, que recentemente até esteve no Brasil divulgando seu trabalho na Flipop.

A trama do livro já promete mexer com o emocional do leitor: Carver, o protagonista, acabou de perder seus três melhores amigos em um acidente de carro. O motivo? O amigo que estava dirigindo se distraiu enquanto respondia uma mensagem enviada por Carver.

O livro irá trabalhar essa questão da perda, do luto e também da culpa que o personagem sente por ter enviado a mensagem que, supostamente, causou tudo aquilo.

Temos aqui um YA contemporâneo instigante e com um tom de sensibilidade ao abordar questões como a amizade, algo tão presente na vida de qualquer pessoa, principalmente dos adolescentes que compõem o público alvo da obra.

Apesar da temática pesada, a leitura flui e é bem rápida. É uma boa opção de contemporâneo tranquilo para ler e passar o tempo e, mesmo assim, com personagens e tramas que não são superficiais.

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AVALIAÇÃO: 4/5
EDITORA: SUMA, CORTESIA
ISBN: 9788556510631
GÊNERO:  SUSPENSE
PUBLICAÇÃO: 2018
PÁGINAS: 235 SKOOB

Gosto de conhecer autores que são considerados por suas obras clássicas. E foi por esse motivo que escolhi conhecer a escrita de Shirley Jackson, que além de ter influenciado autores de terror aclamados como Stephen King e Neil Gaiman, seus livros são leitura obrigatória em diversas escolas americanas. King opina sobre esse título em particular: “A história de casa mal-assombrada mais próxima da perfeição que eu já li.

Recebi com muita animação essa sinistramente linda edição da Suma, a ilustração da capa está com um toque perfeito e a capa dura deixou o trabalho ainda mais bem apresentado, em tons degradês entre o laranja e o marrom.

A história está dividida em nove capítulos que são subdivididos em no máximo 8 partes. Toda primeira página do capítulo conta com a fonte em tamanho maior que as demais.

Por ter sido publicado originalmente em 1959, o livro possui algumas palavras desconhecidas, mas isso não atrapalha a narrativa, elas podem até mesmo ser ignoradas para não atrasar a leitura.

John Montague é doutor em filosofia, formado em antropologia e apaixonado por analisar manifestações sobrenaturais, por esse motivo decide alugar a Casa da Colina por três meses e levar para lá um grupo de assistentes, para que pudesse observar as causas e consequências de transtornos psíquicos causados pela convivência em ambientes hostis e aterrorizantes. Seu objetivo principal é que, mais tarde, pudesse publicar uma obra respeitável sobre o assunto.

Depois de uma análise criteriosa em possíveis candidatos para sua equipe, ele consegue enviar meia dúzia de cartas, obtendo apenas quatro respostas positivas e, destas, apenas Eleanor Vance de 32 anos decide realmente ir, para se livrar por um verão de sua irmã e cunhado, ambos mesquinhos, e de sua chata sobrinha. Além de Eleanor, a impetuosa artista Theodora aceita o convite de última hora e também vai até Hillsdale, após brigar com a mulher com a qual divide seu apartamento. A dona da casa, a Sra. Sanderson, sabendo das intenções do dr. Montague e querendo se ver livre de seu jovem, libertino e nada confiável sobrinho, exige que este permaneça durante o verão na casa e acompanhe os visitantes.

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A narrativa acontece em terceira pessoa, mas percebemos que o foco está na personagem da Eleanor Vance, desde o momento que ela decide roubar o carro da família, deixando para trás apenas a informação de que foi convidada do dr. Montague, mas sem dizer o local onde passará o verão, para não ser encontrada.

Imagino que a senhora saiba o que está pedindo, vindo aqui? Imagino que tenham lhe avisado, lá na cidade? Já ouviu alguma coisa sobre este lugar? Página 32

Chegando na casa, Eleanor se depara com o estranho zelador Dudley, tendo dificuldades em acessar a casa, já que foi a primeira a chegar, antes mesmo do anfitrião. Em seguida conhece sua esposa, a esquisita governanta sra. Dudley, que usa apenas frases decoradas, não sendo nada simpática. Ela faz apenas seu trabalho e parece extremamente desconfiada e até mesmo suspeita.

Não fico depois de pôr o jantar, a sra. Dudley prosseguiu. Não depois que começa a escurecer. Vou embora antes de a escuridão chegar. Página 39

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sexta-feira, 27 de julho de 2018

AVALIAÇÃO: 4,5/5
EDITORA: SEGUINTE, CORTESIA
ISBN: 9788555340673
GÊNERO: ROMANCE, JOVEM ADULTO
PUBLICAÇÃO: 2018
PÁGINAS: 445 SKOOB

Sempre quis ler “Cartas de amor aos mortos” e infelizmente não tive ainda a oportunidade, por essa razão e por ter sempre lido boas críticas sobre esse primeiro sucesso da americana Ava Dellaira, escolhi Aos dezessete anos.

Apesar de não ter gostado da capa, algo na sinopse me deixou fascinada, inclusive quando o livro chegou em casa, passei essa leitura na frente de tudo o que estava lendo.

Desde o início da leitura, a vontade era de ler ininterruptamente a história contada alternadamente por mãe (Marilyn) e filha (Angela ou simplesmente Angie) de forma tão apaixonante e verdadeira, quando ambas têm a idade de dezessete anos.

Em alguns momentos me vi querendo apenas saber de Marilyn, mas ao chegar a vez de Angie contar sua história, também não dava vontade de deixá-la ser interrompida para que Marilyn retornasse.

Aparentemente, Angie vive uma vida perfeita ao lado de uma mãe maravilhosa e dedicada, porém percebe-se que há algo de errado no luto permanente que a mãe sofre, impedindo-a e ser verdadeiramente feliz. Além disso, ambas são extremamente diferentes quanto à aparência. Enquanto Marilyn tem cabelos dourados e o rosto pálido, Angela é mestiça e não consegue arrancar nenhuma informação que ajude a construir uma imagem de seu pai e do passado que a mãe evita a qualquer custo contar, chorando sempre que é abordado o assunto.

“É, te entendo. Quer dizer, você tem que ser quem as pessoas que ama esperam que você seja. E nem sempre é você mesmo, infelizmente.” Página 29

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quinta-feira, 26 de julho de 2018

AVALIAÇÃO: 4/5
EDITORA: SUMA, CORTESIA
ISBN: 9788556510594
GÊNERO: FANTASIA, FICÇÃO, JUVENIL
PUBLICAÇÃO: 2018
PÁGINAS: 296 SKOOB

Fiquei super feliz e até emocionada quando vi que a Roberta Spindler estava lançando seu segundo título, dessa vez pela Suma, selo do Grupo Companhia das Letras. Em 2015 li seu primeiro livro, “A torre acima do véu” e a partir dele escrevi minha primeira resenha, mesmo não sendo aqui para o blog, foi bastante marcante para mim. E, mesmo não conhecendo a Spindler pessoalmente, fico satisfeita pelo fato dessa autora belenense ter dado esse passo tão importante e de sucesso em sua carreira.

Além de ter escolhido Heróis de Novigrath por já conhecer a escrita de Roberta em seu livro anterior e ter gostado de sua história pós-apocalíptica, a sinopse me deixou intrigada por se mostrar um enredo bastante atual, onde o mundo virtual faz tanto sucesso no real, atraindo jovens em busca de distração, fama e poder.

No entanto, o que eu considerei que seria uma leitura interessante e relaxada, me deu bastante trabalho e momentos de pesquisa e anotações, já que nunca fui boa em jogos de vídeo game e sempre tenha preferido o mundo literário ao dos desafios competitivos de uma partida de jogo qualquer. E apesar de ser professora de informática, me adaptar ao linguajar e abreviações típicas desse mundo virtual, não foi tarefa fácil para mim, vou dar alguns exemplos: ggwp, MOBA, eSport, gank, pro-players, rage, feedar, x1, hater, elojob, playoff, farmar, call, pick-off…

Demorei um pouco para me conectar com o enredo, ainda mais porque no início sempre ocorre a apresentação dos personagens, então a leitura foi um tanto arrastada. Mas depois que me familiarizei, tudo isso melhorou bastante.

HdN – Heróis de Novigrath é um jogo de sucesso da empresa Noise Games e que domina o mercado internacional há cerca de 15 anos, lançando anualmente uma nova temporada, além de concorridos campeonatos mundiais, uma infinidades de produtos e até mesmo uma série de filmes. Porém, à medida que o número de fãs e de pessoas que comentam e vivenciam as partidas aumentam, o poder e influência dos personagens do jogo também, possibilitando fundir o mundo virtual com o real.

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quarta-feira, 25 de julho de 2018

AVALIAÇÃO: 4/5
EDITORA: SEGUINTE, CORTESIA
ISBN: 9788555340598
GÊNERO: JOVEM ADULTO
PUBLICAÇÃO: 2018
PÁGINAS: 352
SKOOB

Quem não ama uma boa história de amor? Principalmente aquele amor juvenil, amor de verão. Esse tipo de amor é sempre especial, e no livro Queria que você me visse, escrito pela autora Emery Lord e publicado no Brasil pelo selo Seguinte da Companhia das Letras, temos esse amor de verão para nos apaixonarmos completamente.

Na história conhecemos Vivi e Jonah, dois jovens que acabam se cruzando e se apaixonando em um verão na Califórnia. Enquanto Jonah é mais recatado e sempre mantêm uma postura mais séria, Vivi é toda sentimento e leveza, os dois que parecem não ter nada em comum à primeira vista, se apaixonam e descobrem que há muito mais em comum entre eles do que eles poderiam imaginar.

Jonah amadureceu cedo porquê foi preciso, ele precisa cuidar de seus irmãos mais novos, após a morte de seu pai sua mãe entrou em depressão profunda e passa seus dias dentro do quarto e não consegue mais cuidar de seus cinco filhos, por este motivo Jonah assume, ao lado de seu irmão, a missão de cuidar da família. Ele se torna um adulto responsável e deixa de lado sua juventude.

Vivi já passou por momentos difíceis na vida, mas apesar de conhecer o lado ruim ela mantém uma postura otimista e quer deixar sua marca em todo lugar que passa. Ao ter a chance de passar o verão com sua mãe em um cidadezinha na Califórnia, ela decide que vai aproveitar cada segundo e assume o risco de largar sua medicação por conta própria, mesmo que isso possa lhe causar alguns danos.

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AVALIAÇÃO: 3,5/5
EDITORA: HARPER COLLINS, CORTESIA
ISBN: 9788595081758
GÊNERO: FICÇÃO CIENTÍFICA, JUVENIL
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 240
SKOOB

À primeira vista, o título Uma Dobra no Tempo já desperta uma curiosidade imensa sobre a história. Quando o vi pela primeira vez, instantaneamente me apaixonei pela capa e já quis lê-lo para descobrir sobre o que se tratava a história.

Escrito pela autora Madeleine L’Engle, e publicado no Brasil pela editora Harper Collins, neste título conhecemos Meg Murry, uma garota que apesar da pouca idade, já aprendeu que na vida as coisas não são muito fáceis. Meg sente muito a falta de seu pai, um cientista muito importante que acabou desaparecendo misteriosamente, e esse desaparecimento repentino afetou muito a garota, que busca explicações para o ocorrido sem obter muito sucesso.

Em uma noite que parecia ser comum, a família de Meg recebe a visita de uma senhora muito peculiar, que atende pelo nome de sra. Quequeé, e promete levar a garota ao encontro de seu pai, desde que ela a acompanhe em uma viagem que literalmente irá fazer uma dobra no tempo. Apesar de desconfiar das intenções dessa estranha senhora, Meg, acompanhada de seu irmão Charles, e de seu amigo Calvin, resolve dar um voto de confiança e parte em uma aventura pelo tempo e espaço, onde novas criaturas e novas realidades aparecerão em seu caminho.

Com um ritmo leve, e uma escrita fácil, Uma Dobra no Tempo me agradou demais. Apesar de ser uma história que aborda muito alguns conceitos de ciências, e algumas teorias sobre o tempo e espaço, a autora conseguiu fazer com que o livro ficasse muito fácil de ser entendido, e isso é uma coisa que precisa muito ser levada em conta, pois o público alvo é o público juvenil, e é extremamente importante facilitar a leitura para que o ritmo da história não acabe se perdendo.

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segunda-feira, 23 de julho de 2018

AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: SEGUINTE, CORTESIA
ISBN: 9788555340659
GÊNERO: JOVEM ADULTO
PUBLICAÇÃO: 2018
PÁGINAS: 400
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O Clube dos Oito, escrito por Daniel Handler e publicado no Brasil pelo selo Seguinte da Companhia das Letras, nos conta a história de Flannery Culp, uma garota que precisa contar a sua versão da história de um assassinato no qual está envolvida.

Narrado em primeira pessoa e construído como se fosse um diário escrito pela nossa protagonista, no livro o autor Daniel Handler nos guia por uma história que à primeira vista pode parecer só mais uma de tantas outras histórias sobre jovens, mas assim que vamos nos aprofundando e conhecendo mais os personagens, descobrimos que ele não é só mais um entre tantos outros.

Aqui conhecemos o Clube dos Oito, um grupo de oito jovens amigos que mantêm uma forte amizade, entre eles há romance, segredo e conflitos, mas eles nunca abrem mão da amizade, e sempre a celebram em jantares minuciosamente planejados, que mais parecem um ritual, principalmente quando não sabemos o que há por trás das intenções de cada um.

Como estamos presos ao ponto de vista de Flannery, conhecemos os outros personagens pela visão dela, mas ainda assim conseguimos identificar a personalidade de cada um deles, e torcer por eles, mesmo sabendo que estão envolvidos em um crime e que provavelmente todos são culpados pelo ocorrido.

Desde o início, sabemos que um crime foi cometido em um dos jantares do Clube dos Oito, mas além disso não sabemos quase nada, então é muito divertido descobrir os fatos conforme Flannery vai contando a sua versão da história, tudo parece um quebra-cabeça e ela vai dando as peças para montarmos e descobrirmos o que de fato aconteceu. O livro se torna extremamente cativante, principalmente pelo fato de que a nossa protagonista é muito interessante e sabe como prender a nossa atenção.

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