quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Avaliação: 3,5/5
Editora: Suma de Letras, Cortesia
ISBN: 9788556510327
Gênero: Suspense
Publicação: 2017
Páginas: 200
Skoob

A primeira coisa que chama a atenção em Sempre vivemos no castelo, de Shirley Jackson, é a edição feita pela Companhia das Letras. A capa dura traz um degradê entre roxo e rosa e uma ilustração que condiz perfeitamente com a história. Por dentro, o livro também é lindo. Escrito em 1962, a obra foi relançada este ano no Brasil e conta a história da curiosa família Blackwood.

As irmãs Constance e Mary Katherine, apelidada carinhosamente de Merricat, moram com seu tio Julian e têm o objetivo de manter a perfeita harmonia da casa. Seis anos antes, uma tragédia aconteceu na família Blackwood e o tempo não foi capaz de apagar essas marcas. Na época, todos os outros membros da família morreram envenenados e Constance foi acusada do crime. Sem provas que a incriminassem, ela foi absolvida pela polícia, mas suas vidas nunca mais foram as mesmas.

Apesar de sua absolvição, os moradores da cidade nunca deixaram de a incriminar e desde então o restante da família Blackwood é perseguido. Na casa da família, uma rotina estranha se estabeleceu. Constance, a irmã mais velha, é responsável por cuidar da caçula e do tio e, por nenhum motivo, coloca os pés para fora da propriedade. O tio Julian ocupa seus dias relembrando os acontecimentos da fatídica manhã em que sua família fora envenenada, enquanto Merricat, com dezoito anos, ainda tem um comportamento muito infantil e é obcecada por manter a família em ordem, protegendo-a a qualquer custo. Ela é responsável por fazer as compras na cidade e, muitas vezes, ao ser perseguida pelos outros moradores, imagina como seria se todos eles estivessem mortos.

O perfeito equilíbrio da estranha família se esvai com a chegada do primo Charles. A narrativa é sob o ponto de vista de Merricat e é a partir de seus pensamentos que vemos como Charles age de forma oportunista, com o objetivo de tomar para si as riquezas que a família deixou, fazendo a cabeça de Constance e tentando se livrar de Mary Katherine e do tio Julian. Após a chegada do primo, mais uma tragédia cai sobre a família Blackwood e aí vemos, mais uma vez, como as irmãs tentam reconstruir sua família.

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Avaliação: 5/5
Editora: Companhia das Letras, Cortesia
ISBN: 9788535929133
Gênero: Biografia, Autobiografia, Memórias, História, Não Ficção
Publicação: 2017
Páginas: 704
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“Lima Barreto” é um autor celebrado pelo Brasil todo. Ainda hoje, suas obras são lembradas, estudadas e interpretadas nas aulas de português, por estudiosos ou até mesmo admiradores da literatura brasileira. Não é a toa que na Festa Literária de Paraty deste ano o autor foi escolhido para ser o homenageado e a historiadora Lilia Moritz Schwarcz lançou sua nova obra, Lima Barreto – Triste visionário. Após algumas décadas trabalhando a virada do século XIX pro XX, abordando questões raciais, a vida do imperador e da corte, a figura de Lima sempre aparecia as margens, até o momento em que Lilia Moritz decide dar uma atenção exclusiva ao autor e dedicar a ele essa biografia. Logo na introdução a autora se abstém do título de grande biografia de Lima, atentando para o fato que sua obra é uma demanda do presente, em virtude do combate a uma invisibilidade social de negros e afrodescendentes no Brasil. Nesse sentido, cita o trabalho de Francisco Assis, primeiro biógrafo a se dedicar sobre a obra do romancista. E vai um pouco além, afirmando a existência de um posicionamento político de Lima Barreto, sendo este presente em seus textos.

Por se tratar de um trabalho biográfico, a autora percorre todos os momentos da vida de Lima, desde o nascimento até a morte. Paralelo a isso, Lilia realiza um esforço válido e bem construtivo de ir tecendo um panorama histórico sobre a história do país, procurando estabelecer relações entre o que acontecia e a vida de Lima Barreto. Nesse sentido, o livro se mostra denso em número de páginas, mas rico em conteúdo. Além disso, a autora se utiliza de inúmeras fontes de período, por exemplo, jornais e imagens, para ir construindo uma narrativa que encanta e faz querer saber mais. Logo na introdução do livro (que achei maravilhosa) a autora estabelece uma relação bem legal entre biógrafo e biografado no sentido de se aproximar de Lima, personagem que já aparecia em suas pesquisas deste o doutorado, mas que nunca havia conseguido se deter com mais atenção. Nesse sentido, a impressão que a autora dá ao leitor é uma proximidade tão grande com o personagem que parece serem velhos amigos, fazendo com que queira se saber mais sobre sua vida.

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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Avaliação: 4/5
Editora: Companhia das Letras, Cortesia
ISBN: 9788535929447
Gênero: Policial, Suspense, Thriller
Publicação: 2017
Páginas: 432
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Depois de três livros lidos do Raphael Montes, posso afirmar que ele realmente se destaca atualmente na literatura brasileira, principalmente por resgatar o gênero policial. Suas obras são bem construídas e seguem um ritmo frenético, de forma que a leitura é feita muito rapidamente, pois ele envolve o leitor de uma maneira sem igual, fazendo com que você não queira parar de ler até chegar no final e ver o que acontece. Foi isso que aconteceu quando fiz a leitura de Suicidas, meu livro favorito dele até o momento.

Já fazia um bom tempo que eu queria conferir essa obra, que foi o primeiro livro escrito pelo autor, quando tinha apenas dezenove anos. Quando a Editora Companhia das Letras lançou uma nova edição da obra, não pude perder a chance. Comecei a leitura sem saber direito o que esperar da história. Logo de cara ficamos sabendo que algo muito estranho aconteceu com um grupo de jovens que foram encontrados mortos no porão de uma casa de campo após participar de uma roleta-russa. Um ano após o acontecido, as mães desses jovens são reunidas para tentar desvendar o que de fato aconteceu naquela ocasião e o que fez com eles resolvessem participar desse jogo que acabaria com a vida de todos.

A história é contada a partir dos relatos escritos por Alessandro, um dos suicidas, que tinha o sonho de escrever um livro e, a partir daí, escreveu minuciosamente o que aconteceu no local. Além disso, temos acesso também a anotações feitas antes do jogo. Os capítulos das anotações do Alessandro se intercalam com transcrições da investigação feita pela delegada Diana Guimarães e a conversa que ela está tendo com as mães para desvendar o que de fato aconteceu.

A partir dos relatos, conhecemos a história de nove jovens que tinham um futuro promissor pela frente e acabaram se deixando envolver por um jogo misterioso que acabaria com a vida de todos. Cada um tinha sua motivação e teve sua vida entrelaçada aos outros oito jovens. Uma vez dentro do jogo, não seria mais possível sair.

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AVALIAÇÃO: 4,5/5
EDITORA: SUMA DE LETRAS, CORTESIA ISBN: 9788573026481 GÊNERO: FANTASIA, TERROR
PUBLICAÇÃO: 2007
PÁGINAS: 416
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Atenção: essa resenha pode conter spoilers do volume anterior!

Após a leitura do primeiro volume da série “A Torre Negra” confesso que, apesar de ter amado o livro, simplesmente precisei de um tempo para digerir os acontecimentos confusos da introdução à grande aventura de Roland em busca da misteriosa Torre Negra e adiei a leitura de sua sequência, em parte com receio de acabar sendo uma leitura cansativa. Por esse motivo, optei por fazer uma leitura mais lenta desse segundo volume – A escolha dos três – e, surpreendentemente, foi difícil me ater a essa decisão. O fato é que a escrita do autor é tão viciante (e evoluiu tanto de um volume para o outro) que se torna impossível largar a história.

Em A escolha dos três nos deparamos com Roland seguindo uma nova etapa de sua busca pela Torre Negra. Após o “confronto” com o homem de preto no volume anterior, ele desperta em uma praia deserta, com monstros aos quais chama de “lagostrosidades” o atacando. Durante o ataque desses monstros, Roland acaba ferido, perdendo dois de seus dedos da mão e correndo sério risco de vida por conta do veneno das criaturas. Sem saída dessa situação, Roland começa a definhar de dor e parece esse ser seu fim, mas eis que surge uma estranha porta no meio da praia que, ao ser aberta, leva diretamente para a mente de Eddie Dean: um jovem viciado em drogas que se encontra em um avião transportando cocaína colada ao corpo – em um mundo que Roland não conhece. Esse é o primeiro dos três companheiros de jornada d’O pistoleiro que vamos conhecer nesse volume. Os outros dois são uma mulher esquizofrênica que tem as pernas amputadas, e um assassino em série.

Essas pessoas foram predestinadas a cruzar seu caminho com o de Roland, tal qual o Homem de Preto previu nas cartas de tarô. Embora eles não sejam pessoas “comuns”, todas eles contribuem, à sua maneira, na busca do protagonista pela Torre Negra. Continue lendo »


 

AVALIAÇÃO: 4/5 EDITORA: GUTENBERG ISBN: 9788582354537 GÊNERO: ROMANCE, FICÇÃO HISTÓRICA, JOVEM ADULTO PUBLICAÇÃO: 2017 PÁGINAS: 368 SKOOB

Às vezes, a história pode sair toda errada… Afinal, não é fácil ser rainha. E ela pode perder a cabeça.

Minha Lady Jane entrou na wishlist nos últimos tempos, depois de todo um burburinho que surgiu em torno do livro antes mesmo de ser lançado no Brasil. No universo booktube, o livro era comentado, e muito bem, diga-se de passagem. Quando fui ler a sinopse, não restou dúvidas: eu precisava ler o livro. Imagine a Inglaterra no século XVI, num contexto de dinastia Tudor, cercada com toda a pompa de reis e rainhas, mas também com criaturas mágicas. Pois é, hoje vamos falar de uma nova versão da história da rainha Jane Grey.

Inglaterra, século XVI, dinastia Tudor. O jovem Rei Eduardo VI está à beira da morte, e o destino do país é incerto. Para evitar que o poder caia em mãos erradas (leia-se: nas mãos de Maria Sangrenta), Eduardo é persuadido por seu conselheiro a nomear Lady Jane Grey, sua prima e melhor amiga, como a legítima sucessora. Aos 16 anos, a garota está em um relacionamento sério com seus livros até ser surpreendida pela trágica notícia de que terá de se casar com um completo estranho, que por sinal tem um talento que simplesmente esqueceram de contar a ela: a habilidade de se transformar em cavalo. Ah, e além disso, está prestes a se tornar a nova Rainha da Inglaterra! Da margem ao centro de um conflito político, Jane suspeita de que sua coroação na verdade esconde um grande plano conspiratório para usurpar o trono. Agora, ela precisa definitivamente manter a cabeça no lugar se… bem, se não quiser literalmente perder a cabeça.

A proposta de Cynthia, Brodi e Jodi era simplesmente maravilhosa e totalmente original. Para quem não sabe, sou formado em História e um dos períodos favoritos de se estudar é justamente a dinastia Tudor. Já conhecia a história de Jane e saber que ela está ganhando espaço num YA contemporâneo fez apenas com que eu ficasse ainda mais empolgado com a leitura. Ou seja, a expectativa para o livro era alta. Talvez esse tenha sido um pouco o meu erro, porque quando me deparei, encontrei algo totalmente diferente. Continue lendo »


AVALIAÇÃO: 3,5/5 EDITORA: GALERA RECORD, CORTESIA ISBN: 9788501109347 GÊNERO: ROMANCE, JOVEM ADULTO, GLBT PUBLICAÇÃO: 2017 PÁGINAS: 294 SKOOB

Começamos a leitura acompanhando Mark e Ryan, dois garotos gays que são melhores amigos. Mark sente algo a mais por Ryan, mas ele talvez não retribua esse sentimento da mesma forma. Nenhum dos dois é assumido, e, em uma ida a uma boate gay, Mark encontra Kate, sua colega da aula de cálculo com a qual ele nunca trocou uma palavra. Por algum motivo, ambos decidem começar uma amizade, mesmo que “à primeira vista”.

A história é narrada em primeira pessoa e dividida entre os pontos de vista de Mark e Kate. A menina também possui seu “plot próprio”. Insegura, ela está começando a se envolver com uma amiga de sua prima, e acompanhamos as incertezas de quem está vivendo o primeiro amor.

O trunfo da história está no fato de ela aparentar ser inofensiva, apenas um romance adolescente bobo, mas, na verdade, retratar de forma muito crível e condizente com a realidade esses dilemas pelos quais a maioria dos leitores já passou ou está passando. Ser apaixonado por alguém que é seu amigo e ter medo de estragar a relação que já existe, ou estar conhecendo alguém e ter insegurança do sentimento não ser recíproco são coisas que podem acontecer com qualquer um. Ainda mais na adolescência, época na qual tudo é bastante intenso.

Em “À primeira vista” os autores conseguem dar voz a esses sentimentos com maestria, levando o leitor a se identificar com os dilemas dos personagens e também a acreditar naquilo tudo. A leitura é bastante rápida e divertida, sendo uma boa pedida para passar o tempo e distrair a mente. Ao mesmo tempo, o livro passa boas mensagens e lições referentes à amizade, mas sem ser piegas e sem soar forçado.

“Apesar de não haver verdadeiros começos na vida, tem sempre alguma coisa que veio antes, há momentos que parecem um começo, e é sempre bom parar um segundo para apreciá-los.”

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Toda criança ama histórias! E esse universo pode ser apresentado através de adultos que leem para elas, que presenteiam com livros ou que leem para si próprios dando um exemplo que a criança certamente irá copiar. Cada um de nós leitores adultos, carrega recordações da infância sobre o tema. Quais ou qual livro marcou os tempos de criança? Alguns de nossos colunistas aqui do Viagens de Papel contam suas experiências literárias na infância:

Camila Tebet

“O menino do dedo verde”, de Maurice Druon, marcou a minha infância pois foi um dos primeiros livros que ganhei de presente dos meus pais. Na época, tinha um significado muito especial, pois Tistu, além de ser o nome do personagem principal da história, era também o nome do jardim de infância onde eu estudava, minha primeira escola, que tanto contribuiu para minha formação. O livro fala sobre educação e sobre transformação. Sobre o quanto cada um é capaz de contribuir para um mundo melhor por meio de suas ações. É uma história linda, que fala sobre diversos valores e questiona padrões da sociedade. Vale a pena conhecer!

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terça-feira, 10 de outubro de 2017

AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: PIXEL, CORTESIA
ISBN: 9788555460586 GÊNERO: HQ, QUADRINHOS, INFANTOJUVENIL PUBLICAÇÃO: 2016 PÁGINAS: 56 SKOOB

A história do filme em quadrinhos

E lá vem a Editora Pixel com mais uma excelente adaptação, do cinema diretamente para história em quadrinhos em cores, um lindo livro infanto juvenil.

Como sempre acontece, a febre de mais uma filme da Disney refletiu em: festas de aniversário temáticas, roupas, acessórios, brinquedos e outros tantos itens comercializados aos montes… Além do livro em quadrinhos que é o tem dessa postagem, há ainda a revista vendida pela Coquetel, com atividades diversificadas.

Moana é uma jovem que vive em uma ilha chamada Motunui, ela cresce ouvindo a história do bom coração da ilha-mãe Te Fiti e a forma com o semideus Maui roubou o coração da ilha, desaparecendo com ele, após encontrar e batalhar contra Te Kã, o demônio de lavas vulcânicas. Apesar de Moana saber que em breve liderará seu povo, sente que existe algo mais reservado para si mesma, além dos recifes, embora essa seja uma regra clara para todos ali, jamais ultrapassar o limite dos recifes.

Após alguns acontecimentos, essa linda moça de Motunui decide atender aos seus instintos e arriscar, partindo em busca de Maui, para que ele conserte os estragos que realizou no passado. O interessante é que Moana não inicia essa viagem de forma irresponsável, um dos motivos que a faz ir, é exatamente a preocupação com seu povo, já que a escuridão vem aumentando no último milênio, desde o desaparecimento do coração de Te Fiti, barcos tem desaparecido e o trabalho pesqueiro tem diminuído devido a escassez. O único problema é não saber velejar, nem saber onde encontrar o semideus.

Foto: Nara Dias/ Viagens de Papel

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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: PIXEL, CORTESIA
ISBN: 9788579023552 GÊNERO: HQ. QUADRINHOS, INFANTOJUVENIL PUBLICAÇÃO: 2016 PÁGINAS: 56 SKOOB

A história do filme em quadrinhos

Fiquei enlouquecida quando descobri essa linda coleção lançada pela Editora Pixel. Lembrei do gosto por minha infância tão bem vivida, lendo e relendo aqueles inúmeros livros da série: “Clássicos da Disney” ou o mais recente “Tesouro da Disney“.

Com aproximadamente 28 centímetros de altura, 21 de largura e 54 páginas, todos os títulos da série “A história do filme em quadrinhos“, como o próprio nome já diz, têm seus filmes homônimos, com adaptação do texto feita sob responsabilidade de Alessandro Ferrari.

O capricho não está apenas na edição de capa dura, mas em cada pormenor. A segunda e terceira capa por exemplo, levam um papel azul com as silhuetas dos personagens em laranja e bege, além disso, a qualidade da impressão e o material utilizado são excelentes.

Antes de iniciar a história, somos apresentados aos personagens. No caso de Zootopia, que é uma cidade fictícia, somos apresentados à alguns de seus moradores. Ler o pequeno texto introdutório de cada um  já instiga a curiosidade pelo enredo.

Outra grande sacada é a história ser em quadrinhos, valoriza as falas e cenas do filme. Nesse quesito, o único ponto parcialmente negativo é que, em determinados momentos, fiquei sem entender um ou outro quadrinho, talvez por não ter ainda assistido ao filme. Porém, retornando alguns quadrinhos e prestando uma melhor atenção à ilustração, foi possível compreender.

Foto: Nara Dias/Viagens de Papel

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AVALIAÇÃO: 4/5 EDITORA: V&R EDITORAS, CORTESIA ISBN: 9788576839194 GÊNERO: ROMANCE, ROMANCE ERÓTICO, ADULTO PUBLICAÇÃO: 2015 PÁGINAS: 304 SKOOB

Definitivamente a família dos Homens Marcados é cheia de homens maravilhosos e atormentados e apaixonantes. Confesso que todos já tem um espacinho reservado no meu coração, e a cada livro que leio da série fico ainda mais encantada com o universo bem família que a autora criou. Devo dizer que li os livros completamente fora de ordem, mas por se tratarem de histórias de personagens diferentes não fui muito afetada, mas ainda assim tive vários spoilers, então fica aí o aviso.

Armas da sedução é o terceiro volume da série e nos traz a história de Rome e Cora: dois personagens marcados pelo passado e com perspectivas diferentes para o futuro. Cora saiu de um noivado com o coração machucado e após tudo que lhe aconteceu ela investe todo seu entusiasmo em procurar o homem perfeito: alguém tranquilo, que lhe proporcione segurança, que não seja bad boy e lhe ame profundamente. E esse homem definitivamente não é Rome: um cara pra lá de quente, que acabou de voltar da guerra cheio de traumas pelo que aconteceu lá e está completamente sem rumo na vida. Porém, mesmo que ambos não procurem ou desejem um relacionamento um com o outro, a atração que há entre eles é inegável e só uma questão de tempo até se renderem a ela e perceberem que tem mais coisa aí do que pode parecer.

Cora e Rome são um contraste de casal e, talvez exatamente por esse motivo, eles são perfeitos um pro outro. Eles são interessantes de acompanhar porque, à primeira vista, são o oposto um do outro, mas conforme o relacionamento deles começa a caminhar, vamos vendo pequenas semelhanças, vendo como eles completam um ao outro.

Cora é aquele tipo de personagem alegre, que tem todos os trejeitos de mulher delicada – tanto que seu apelido é tinkerbell – mas que se necessário ela bota pra quebrar e usa sua língua afiada sem qualquer hesitação. É essa sua determinação e seu pulso forte que começa a fazer o Rome botar a vida nos trilhos. Aliás, por falar em Rome, o que ele enfrenta após retornar do Afeganistão é de partir o coração de qualquer um. Ele está quebrado por dentro, e isso faz com que ele desconte toda sua tristeza, raiva e frustração nos outros. Mesmo assim, agindo de maneira tão grossa, todos a sua volta o amam e se preocupam com ele, e é tocante acompanhar tanto zelo por alguém que obviamente não está na melhor fase de sua vida. Continue lendo »