Um sorteio absolutamente fantástico!

Participe do nosso sorteio e concorra a um exemplar do livro “Uma coisa absolutamente fantástica”, do autor Hank Green. O sorteio de 1 exemplar acontecerá no dia 01/12.

LINK DO SORTEIO: https://www.yesfb.com/promocoes/144785

Leia as regras:

* Curtir e seguir a nossa página Viagens de Papel [https://www.facebook.com/viagensdepapel];

* Curtir e compartilhar a imagem oficial da promoção;

* Marcar na imagem oficial ao menos 3 amigos;

* Residir em território nacional (Brasil).

O ganhador tem até 2 dias para reclamar o prêmio ou será sorteado um novo ganhador.
O ganhador receberá o prêmio em até 45 dias.
O prêmio será enviado ao ganhador sem custos.

A promoção é válida de 7/11 a 30/11/2018, às 23:59h.

Sinopse:

Em seu aguardado livro de estreia, Hank Green traz a história original e envolvente de uma jovem que se torna uma celebridade sem querer – mas logo se vê no centro de um mistério muito maior do que poderia imaginar.

Enquanto volta para casa depois de trabalhar até de madrugada, a jovem April May esbarra numa escultura gigante. Impressionada com sua aparência – uma espécie de robô de três metros de altura -, April chama seu amigo Andy para gravar um vídeo sobre a aparição e postar no YouTube. No dia seguinte, a garota acorda e descobre que há esculturas idênticas em dezenas de cidades pelo mundo, sem que ninguém saiba como foram parar lá. Por ter sido o primeiro registro, o vídeo de April viraliza e ela se vê sob os holofotes da mídia mundial.
Agora, April terá de lidar com os impactos da fama em seus relacionamentos, em sua segurança, e em sua própria identidade. Tudo isso enquanto tenta descobrir o que são essas esculturas – e o que querem de nós.
Divertida e envolvente, essa história trata de temas muito relevantes nos dias atuais: como lidamos com o medo e o desconhecido e, principalmente, como as redes sociais estão mudando conceitos como fama, retórica e radicalização.

 

Boa sorte!

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

AVALIAÇÃO: 4/5
EDITORA: PARALELA, CORTESIA
ISBN: 9788584391257
GÊNERO: ROMANCE
PUBLICAÇÃO: 2018
PÁGINAS: 280
SKOOB

Os números do amor foi um livro que solicitei ao acaso, sem saber muito o que esperar. Li a sinopse por cima, conseguindo ter dimensão do que encontrar. A vinda do livro veio em boa hora, pois eu necessitava de algo leve e descontraído, então logo iniciei a leitura. Antes, reli a sinopse com mais atenção e qual não foi a minha surpresa quando descobri que o livro possuía um teor erótico. Confesso que fiquei um pouco apreensivo, como acontece toda vez que leio um livro desse gênero. Não sei quais caminhos a história irá levar, e dependendo disso a minha avaliação pode oscilar. Os números do amor ficou em algo médio com certos picos maiores. E vou tentar explicar o porquê.

Stella é uma econometrista talentosa que tem tudo na vida: um emprego garantido, uma vida estável, moradia boa, carro moderno. Todavia, não conseguiu arrumar um namorado ainda, algo que sua mãe insiste em lembrá-la. Só que Stella tem Asperger, um transtorno do espectro autista caracterizado por dificuldades nas relações sociais. Se para ela a análise de dados é uma tarefa simples, lidar com os embaraços que uma interação cara a cara pode trazer parece uma missão impossível.

Diante disso, Stella toma uma decisão e bola um plano um tanto diferente: contratar um acompanhante para ensiná-la a ser uma boa namorada. Em sua pesquisa, encontra Michael Phan. Este usa seu charme e aparência para conseguir um dinheiro extra e pagar uma pilha cada vez maior de contas. O acompanhante tem uma única regra: nunca se encontrar com a mesma cliente duas vez. Contudo, ele cede a tentação de quebrá-la quando Stella entra em sua vida com uma proposta nada convencional. Com o passar do tempo e ficando cada vez mais juntos, veem-se completamente envolvidos pela relação. Ele, pelo brilhantismo de Stella; ela, por quebrar uma série de regras e rotinas que se pusera ao longo de uma vida toda.

De livros com teores eróticos já se espera uma fórmula pronta: a menina querendo se libertar; o rapaz experiente querendo levá-la para um mundo totalmente diferente do que ela estava acostumada; trezentas páginas de cenas de sexo. Não querendo ser pessimista, mas é exatamente assim. Quando vi na sinopse que a protagonista tinha Asperger, um alerta se acendeu, pois dois caminhos poderiam ser tomados: a história seria de superação ou o tema seria tratado de uma maneira errônea fazendo com que a leitura não rendesse tanto. Porém, descobri que a própria autora do livro, Helen Hoang, tem Asperger, o que de certo modo me deixou mais seguro para fazer a leitura sem julgamentos prévios. Só me deixar levar pelo momento.

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Avaliação: 3,5/5
Editora: Galera, Cortesia
ISBN: 9788501114433
Gênero: Contos
Publicação: 2018
Páginas: 256
Skoob

Escrito por três jovens autoras brasileiras, Heroínas é um livro que traz três contos baseados nas histórias de cavaleiros medievais, batalhas épicas que foram retratadas ao longo do tempo mostrando diversos heróis e representando os embates contra o mal. Ao longo do tempo, esse cenário foi mudando, mas ainda assim apenas homens eram representados salvando o mundo. Nada justo, não é mesmo? Afinal de contas, as mulheres possuem muita força, garra e determinação. E, juntas, são capazes de tudo.

Por esse motivo, Heroínas é um livro empoderador, que dá voz às mulheres e mostra o poder da união e da sororidade. O primeiro conto, “Uma por todas, todas por uma”, escrito por Laura Conrado, foi o que eu mais gostei, talvez pela temática retratada na história. Aqui, conhecemos a história de Daniela d’Artagnan (sim, a história é baseada nos Três Mosqueteiros!), uma garota que irá prestar vestibular para Medicina Veterinária e é apaixonada por animais. Devido à sua paixão, ela está se voluntariando na ONG Mosqueteiros, protetora dos animais. Por mais que ela sonhe em trabalhar com a ONG, vai descobrir uma realidade bem diferente da que imaginava e será a responsável, junto com as amigas Agnes, Poli e Aline, por salvar a instituição.

O próximo conto, “Formandos da Távola Redonda”, foi escrito por Pam Gonçalves e já fazia tempo que eu queria ler algo escrito por ela. Nesta história, Pam retrata a saga de algumas garotas para salvar a formatura do ensino médio, já que um roubo à escola fez com que perdessem todo o dinheiro arrecadado. Há apenas 8 semanas da formatura, Marina acaba assumindo a responsabilidade de liderar a comissão e, durante esse período, muitas coisas irão acontecer e ela irá descobrir o poder da união e da amizade. É uma história muito bacana que, claro, termina com um final feliz.

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segunda-feira, 3 de setembro de 2018

AVALIAÇÃO: 4/5
EDITORA: SUMA, CORTESIA
ISBN: 9788556510686
GÊNERO: FICÇÃO CIENTÍFICA
PUBLICAÇÃO: 2018
PÁGINAS: 168
SKOOB

Considerado praticamente o precursor de um subgênero de sci-fi, o livro A máquina do tempo, de H. G. Wells (originalmente publicado em 1895 e adaptado para o cinema em 1960), ganha uma edição especial e repaginada pela Suma de Letras. A história apoia-se na tese do tempo como uma quarta dimensão, sendo tão acessível quanto às três já exploradas pelo homem: largura, altura e espessura.

Ficção científica é um gênero que eu gosto demais, ao mesmo tempo que fico receosa em ler. A capacidade de te transportar para uma viagem no tempo, para planetas ou lugares desconhecidos ao mesmo tempo que fascina, assusta. Mas Wells dá conta do recado com maestria.

A narrativa começa a desenrolar-se quando, no dia de uma das reuniões semanais com seu círculo de conhecidos, o Viajante no Tempo, como sempre é referido o protagonista do livro, chega atrasado, maltrapilho, desorientado e desgrenhado.

Após se recompor — depois de uma bela refeição carnívora —, o protagonista se dispõe a contar aos presentes sobre como havia acabado de voltar de uma viagem ao futuro possibilitada por sua mais nova invenção, sua máquina do tempo. O Viajante conta como chegou ao ano de 802 701, encontrando um mundo praticamente em ruínas, exceto por algumas poucas edificações. O primeiro contato com algo próximo da humanidade é com os Eloi, um povo com altura média de 1,30 metro, todos com cabelos cortados na altura do ombro, com as mesmas vestes, de aparência infantil, ingênua e amigável. O homem, então, fica desapontado com o declínio intelectual que a evolução de sua espécie sofreu.

FOTO: EMILLY LOPEZ/ VIAGENS DE PAPEL

Quando descobre que, horas depois de sua chegada, sua invenção desaparecera, O Viajante é obrigado a desbravar os mistérios desse novo mundo, incluindo por quê os Eloi temem tanto o escuro. Numa dessas expedições de “descobrimento”, ele acaba encontrando estranhos poços profundos que levam a túneis subterrâneos e percebe que uma outra vertente da raça humana se adaptou a vida no Mundo Subterrâneo. Os Morlocks são descritos como seres abomináveis, semelhantes a macacos albinos monstruosos que, ao contrário dos Eloi, por sua vez, são sensíveis à luz. O rapaz tinha tudo para deixar as criaturas de lado, não fosse por um único problema: seu transporte para voltar ao seu tempo estava todo esse tempo sob domínio dos Morlocks. Continue lendo »

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

AVALIAÇÃO: 4/5
EDITORA: SUMA, CORTESIA
ISBN: 9788556510167
GÊNERO: ROMANCE HISTÓRICO
PUBLICAÇÃO: 2016
PÁGINAS: 336
SKOOB

Depois da última dança foi um livro que chegou para mim e ficou um bom tempo esperando para ser lido na estante. Sabia do que se tratava, cheguei a iniciar a leitura algumas vezes, mas não era embalado pela história. Até que, por acaso, decidi pegar o livro e pensei: “agora vai!”. E foi. A surpresa foi extremamente positiva, terminei o livro com um sorriso no rosto.

Estação de King´s Cross, 1943. Rose chega a Londres querendo se entregar a uma vida de romance, glamour e dança, e para isso ela escolhe o Rainbow Corner, o mais famoso salão de dança da cidade. Enquanto a Segunda Guerra Mundial entra em seu momento final, Rose se apaixona perdidamente por um piloto, mas terá que lidar com as reviravoltas do destino antes que a guerra chegue ao fim.

Las Vegas, dias atuais. Uma linda mulher vestida de noiva entra em um bar procurando alguém para se casar com ela. Quando Leo assume o papel e diz “sim”, ele não tem nenhuma ideia da situação em que está se metendo. Quem será Jane, a mulher misteriosa? Quando Jane e Rose, agora uma senhora de idade, se conhecem, a fagulha da discórdia se acende. Mas acontecimentos que elas não podem controlar fazem com que o tempo se torne um bem muito precioso. Depois da última dança conta a extraordinária história dessas duas mulheres, separadas pelo tempo, mas ligadas pelo destino. Um romance que fará com que você acredite no poder do amor.

O livro se divide em duas narrativas, o que torna a leitura muito mais dinâmica, mostrando a época da guerra, quando conhecemos Rose, e os dias atuais, onde temos a chance de conviver com Jane. Apesar disso, quando chegamos à mocinha do presente, nos deparamos com uma situação um tanto inesperada e estranha para o leitor (pelo menos foi o que aconteceu comigo). Jane chega num bar após desistir de um casamento e conhece Leo. Os dois estão em Las Vegas e simplesmente decidem se casar. A forma como isso foi tratado na história me desagradou um pouco, fazendo com que não tivesse empatia com os personagens à primeira vista. Apesar disso, o desenrolar da história me fez mudar de opinião e aprender com os erros dos personagens.

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AVALIAÇÃO: 4/5 ESTRELAS
EDITORA: INTRÍNSECA, CORTESIA
ISBN: 9788551002773
ANO: 2018
PÁGINAS: 352
SKOOB

A forma da água foi uma história que ganhou destaque no início desse ano, com o lançamento de seu filme e por suas respectivas indicações ao Oscar, recebendo a estatueta de melhor filme. Ouvi comentários de sua originalidade e que era algo pouco convencional, causando em mim certa curiosidade. Na mesma época, saiu a versão da história em formato de livro, o que, para mim, como qualquer leitor, virou um motivo a mais para conhecer a tão falada história. Quando surgiu a oportunidade, não imaginei que a leitura seria tão arrastada. Quase um mês depois consegui terminá-lo. E, dias depois disso, ainda não amadureci um posicionamento consistente da história. Espero que com essa resenha consiga mostrar os meandros e pormenores de tudo isso.

Estamos em 1962 e, para Elisa Esposito, todos os dias são iguais. Muda e órfã, ela leva uma vida monótona em seu emprego de faxineira na Occam, um centro de pesquisas espaciais em Baltimore, Estados Unidos. Se não fosse por Zelda, sua melhor amiga, e Giles, seu gentil vizinho, mal teria forças para sair da cama. Até que, certa noite, ela vê em um dos laboratórios algo que jamais deveria ter visto: o recurso mais precioso e inteligente da Occam. Um homem-anfíbio, capturado na Amazônia, chamado de deus Brânquia pelo povo local e que será estudado e utilizado em prol dos avanços tecnológicos do país durante a Guerra Fria.

O ser é assustador, mas também majestoso, detentor de uma linguagem própria e capaz de entender emoções. Juntos, mulher e criatura aprendem a se comunicar, e logo o afeto que surge entre os dois se transforma em amor, um amor que dará um novo sentido à existência de Elisa. No entanto, acontecimentos do destino podem atrapalhar a relação entre ambos, uma vez que o deus foi capturado para fins de guerra e, por isso, precisa ser dissecado e morto antes que os inimigos russos coloquem as mãos nele.

Antes mesmo de iniciar a leitura, já imaginava que seria devagar, mas não imaginava o quanto. Já conhecia o trabalho de Del Toro assistindo O labirinto do fauno e lembro de como aquele filme me deixou com certo incômodo, principalmente pela maneira que a narrativa era conduzida. Acreditei ser algo característico do próprio diretor, logo, já esperava algo semelhante em A forma da água, e foi justamente o que encontrei. Não vou dizer que seja algo ruim, mas, para quem não está acostumado (tipo eu), pode causar certo estranhamento, junto à necessidade de deixar a mente aberta para o que vier.

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segunda-feira, 13 de agosto de 2018

AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: PARALELA, CORTESIA
ISBN: 9788584391172
ANO: 2018
PÁGINAS: 248
SKOOB 

Em pedaços foi dos livros que chegou ao acaso nas minhas mãos, sem saber muito o que me esperava. Sabia apenas que era um new adult e que talvez fosse mais uma das inúmeras histórias do gênero que vemos por aí. Apesar disso, simpatizei com a capa e decidi solicitar. Quando chegou, fiquei surpreso pelo pouco número de páginas e em questão de poucos dias iniciei a leitura, pois precisava de algo leve para relaxar. Que surpresa agradável eu tive!

Em uma releitura de A bela e a Fera, Em pedaços conta a história de Olivia Middleton, uma jovem de 22 anos que tem tudo na vida. Linda, inteligente e caridosa, a garota guarda um segredo terrível, que a separou das duas pessoas que realmente importavam na sua vida. Por causa disso, ela deixa Manhattan e toda a vida de sonhos para morar na região litorânea do Maine e cuidar de um ex-combatente da guerra. O que ela menos esperava era encontrar um jovem da mesma faixa etária que a sua, com temperamento sombrio e um olhar penetrante repleto de dor e mistério. Paul Langdon, ex-combatente, vê sua vida mudar após passar um trauma na guerra que muda totalmente a maneira com a qual se via no mundo, acarretando também uma exclusão total da sociedade. A chegada de Olivia pode trazer a chance de se ter algo novo, mas o passado e suas marcas, tanto físicas quanto emocionais, ainda batem à sua porta.

Sabe aquele livro que você não espera nada e depois que lê fica com gostinho de quero mais? Apresento-lhes Em pedaços (o que acalenta é saber que é o primeiro de uma trilogia). A história tem uma narrativa fluida, que envolve o leitor, fazendo com que ele torça pelos personagens. Estes são bem construídos e me identifiquei com eles desde o início. Antes da leitura, imaginava que Olivia seria o tipo de garota mimada que tem tudo na vida ou algo do gênero, mas descobri alguém que se culpa pelo que aconteceu no passado (é descoberto ao longo da história o ocorrido) e vê a oportunidade de cuidar de Paul como uma rota de fuga. Paul, por outro lado, também guarda as marcas do passado e acredita que por causa delas não conseguirá seguir em frente.

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terça-feira, 7 de agosto de 2018

AVALIAÇÃO: 4/5
EDITORA: SEGUINTE, CORTESIA
ISBN: 9788555340635
GÊNERO: YA CONTEMPORÂNEO
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 392
SKOOB

Dias de Despedida é o livro de estreia de Jeff Zentner, que recentemente até esteve no Brasil divulgando seu trabalho na Flipop.

A trama do livro já promete mexer com o emocional do leitor: Carver, o protagonista, acabou de perder seus três melhores amigos em um acidente de carro. O motivo? O amigo que estava dirigindo se distraiu enquanto respondia uma mensagem enviada por Carver.

O livro irá trabalhar essa questão da perda, do luto e também da culpa que o personagem sente por ter enviado a mensagem que, supostamente, causou tudo aquilo.

Temos aqui um YA contemporâneo instigante e com um tom de sensibilidade ao abordar questões como a amizade, algo tão presente na vida de qualquer pessoa, principalmente dos adolescentes que compõem o público alvo da obra.

Apesar da temática pesada, a leitura flui e é bem rápida. É uma boa opção de contemporâneo tranquilo para ler e passar o tempo e, mesmo assim, com personagens e tramas que não são superficiais.

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AVALIAÇÃO: 4/5
EDITORA: SUMA, CORTESIA
ISBN: 9788556510631
GÊNERO:  SUSPENSE
PUBLICAÇÃO: 2018
PÁGINAS: 235 SKOOB

Gosto de conhecer autores que são considerados por suas obras clássicas. E foi por esse motivo que escolhi conhecer a escrita de Shirley Jackson, que além de ter influenciado autores de terror aclamados como Stephen King e Neil Gaiman, seus livros são leitura obrigatória em diversas escolas americanas. King opina sobre esse título em particular: “A história de casa mal-assombrada mais próxima da perfeição que eu já li.

Recebi com muita animação essa sinistramente linda edição da Suma, a ilustração da capa está com um toque perfeito e a capa dura deixou o trabalho ainda mais bem apresentado, em tons degradês entre o laranja e o marrom.

A história está dividida em nove capítulos que são subdivididos em no máximo 8 partes. Toda primeira página do capítulo conta com a fonte em tamanho maior que as demais.

Por ter sido publicado originalmente em 1959, o livro possui algumas palavras desconhecidas, mas isso não atrapalha a narrativa, elas podem até mesmo ser ignoradas para não atrasar a leitura.

John Montague é doutor em filosofia, formado em antropologia e apaixonado por analisar manifestações sobrenaturais, por esse motivo decide alugar a Casa da Colina por três meses e levar para lá um grupo de assistentes, para que pudesse observar as causas e consequências de transtornos psíquicos causados pela convivência em ambientes hostis e aterrorizantes. Seu objetivo principal é que, mais tarde, pudesse publicar uma obra respeitável sobre o assunto.

Depois de uma análise criteriosa em possíveis candidatos para sua equipe, ele consegue enviar meia dúzia de cartas, obtendo apenas quatro respostas positivas e, destas, apenas Eleanor Vance de 32 anos decide realmente ir, para se livrar por um verão de sua irmã e cunhado, ambos mesquinhos, e de sua chata sobrinha. Além de Eleanor, a impetuosa artista Theodora aceita o convite de última hora e também vai até Hillsdale, após brigar com a mulher com a qual divide seu apartamento. A dona da casa, a Sra. Sanderson, sabendo das intenções do dr. Montague e querendo se ver livre de seu jovem, libertino e nada confiável sobrinho, exige que este permaneça durante o verão na casa e acompanhe os visitantes.

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A narrativa acontece em terceira pessoa, mas percebemos que o foco está na personagem da Eleanor Vance, desde o momento que ela decide roubar o carro da família, deixando para trás apenas a informação de que foi convidada do dr. Montague, mas sem dizer o local onde passará o verão, para não ser encontrada.

Imagino que a senhora saiba o que está pedindo, vindo aqui? Imagino que tenham lhe avisado, lá na cidade? Já ouviu alguma coisa sobre este lugar? Página 32

Chegando na casa, Eleanor se depara com o estranho zelador Dudley, tendo dificuldades em acessar a casa, já que foi a primeira a chegar, antes mesmo do anfitrião. Em seguida conhece sua esposa, a esquisita governanta sra. Dudley, que usa apenas frases decoradas, não sendo nada simpática. Ela faz apenas seu trabalho e parece extremamente desconfiada e até mesmo suspeita.

Não fico depois de pôr o jantar, a sra. Dudley prosseguiu. Não depois que começa a escurecer. Vou embora antes de a escuridão chegar. Página 39

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sexta-feira, 27 de julho de 2018

AVALIAÇÃO: 4,5/5
EDITORA: SEGUINTE, CORTESIA
ISBN: 9788555340673
GÊNERO: ROMANCE, JOVEM ADULTO
PUBLICAÇÃO: 2018
PÁGINAS: 445 SKOOB

Sempre quis ler “Cartas de amor aos mortos” e infelizmente não tive ainda a oportunidade, por essa razão e por ter sempre lido boas críticas sobre esse primeiro sucesso da americana Ava Dellaira, escolhi Aos dezessete anos.

Apesar de não ter gostado da capa, algo na sinopse me deixou fascinada, inclusive quando o livro chegou em casa, passei essa leitura na frente de tudo o que estava lendo.

Desde o início da leitura, a vontade era de ler ininterruptamente a história contada alternadamente por mãe (Marilyn) e filha (Angela ou simplesmente Angie) de forma tão apaixonante e verdadeira, quando ambas têm a idade de dezessete anos.

Em alguns momentos me vi querendo apenas saber de Marilyn, mas ao chegar a vez de Angie contar sua história, também não dava vontade de deixá-la ser interrompida para que Marilyn retornasse.

Aparentemente, Angie vive uma vida perfeita ao lado de uma mãe maravilhosa e dedicada, porém percebe-se que há algo de errado no luto permanente que a mãe sofre, impedindo-a e ser verdadeiramente feliz. Além disso, ambas são extremamente diferentes quanto à aparência. Enquanto Marilyn tem cabelos dourados e o rosto pálido, Angela é mestiça e não consegue arrancar nenhuma informação que ajude a construir uma imagem de seu pai e do passado que a mãe evita a qualquer custo contar, chorando sempre que é abordado o assunto.

“É, te entendo. Quer dizer, você tem que ser quem as pessoas que ama esperam que você seja. E nem sempre é você mesmo, infelizmente.” Página 29

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