quarta-feira, 22 de novembro de 2017

AVALIAÇÃO: 5/5 EDITORA: QUADRINHOS NA CIA., CORTESIA ISBN: 9788535929119 GÊNERO: HQ, FANTASIA, INFANTOJUVENIL PUBLICAÇÃO: 2017 PÁGINAS: 56 SKOOB

Para quem ainda não conhece Hilda, a aventureira garota de cabelos azuis, deixe-me apresenta-la.

Hilda vive numa casa de madeira, junto com a mãe e sua raposa branca de estimação. A cidade mais próxima, da região em que vive chama-se Trolburgo e até então, a casa mais próxima à sua, é a casa do lenhador, onde vive um estranho homem de madeira.

Nesse segundo volume, Hilda e sua mãe vêm recebendo ameaças através de cartas  enviadas por seres possivelmente minúsculos e invisíveis que querem que elas abandonem a moradia. Tentando combater essas intimidações e em meio a uma tentativa real de despejo, Hilda vê ao longe um estranho gigante, que logo desaparece.

Diante de tamanha vulnerabilidade, a mãe decide que será melhor a filha ter a oportunidade de estudar numa escola e fazer amigos normais na cidade. Horrorizada com a possibilidade de abandonar sua liberdade na natureza e tudo o que chama de lar, Hilda implora para que ambas permaneçam na casa que foi construída por seu bisavô, a mãe porém, não vê outra alternativa a não ser dar um ultimato, se Hilda conseguir fazer amizade com esses pequenos moradores, elas ficam, caso contrário, terão que se mudar.

A partir daí, o inesperado encontro com Alfur e diversos outros acontecimentos impulsionam Hilda a descobrir de onde surgiu o misterioso gigante, provando que ela é mesmo muito inteligente e astuta para resolver enigmas e decifrar mistérios.

O selo Quadrinhos na Cia é o responsável por nos trazer mais essa divertida história da personagem do inglês Luke Pearson. Assim como mencionei em minha primeira resenha, “Hilda e o Troll“, essa edição também está perfeita, em capa dura, cada detalhe impressiona, as cores porém, estão mais fechadas e a quantidade de páginas aumentou um pouco, de 40 para 56 nessa obra.

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AVALIAÇÃO: 3/5
EDITORA: INTRÍNSECA, CORTESIA
ISBN: 9788551002308
GÊNERO: MITOLOGIA, FANTASIA, JOVEM ADULTO
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 160
SKOOB

Introdução às deidades, criaturas fantásticas e seres míticos

Bem vindos ao Hotel Valhala!

Só para deixar todo mundo na mesma página: Valhala é a morada dos heróis caídos em batalha, os einherjar, e que lutarão ao lado de Odin no Ragnarok (apocalipse nórdico).

Agora sim! Bem vindos!

Depois de se consagrar com a série “Percy Jackson” revivendo os deuses do Olimpo, Rick Riordan também deu vida aos deuses egípcios com a série “As crônicas dos Kanes“. E se aventurou pela mitologia nórdica com o garoto Magnus Chase entrando em Valhala para se aventurar no pós morte com os heróis.

Então vamos começar por ai: na capa que, diga-se de passagem, é muito bonitinha (capa dura, imitando couro na ilustração) há uma notinha como se fosse um post-it: Para Magnus Chase. E foi a primeira coisa que eu pesquisei, já que não li as aventuras nórdicas escritas pelo autor, não sabia que se tratava de um personagem dele. Então o livro é como se fosse um spin off da série de aventura nórdica que o autor escreveu.

O Hotel é comandado pelo gerente Helgi que dá as boas vindas e agradece a preferência da escolha do pós morte dos seres. A ideia é deixar os desavisados bem informados, já que poderão topar com as mais diversas divindades e seres míticos no caminho durante sua estadia.

Com humor levemente sarcástico o guia é escrito, a contra gosto,  por Hunding o porteiro e com participações do empolgado, mas não muito esperto, Snorri Sturluson, o historiador. Há entrevistas e contribuições de alguns residentes.

O livro é bem organizado: começa com a explicação dos nove mundos e quais são, passa pelos deuses e por alguns seres míticos (como gigantes e elfos) e também algumas criaturas fantásticas, e por fim, um glossário para quem estiver muito perdido mesmo. Continue lendo »

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

AVALIAÇÃO: 4.5/5 EDITORA: INTRÍNSECA, CORTESIA ISBN: 9788551000076 GÊNERO: ROMANCE, FICÇÃO HISTÓRICA PUBLICAÇÃO: 2016 PÁGINAS: 368 SKOOB

Uma história de segredos e escândalos na Londres dos anos 1840.

Belgravia é um romance, escrito pelo autor britânico Julian Fellowes, que nos insere ao ano de 1815, mais precisamente ao Baile da Duquesa de Richmond em Bruxelas que aconteceu no dia 15 de junho daquele ano. Esse evento teve um desdobramento histórico muito importante, porque ao final dele, os jovens que ali se encontravam saíram para a Batalha de Waterloo vestidos, ainda, em trajes de gala.

Então, utilizando a batalha como cenário Fellowes nos apresenta à Sophia, uma linda e altiva moça de dezoito anos; à criada e amiga da moça, Jane; e aos pais da jovem, Anne e James Trenchard.

James é um comerciante que fez fortuna negociando suprimentos em tempos de guerra, mas deseja ser reconhecido pela sociedade aristocrata britânica. Em nome desse desejo incentiva a filha a se envolver com o herdeiro de uma rica família, Edmund Bellasis. Porém, acontece algo inesperado aos personagens: quando o baile chega ao fim, um segredo que envolve as famílias de Edmund e Sophia vem à tona tecendo grandes teias no destino de todos os envolvidos.

Apesar de ser iniciada em 1815, a obra conta com um grande espaço de tempo e volta a ser recontada em 1841. A partir dos encontros e reencontros dos personagens nessa década, os segredos que teceram a vida da família Bellasis e Trenchard vão sendo destrinchados pouco a pouco. Além disso, descobrimos que a cidade que intitula o livro é um lugar que o Sr. Trenchad ajudou a construir depois de conseguir a tão almejada ascensão social.

Julian Fellowes costuma ser recorrente ao falar dos costumes da aristocracia britânica e da relação dessa classe com os empregados, isso não é diferente em Belgravia. Na narrativa que conta com onze capítulos, as diferenças entre classes sociais é o tema central. O autor descreve os cenários e as vidas das personagens em grandes detalhes, trazendo fatos reais ao encontro da ficção e conduz a obra num estilo de folhetim vitoriano, ou seja, descrevendo com miúdez a Londres de 1800. Continue lendo »

terça-feira, 14 de novembro de 2017

AVALIAÇÃO: 4,5/5
EDITORA: RECORD, CORTESIA
ISBN: 9788501080691
GÊNERO: ROMANCE, ROMANCE HISTÓRICO, CLÁSSICO
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 504
SKOOB

Originalmente publicado em 1848, A senhora de Wildfell Hall de Anne Brontë,  é um romance que traz em sua narrativa uma temática mais séria. A obra trata sobre o relacionamento abusivo e a dificuldade da mulher em superar os traumas deixados por esse tipo de relação, o clássico da literatura inglesa  ainda aborda a omissão da mulher perante a sociedade, sendo essa sempre induzida a obedecer às convenções sociais. Brontë trata do assunto através da protagonista Helen Grahan, uma mulher forte e independente que passa a comandar a própria vida, após os percalços passados em seu casamento.

O livro conta com cinquenta e três capítulos curtos, onde se observa o desenvolvimento da narrativa sob a ótica feminina e masculina em primeira pessoa. Em determina parcela é Gilbert Markham quem narra sua história para um amigo através de cartas. Na história, o jovem de vinte e poucos anos mora com a mãe e dois irmãos mais novos: Rose e Fergus. Vizinho à família há uma propriedade rural caindo aos pedaços conhecida por Widfell Hall, qual pertence ao Sr. Lawrence. Esse casarão é alugado e ocupado por uma bela jovem de vinte e poucos anos que fazia questão de mostrar sua viuvez, Helen Graham, e seu filho Arthur, além da criada que a acompanhava, Rachel.

Ao chegar à propriedade de Wildfell Hall, a Sra. Helen Graham gera grandes especulações e comentários maliciosos por parte dos moradores locais, em especial das Srta. Jane Wilson e Sra. Wilson. “As duas tentaram de tudo para descobrir quem ela é, de onde veio e tudo mais”, porém, nenhuma das artimanhas empregadas foram suficientes para desenterrar os segredos da Sra. de Widfell Hall.

Gilbert apaixona-se por Helen que resiste ao sentimento do rapaz, ele por sua vez não entende o motivo de tanta resistência, então, para que ele não dê ouvidos aos rumores que correm pela cidade, Hellen acaba cedendo seu diário para que ele leia e entenda sua situação, bem como seu comportamento. Ao lê a narrativa da amada, ele compreende o quanto a jovem sofreu (e ainda sofre) devido ao infeliz matrimônio. Neste momento temos os fatos apresentados por Hellen a partir de seu diário e a vida em Londres. Continue lendo »


“Pois é, cada qual tem seu talento. Eu consigo memorizar coisas. E você…?

Bem, eu sei as últimas palavras de um monte de gente. Era meu prazer secreto, colecionar últimas palavras. Havia quem comesse chocolate; eu lia esse tipo de coisa.”

– Quem é você, Alasca?, de  John Green 

Naquele mesmo ano, surgiu a oportunidade de ler mais dois livros do autor: Quem é você, Alasca? (que fui descobrir que já era publicado no Brasil antes mesmo de A culpa é das estrelas) e O teorema Katherine (o que estava mais curioso pela leitura na época). Li o primeiro também em poucos dias, reafirmando o sentimento que tivera com a história de Hazel e Gus: John Green sabia conduzir uma história. Um pouco diferente do anterior, esse acompanhava a vida de Miles Harter, garoto obcecado por célebres últimas palavras. Sabe grande parte delas de cor e as segue como um exemplo de vida. Sua vida não era das mais animadas e divertidas, logo, decide mudar de escola, com o intuito de encontrar o Grande Talvez, que François Rabelais disse a beira da morte. Chegando em Culver Creek, Miles faz amizade com Chip, ou apenas os mais próximos, Coronel. Além disso, muitas outras surpresas o esperam na escola nova, dentre elas Alasca Young. Linda, espirituosa, problemática, cheia de humor, Alasca encanta Miles. Segundo Alasca, todos estamos num grande labirinto do qual uma hora deveremos sair. Miles então decide acompanhar Alasca na busca desse labirinto, pois para ele, ela poderá levá-lo ao Grande Talvez. E é com base nisso que o livro se desenvolve. Nesse sentido, utiliza-se de um recurso no início de cada capítulo que causa uma certa curiosidade no leitor, chegando a um ápice (e um acontecimento que não estava esperando na época). Alasca foi o livro que mais gostei do autor, principalmente pela maneira com a qual ele relaciona o universo adolescente com metáforas da vida, sempre acompanhado de personagens marcantes e bom humor. Continue lendo »


 

“Talvez eu tenha estragado tudo. Mas, se seu não tivesse feito o que fiz, sei que ainda haveria uma dúvida, ela só seria outra. A vida é uma sequência de escolhas entre incertezas.

– Tartarugas até lá embaixo, de John Green

O que o desaparecimento de um empresário, uma garota com TOC e tartarugas tem em comum? Por mais que possa parecer meio aleatório, mas tais elementos estão presentes no livro de John Green, no qual consegue tratar de questões muito mais amplas que simplesmente um romance bobo juvenil. Assim como ocorreu com outros livros do autor, em Tartarugas até lá embaixo o talento das palavras está presente. São diversos temas presentes no livro que fica difícil até escolher, mas acredito que um una todos eles: a amizade.

Tal assunto me pareceu bem evidente em determinada cena do livro (que não vou citar aqui porque é spoiler) e que me fez pensar em todo o desenvolvimento da história até aquele momento. E que tem relação direta com o TOC de Aza, com o relacionamento dela com Davis e Daisy. Para alguns a protagonista pode parecer esnobe e irritante, pelas atitudes dela com Daisy, mas acredito que é o inverso. Acredito que isso faz parte do que a protagonista é e se mostra algo passageiro quando ela passa a conviver mais com Davis. E a maneira com a qual é abordado transmite uma tranquilidade para quem lê. Não é uma, mas várias as cenas que os suspiros são inevitáveis, como é o caso da ligação de Facetime que ocorre entre os dois. Ou então, quando Davis escreve num blog particular sobre o seu relacionamento com Aza a partir de algumas citações de pessoas famosas, como é o caso da que abre o post. São palavras sinceras, ditas em momentos únicos. Nesse sentido, por mais que alguns acontecimentos não sejam o que muitos esperam, ainda assim mostra que a vida é constituída de momentos únicos. E que eles são preenchidos por pessoas especiais. Talvez o amigo de hoje não esteja presente, mas por algum motivo o carinho não irá diminuir. Continue lendo »

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

AVALIAÇÃO: 4.5/5 EDITORA: INTRÍNSECA, CORTESIA
ISBN: 9788551002001 GÊNERO: ROMANCE, JOVEM ADULTO
PUBLICAÇÃO: 2017 PÁGINAS: 256
SKOOB

Tartarugas até lá embaixo é o mais novo lançamento de John Green, publicado simultaneamente no Brasil e nos Estados Unidos. Autor popular em diversos países, depois de encantar os leitores por meio de histórias como “A culpa é das estrelas” e “Cidades de Papel“, Green retorna com mais um título incrível, como os demais, esse novo lançamento está cheio de momentos marcantes.

A protagonista da vez é Aza Holmes, uma garota que sofre de ansiedade e que está ainda no colégio. Tem uma melhor amiga chamada Daisy, com a qual compartilha momentos e segredos únicos. A vida pacata das duas começa a mudar quando chega a notícia do desaparecimento de um empresário rico da cidade, que Aza conheceu o filho dele, Davis, anos atrás. Diante disso, é ofertado uma recompensa a qualquer pessoa que tiver alguma informação. Daisy não pensa duas vezes em aceitar a proposta e ir atrás do desaparecido, apesar da resistência da amiga. É a partir desse envolvimento que a protagonista acaba se aproximando de Davis e se afeiçoando ao garoto e seu irmão mais novo, Noah. Juntos, vão descobrir as possibilidades e os segredos da vida, na tentativa de levá-la com bom humor, além de encarar as surpresas que ela coloca nos seus caminhos.

Os títulos de John Green são permeados por personagens marcantes e bem característicos. Diferentemente de seus protagonistas anteriores, nos quais via certa similaridade (principalmente Colin, de “O teorema Katherine” e Quentin, de ”Cidades de Papel“), nesse em especial me deparei com uma personagem totalmente nova. Aza tem um jeito peculiar de enxergar a vida que me fez em diversos momentos refletir sobre ela, além dos limites que ela nos bota.

Aviso de antemão que não é um livro com ritmo rápido, tal qual A culpa é das estrelas“, possível de ler em poucas horas, e arrisco dizer que é carregado de uma melancolia bem grande. O desaparecimento, que era para ser o ponto central da história, se torna apenas mero coadjuvante para o relacionamento que surge entre Davis e Aza e até mesmo para a própria construção da protagonista. E, da mesma maneira, é algo um pouco diferente dos outros romances. É difícil de explicar em palavras, logo sugiro que você leia o livro para entender o que quero dizer, mas ainda assim se mostra algo válido de ser vivenciado. Foge do romantismo melado de alguns romances, partindo para o que podemos chamar de ler nas entrelinhas. Há cenas e passagens realmente fofas, fazendo, por exemplo, que eu marcasse várias delas com post-its enquanto a leitura estava sendo realizada, algo que não tinha hábito.  E digo que não foi uma, mas algumas que valem a pena serem lidas e relidas. Continue lendo »

domingo, 5 de novembro de 2017

AVALIAÇÃO: 4/5
EDITORA: RECORD, CORTESIA
ISBN: 9788501109002
GÊNERO: ROMANCE, ROMANCE HISTÓRICO
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 224
SKOOB

Um romance sobre a coragem

O livro é dividido em três fases, sendo a primeira quando os protagonistas, Anita e seu amante italiano Giuseppe Garibaldi , estavam no Brasil – que permeia a história que todos nós já ouvimos falar em algum momento: a Guerra dos Farrapos que eclodiu no Sul do país entre 1835 e 1845, -, a segunda na passagem pelo Uruguai e a terceira na Itália. “Anita” de Thales Guaracy não é apenas um romance, é também uma narrativa histórica e biográfica onde há muitos ensinamento sobre a história do Brasil, numa linguagem poética e rimada, o autor mistura realidade e ficção, nos deixando muitas vezes confusos ao pensar sobre até onde a história é um relato real.

Na narrativa, Guaracy nos apresenta Anita Garibaldi através da ótica de Giuseppe Garibaldi, seu companheiro e pai de cinco filhos que, depois, viriam a ter. Apesar de ser intitulado com o nome da heroína, a obra não nos remete às emoções sentidas pela percussora do feminismo, mas sim à admiração que Giuseppe sentiu pela forte e destemida mulher, qual conheceu durante uma guerra.

O protagonismo da heroína é evidente apenas nas primeiras páginas, quando inicia com Garibaldi, já idoso, falando sobre os dias com sua amada, e também sobre a altivez dela. Podemos identificar a perda do protagonismo feminino no momento em que a história continua mesmo após a morte da mulher. No fragmento a seguir, podemos identificar as emoções do herói e seu olhar sob a saudosa companheira.

“Há lembranças que custam caro, dilaceram o coração, mesmo para o mais duro dos homens, que viu tantas coisas terríveis; recordações que se mantêm em carne viva, capazes de levar muitos à mais explicável loucura. Coisas que guardamos para nós mesmos, como aquela dor, que interessava apenas a ele, e só discutia na sua conversa imaginária com os mortos. Nela, estava sempre com a mulher com quem dividira tudo, fazia tanto tempo que já não recordava muito bem seus traços, imagem fugidia que tomava outras formas, tantas que já não sabia ao certo qual era a primeira; de exato havia o sorriso, sim, o sorriso, a mecha na testa, e o olhar. Aquela Anita quase sem rosto andava em muitos rostos encontrados nos caminhos, na natureza, no tempo, ou melhor: dentro dele.”

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sábado, 4 de novembro de 2017

AVALIAÇÃO: 4/5
EDITORA: INTRÍNSECA, CORTESIA
ISBN: 9788551001752
GÊNERO: THRILLER, SUSPENSE, POLICIAL
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 368
SKOOB

Um trágico acidente. Um passado do qual você não pode fugir.

A ex-detetive Clare Mackintosh conta neste livro uma história que aborda temas policiais envolvendo investigações criminais. É uma obra de ficção que relata o momento em que uma mãe perde o filho de cinco anos, Jacob, quando esse solta sua mão ao voltar da escola, e é vítima fatal de um atropelamento.

Deixei você ir que combina suspense, investigação policial e thriller psicológico desenvolve-se em duas linhas, podemos identificar isso quando os capítulos são intercalados alguns em terceira pessoa e outros em primeira. Na narrativa, Jenna é a personagem fragilizada pela culpa ocasionada após o acidente; enquanto Ray é o detetive que tem como missão encontrar o motorista que fugiu sem deixar rastros, é um profissional dedicado que vive dificuldades investigativas, institucionais e familiares. E acaba se envolvendo com Kate, colega de trabalho, o que abala sua vida pessoal.

No enredo, Jenna sente-se culpada após morte de Jacob, resolve tentar um recomeço de vida longe do local da tragédia e se muda para o País de Galles, onde descobre novas habilidades, um companheiro de quatro patas e, possivelmente, até uma nova paixão. A partir daí a história começa a sofrer uma grande e arrebatadora reviravolta, quando surge uma personagem aparentemente não citada antes e muda completamente os rumos da história, que passa de um previsível romance-dramático para um frenético e imprevisível suspense policial.

A morte de uma criança nos abala profundamente, ainda mais uma tão jovem e com a vida toda pela frente, o mais triste é o desfecho desta curta história, Jacob teve sua vida interrompida abruptamente. E o assassino(a)? Ninguém sabe, não há muitas pistas, só questionamentos e a persistente dificuldade para decifrar a identidade do motorista, um crime que tende a se manter impune e só se resolve nas páginas finais do livro juntamente com as demais pontas soltas.

Após sobreviver a tantas provações, Jenna não esperava por tal fatalidade, incapacitada para lidar com o acontecido, ela se isola numa pequena cabana e vive de modo humilde e precário, não queria ser encontrada, mas o passado é persistente e bate à porta. Continue lendo »

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

AVALIAÇÃO: 3,5/5
EDITORA: BIBLIOTECA AZUL, CORTESIA
ISBN: 9788525062857
GÊNERO: SUSPENSE, POLICIAL
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 328
SKOOB

Ler um livro clássico é algo muito desafiador, principalmente para quem não possui um histórico significante de clássicos lidos, como é o meu caso. Mas assim que li a sinopse do livro O Condenado, escrito por Graham Greene, e publicado no Brasil pela Globo Livros, fiquei muito curiosa com a história e resolvi deixar meu temor de lado e me arriscar nessa leitura.

O livro, que teve sua primeira edição publicada em 1938, ganhou uma nova edição este ano pela editora Globo Livros, que fez um ótimo trabalho de arte de capa, trazendo um toque moderno que chama a atenção dos leitores nos dias de hoje.

A história é narrada em terceira pessoa e acompanha o jovem Pinkie Brown, um garoto de dezesseis anos que após um assassinato se vê no comando de um grupo de bandidos, onde ele precisa se afirmar e ganhar o respeito de seus companheiros. O garoto tem sede do poder e quer se mostrar um líder temido que não se preocupa em pagar o preço que for para ter o respeito que acredita ser merecedor. Dentre todas as pedras no caminho de Pinkie, a que se mostra mais perigosa é Ida Arnold, uma mulher que após ter tido um rápido contato com a vítima do assassinato, sente-se na obrigação de desvendar esse crime e fazer justiça ao seu colega falecido.

Com uma escrita envolvente e rica em detalhes, Graham Greene conseguiu fazer um trabalho fantástico nesta obra, mesclando assuntos importantes a trama e fazendo com que nós, os leitores, nos apegássemos aos personagens que foram muito bem trabalhados e tiveram suas motivações muito bem justificadas. Fica perceptível a intenção do autor em fazer com que as questões morais apresentadas mexessem com que está lendo a obra, e isso, ao meu ver, tornou a história muito mais interessante.

“Considerava a vida com profunda seriedade: estava disposta a causar as maiores infelicidades a alguém para defender a única coisa em que acreditava.”

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